Ideologia de Gênero, a imbecilidade da vez

Sexta-Feira, 3 Julho, 2009 at 21:17 | In Feminilidade / Anti-Feminismo, Filhos / Educação dos Filhos, Matrimônio e Família | 3 Comments
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sexo-generoLeiam o que vai abaixo, extraído do blog Mulher 7 por 7, da revista Época. Comento depois:

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Pais não revelam sexo de sua criança de dois anos e meio (por Kátia Mello)

Alguns pais decidem não querer saber o sexo da criança durante a gestação. Esperam pela hora do parto para descobrirem se é um menino ou uma menina. Um casal de 24 anos na Suécia levou esta prática além dessa realidade. Eles se recusam a dizer o sexo de sua criança, que já tem dois anos e meio de idade. “Queremos que Pop cresça com