Apoio a Dom Aldo Pagotto

Segunda-feira, 2 Março, 2009 at 10:47 | In Anti-Marxismo/Comunismo/TL | 1 Comment
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Conforme foi noticiado na Agência ZENIT, o arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, suspendeu o uso de Ordem do padre Luiz Couto, que também é deputado federal pelo PT, por ele ter feito afirmações contrárias ao Magistério da Igreja. Tais afirmações foram feitas em uma entrevista a um jornal local, em que o padre se manifesta contrário ao celibato, favorável ao uso do preservativo, e favorável aos “direitos” homossexuais.

O fato de ser o pe. Luiz Couto um petista é sintomático. É do PT e dos esquerdo-comunistas, também aqueles infiltrados na Igreja (Teologia da Libertaçãou, ou melhor, Ideologia da Perdição), que vieram as mais inflamadas maifestações de apoio ao pe. Luiz Couto, e de repúdio à decisão de Dom Aldo di Cillo Pagotto. Leia mais no blog Fides et Ratio.

Pois bem. Eu, como vários blogeiros bons católicos na internet brasileira, quis dar meu humilde apoio à decisão de Dom Aldo Pagotto, e além de colocar o selo ao lado, enviei para seu e-mail a mensagem abaixo:

***

De: Fabrício Lombardi Ribeiro

Para: Dom Aldo di Cillo Pagotto <cillopagotto@arquidiocesepb.org.br>

Data: 02/03/1983 às 10h14


Vossa Eminência Dom Aldo Pagotto,

Saúdo vossa Eminência e manifesto meu resignado apoio pela suspensão do Padre Luiz Couto. Os sintomas de que Sua Eminência fez a coisa certa estão aparentes: basta ver que aqueles que se posicionaram contra a vossa decisão são os já conhecidos inimigos de Cristo e de Sua Igreja.

Seja forte, Dom Aldo, para suportar as críticas. Elas são conseqüências naturais da fidelidade a Cristo, Nosso Senhor.

Que Nossa Senhora, Mãe Dulcíssima, Vos conserve sendo esse exemplar sucessor dos apóstolos, a fim de que outros bispos tenham a mesma coragem de manter a Igreja de Cristo agradável ao Pai Eterno.

Pax et Bonum!

***

Que Deus seja a rocha e fortaleza de Dom Aldo Pagotto, e de todos os bispos do mundo com coragem de ser fiéis a Cristo e ao Santo Padre!

Paz e Bem!

Reflexões sobre o matrimônio – III

Quinta-feira, 6 Novembro, 2008 at 9:33 | In Matrimônio e Família, Reflexões sobre o Matrimônio | 6 Comments
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Os graciosos pássaros da foto ao lado são um casal de Agapornis, uma espécie originária da África, e muito querida por ornitólogos (criadores de pássaros) do Brasil e do mundo.

Seu nome, Agapornis, vem do grego αγάπη [agape = amor] + όρνις [ornis = pássaro], ou seja, “pássaro do amor”. Nos EUA esta espécie é conhecida como “lovebird”; na França, como “les inséparables”…

Por vezes, Deus usa a própria natureza para mostrar ao homem o Bem da fidelidade para os casais. O motivo para o nome de agapornis, ou simplesmente “pássaro do amor”, é muito simples: o agapornis é um pássaro fiel. Isso mesmo, o agapornis é um pássaro monogâmico e fiel. Quando um macho encontra a fêmea que vem a se tornar seu par, eles permanecem juntos até o fim da vida. 

Quando estão juntos, o casal é muito amável um com o outro. Dormem no mesmo galho, “coladinhos” um no outro, e às vezes é possível vê-los trocando carinhos com os bicos.

Além disso, dizem alguns pesquisadores que, mesmo após a morte, eles não procuram outro(a) parceiro(a) para se acasalar novamente, e que, quando morre o(a) parceiro(a), eles parecem “sentir” a falta do(a) companheiro(a). Como se estivessem numa espécie de luto, passam algum tempo no mesmo galho, sem sair nem mesmo pra procurar comida.

Que bela lição do Criador, não é? Este comportamento do agapornis muito me fez refletir sobre um dos ingredientes fundamentais do Verdadeiro Amor: a fidelidade e exclusividade até o fim da vida!

Infelizmente nós, seres humanos, somos muito lentos pra perceber a grandeza e a beleza da mensagem que Deus deixou estampada justamente nos nossos corpos, quando nos criou à sua imagem e semelhança. No Paraíso, antes da queda, homem e mulher tinham a mesma visão de Deus, e por isso estavam nus um diante do outro e não se envergonhavam (cf. Gn 2,25), mas ao contrário, podiam, cada um com sua pureza, contemplar o fato de que seus corpos foram feitos um para o outro, convidando-os à comunhão atráves do dom total e irrevogável de si mesmo. Deus os criou de forma que compreendessem que a complementaridade dos sexos tem um meta, pois a partir de então diz a Escritura, “todo homem deixaria seu pai e sua mãe, e se uniria à sua mulher, e os dois seriam a partir de então uma só carne” (cf. Gn 2,24). Por isso, a relação conjugal no plano divino tem uma linguagem própria que deve expressar aquele dom total que os noivos se comprometeram no altar ao dizer seu “sim”: sim, eu aceito ser todo seu, até o fim, aconteça o que acontecer! Esta radicalidade na entrega, que só pode ser realizada por seres humanos (daí a singularidade destes pássaros que nos imitam!) é o que há de mais belo e nobre no amor humano. E porque experimentamos em nossa natureza ferida pelo pecado o peso que exige esta fidelidade, Jesus veio com sua autoridade de Verbo Divino, reiterar a indissolubilidade dessa bênção, ou seja, a impossibilidade de se desfazer essa união numa só carne, dizendo que “o homem não pode separar o que Deus uniu” (cf. Mt 19,6).

Sua Santidade o Papa Paulo VI, em sua maravilhosa Encíclica Humanae Vitae, deixou-nos o seguinte ensinamento a respeito da fidelidade e exclusividade conjugal:

«[O Verdadeiro Amor, isto é, o amor conjugal] é, ainda, amor fiel e exclusivo, até à morte. Assim o concebem, efetivamente, o esposo e a esposa no dia em que assumem, livremente e com plena consciência, o compromisso do vínculo matrimonial. Fidelidade que por vezes pode ser difícil; mas que é sempre nobre e meritória, ninguém o pode negar. O exemplo de tantos esposos, através dos séculos, demonstra não só que ela é consentânea com a natureza do matrimônio, mas que é dela, como de fonte, que flui uma felicidade íntima e duradoura.»

– Humanae Vitae, n. 9

O que o Santo Padre Paulo VI nos quer dizer é que a fidelidade no matrimônio é natural, isto é, faz parte da natureza do próprio matrimônio, e os cônjuges consentem com isso no dia do grande “sim”. Mais que isso, o Santo Padre ensina que isto pode ser observado no testemunho de muitos e muitos esposos ao longo dos séculos. Como se não bastasse, ele termina com a “cereja do bolo”, ao dizer que é a fidelidade conjugal que proporciona uma felicidade íntima e duradoura. Quem não deseja isso? Felicidade íntima e duradoura, até o fim da vida!

Não é uma pena que, nos meios sociais modernos, a fidelidade conjugal esteja tão “fora de moda”? Não dá pra contar nos dedos a quantidade de adultérios que ocorrem nas telenovelas, por exemplo.

Também não é uma pena que a Santa Igreja, Mãe e Mestra, “especialista em humanidade” — nas palavras do próprio Papa Paulo VI — tendo tanto a ensinar-nos a respeito da felicidade conjugal e, conseqüentemente, a felicidade da família, seja tão pouco ouvida por nós, seus filhos?

«Existem pessoas que tentam ridicularizar, ou mesmo negar, a idéia de que exista um vínculo de fidelidade que dure por uma vida inteira. Tais pessoas – tenham plena certeza – não sabem o que é o amor.»

– Papa João Paulo II

Além da felicidade íntima e duradoura, é preciso também lançar luzes sobre a fidelidade conjugal como fonte de onde jorra o Bem para a família, de forma especial para a prole. Se a principal responsabilidade dos pais é o privilégio de criar e educar seus filhos na Fé e na Lei de Deus, parece óbvia a vantagem de que os pais façam isso juntos. O § 2222 do Catecismo da Igreja Católica – C.I.C. – é claro ao afirmar que os pais “educarão seus filhos no cumprimento da lei de Deus, na medida em que eles próprios se mostrarem obedientes à vontade do Pai dos céus”. Como não dizer que a fidelidade dos pais, e sua união conjugal duradoura, até o fim da vida, não é um belo e eficaz testemunho para os filhos de como viver bem o matrimônio?

Portanto, é inegável que, também os filhos, recebem uma belíssima catequese de seus pais, quando estes permanecem fiéis por toda a vida. Outra profunda catequese sobre a fidelidade conjugal pode ser encontrada também no Catecismo:

“Pela sua própria natureza, o amor conjugal exige dos esposos uma fidelidade inviolável. Esta é uma consequência da doação de si mesmos que os esposos fazem um ao outro. O amor quer ser definitivo. Não pode ser «até nova ordem». «Esta união íntima, enquanto doação recíproca de duas pessoas, tal como o bem dos filhos, exigem a inteira fidelidade dos cônjuges e reclamam a sua união indissolúvel».

O motivo mais profundo encontra-se na fidelidade de Deus à sua aliança, de Cristo à sua Igreja. Pelo sacramento do Matrimónio, os esposos ficam habilitados a representar esta fidelidade e a dar testemunho dela. Pelo sacramento, a indissolubilidade do Matrimónio adquire um sentido novo e mais profundo.”

– C.I.C.§§ 1646-1647

É portanto forçoso reconhecer quanto Bem a fidelidade até a morte pode trazer, primeiro para o casal, depois para seus filhos e, portanto, para a família como um todo e, por último e em decorrência disso, a toda a sociedade. É claro que este Bem não vem sem certo sacrifício, e é justamente por isso que a Igreja reconhece que o matrimônio é “lugar de santificação”. O importante é que jamais deixe de existir aquele Verdadeiro Amor,  do qual somente é capaz o homem e a mulher, enquanto seres humanos, quando se unem “numa só carne”, Amor que é doação livre, total, fecunda e fiel.

Como diria o nosso saudoso Papa João Paulo II:

«A pessoa que não se decide a amar pra sempre, irá perceber que é muito difícil amar mesmo que por um só dia.»

Que os agapornis tenham sempre a quem imitar!

Paz e Bem!

***

Colaboraram para esta edição: José Roldão e Julie Maria.

Leia também:

Curiosidade: aliança no quarto dedo?

Quarta-feira, 29 Outubro, 2008 at 8:19 | In Matrimônio e Família | 1 Comment
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Adaptação de um e-mail recebido. Apesar de não ter nada de científico, é bem criativo, e ilustra muito bem a questão da indissolubilidade do Matrimônio. Leia:

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Sabe por que se usa a aliança no quarto dedo?

Durante o noivado, usamos a aliança no quarto dedo (o dedo anelar) da mão direita. No dia da celebração do casamento, a aliança troca de mão, mas jamais troca de dedo: ela vai pro mesmo quarto dedo, só que da mão esquerda. 

Sempre tive curiosidade de saber o por quê disso. Por quê justamente o quarto dedo? O que ele tem de especial? O que ele tem que os outros não têm?

Certa vez fiz com minha esposa um retiro espiritual para casais num antigo mosteiro, afastado da cidade. Numa palestra, proferida por um monge, aparentemente tão sábio quanto idoso, este nos explicou esta questão do quarto dedo de uma maneira bonita e muito convincente… Ele nos disse:

«Os polegares representam teus pais.

Os indicadores representam teus irmãos e amigos.

O dedo médio representa a ti mesmo.

O dedo anelar (quarto dedo) representa o teu cônjuge.

O dedo mindinho representa teus filhos.

Agora, junta tuas mãos palma com palma, depois, une os dedos médios (que te representam) de forma que fiquem apontando a ti mesmo, como na imagem abaixo.

Agora, tente separar de forma paralela teus polegares (que representam teus pais). Vais notar que eles se separam, porque teus pais não estão destinados a viver contigo até o dia da tua morte. Una os dedos novamente.

Agora, tente separar igualmente os dedos indicadores (que representam teus irmãos e amigos). Vais notar que também eles se separam, pois eles se vão, e têm destinos diferentes como se casar e ter filhos.

Tente agora separar da mesma forma os dedos mindinhos (que representam teus filhos). Verás tambem que eles se abrem, pois teus filhos crescem e quando já não precisam mais de vocês, se vão. Una os dedos novamente. 

Finalmente, tente separar teus dedos anelares (o quarto dedo, que representa teu cônjuge). Irás surpreender-se ao ver que simplemente não consegues separá-los. Isso se deve ao fato de que um casal está destinado a ficar unido até o último dia da sua vida, e é por isso que o anel se usa neste dedo.»

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“Não separe o homem o que Deus uniu…”

Paz e Bem!

Na virada da Vida contra a AIDS, a Índia é a bola da vez

Sexta-Feira, 1 Agosto, 2008 at 11:01 | In Moral e Sexualidade, Política | 4 Comments
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Dias atrás, vários blogs católicos (por exemplo: este, este, este e este) e também não-católicos (por exemplo: este) deram destaque ao programa anti-AIDS da Uganda, que conseguiu resultados extaordinários ensinando à população que o remédio contra a expansão da AIDS não é o sexo [pseudo-]seguro com a camisinha, mas a castidade, ou seja: fidelidade conjugal e abstinência.

Nada de novo pra quem conhece a moral sexual da Igreja Católica. É isso aí que a “Mãe” ensina.

Agora, é a Índia que, a exemplo da Uganda, está rejeitando a política anti-AIDS da ONU (sexo “seguro”, camisinha, etc.) e adotando a política baseada na doutrina da Igreja. O anúncio foi feito anteontem pelo NCERT – National Council of Education Research and Training (Conselho Nacional de Treinamento e Pesquisas da Educação), após um encontro entre responsáveis por este órgão e o NACO – National AIDS Control Organization (Organização Nacional para o Controle da AIDS). Vejamos o que disse Sujatha Rao, diretor-geral da NACO:

“Não haverá menção a camisinha ou sexo seguro nos materiais para o programa de educação revisados. Ao contrário disso, nós focaremos nas aspirações dos jovens e falaremos também sobre ser fiel a um parceiro e sobre abstinência. Não pode haver hipocrisia sobre este assunto.”

E ele completa:

“Os jovens precisam receber as informações certas. Nossas crianças estão crescendo em um ambiente muito inseguro.”

Amém! E que a moda pegue! =]

Fonte: LifeSiteNews.com

Paz e Bem!

Fidelidade

Terça-feira, 1 Julho, 2008 at 9:57 | In Matrimônio e Família | 3 Comments
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SONETO DE FIDELIDADE

por Vinícius de Moraes

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

———

O amor não é um sentimento. O amor é uma decisão livre da consciência individual.

Eu escolhi amar, um amor livre, total, fiel, e fecundo, à imagem e semelhança do Amor que primeiro amou: o Pai por suas criaturas.

Parabéns, Vanessa, pelo nosso 3° ano de Vida Matrimonial. Nem preciso dizer que minha vida só tem sentido se for ao teu lado. Que o Senhor Todo-Poderoso continue nos abençoando a cada dia, para que seja infinito enquanto dure, e que dure para a Eternidade.

EU TE AMO minha pequena! :)

AIDS, homossexualismo, grupos de risco e O.M.S.

Quarta-feira, 11 Junho, 2008 at 12:37 | In Moral e Sexualidade, Política | 5 Comments
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Do blog do Reinaldo Azevedo:

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AIDS: OMS finalmente admite o que as ONGs e o lobby gay esconderam por 25 anos

A notícia está no jornal britânico The Independent. A Organização Mundial de Saúde confirma o que todos já sabíamos mais ou menos intuitivamente ou observando o que se passa ao redor: INEXISTE A AMEAÇA DE UMA EPIDEMIA DE AIDS ENTRE HETEROSSEXUAIS. A exceção é a África Subsaariana, onde ela já está presente. A informação é do chefe do departamento para HIV/aids da Organização Mundial de Saúde (OMS), Kevin de Cock – e nada de fazer trocadilho com o nome do homem… Ele também confirmou outra coisa que já sabíamos: fora da África, a doença é um problema grave entre homossexuais masculinos, usuários de droga e os chamados “trabalhadores do sexo” e seus clientes.

O que se noticiou, vejam lá, é que a ameaça da epidemia entre heterossexuais “desapareceu”. Bem, não pode ter desaparecido o que nunca existiu. Até porque a lógica indica o óbvio: como a informação era falsa, as políticas de combate à contaminação mundo afora foram pautadas pela mentira. Logo, o “desaparecimento” nem pode ser atribuído à eficiência do combate.

A questão é saber por que isso aconteceu. É simples. A pauta da OMS e de todos os organismos encarregados de combater a doença serviu ao lobby politicamente correto dos gays e de suas ONGs. Em alguns países, como é o caso do Brasil, grupos militantes respondem pelas políticas antiaids, a começar das campanhas publicitárias. Quem não se lembra? Passou a ser proibido falar em “grupos de risco”. Agora a OMS admite: eles existem.

Ora, África subsaariana, com grande contaminação de heterosseuxuais, e os grupos de risco fora daquela região indicam o óbvio: a aids contraída pela via sexual, a maioria dos casos, é uma doença do comportamento promíscuo, sim. Mas afirmá-lo era considerado “preconceito”, “discriminação”. Eu sei o quanto apanhei aqui e já no Primeira Leitura quando criticava as campanhas públicas de combate à doença, centradas exclusivamente no uso da camisinha. Mais: incentivam justamente a promiscuidade e o sexo irresponsável. Vocês encontram muitos posts no blog a respeito desse assunto.

Ah, mas qualquer abordagem que fugisse da pregação supostamente libertária era considerada coisa de carola, de reacionário católico. Por incrível que pareça, nem mesmo se dizia que o sexo entre duas pessoas saudáveis pode produzir neném, mas não doença… Numa das propagandas, um sujeito acordava assustado com alguém dormindo a seu lado, na cama. Ele nem lembrava como aquele “corpo” tinha ido parar lá. Só se tranqüiliza quando vê o invólucro da camisinha rompido. Acho que não preciso analisar a mensagem, né? Numa outra, um garoto tenta dar um pega na namorada no meio-fio mesmo. Ela pergunta: “Tem camisinha?” Sei, com o preservativo, vai na calçada mesmo…

Uganda é um caso raro de sucesso de combate à doença na África. E a campanha pública incentiva, olhem que esquisito!, castidade para os solteiros e fidelidade para os casados. Fala-se em camisinha, sim. Mas o centro da pregação é a responsabilidade individual. O número de contaminados caiu espantosamente. Nos países vizinhos, é um flagelo. Estou fazendo um uso moralista do assunto? Eu não. Só estou deixando clara a conclusão a que chegou a OMS, embora ela evite chamar as coisas pelo nome: a aids é uma doença típica da promiscuidade sexual – e, por razões que não vêm ao caso agora, boa parte dos gays masculinos opta pelo comportamento de risco.

Mesmo a matéria do Independent contribui para alguma confusão. Informa que a OMS é alvo de ataques por ter superestimado o risco da epidemia de aids, o que teria prejudicado o combate a outras doenças. E também diz que programas de abstinência sexual tiveram prioridade, em vez do uso da camisinha. Besteira! Onde é que a abstinência foi incentivada? Que eu saiba, só em Uganda. Mas os resultados são positivos, não negativos.

Volto à minha tese de sempre. Controlada a contaminação por transfusão de sangue, a aids é uma doença do comportamento, que vinha sendo tratada como um fatalismo da vida moderna. Não é. A Organização Mundial de Saúde demorou 25 anos para admitir isso. E só o fez porque, no mundo inteiro – exceção feita à África -, o número de heterossexuais infectados é muito baixo. Já o de contaminados entre os grupos de risco segue estável – e alto. O que eles têm em comum? Não gostam de limites – e, com freqüência, quem não aceita limites rejeita até a camisinha.

Fazer sexo, qualquer tipo de sexo, é uma escolha. Já escrevi umas 300 vezes: camisinha não é uma categoria moral. Mas, é claro, ninguém dirá que, nesse caso, João Paulo 2º e Bento 16 sempre estiveram certos, e os “cientistas” que cederam ao lobby, errados. Então eu digo. *

*Justiça se faça: muitos médicos sempre trataram como bobagem o risco da epidemia entre heterossexuais. Conheço alguns. Por que nunca se manifestaram? Porque nem todo mundo tem paciência para comprar briga. Isso é pro Diogo, pra mim, pro Olavo. Vocês sabem como muita gente no Brasil, a começar dos jornalistas, querem apenas ser boas pessoas, ainda que isso custe alguns desastres.

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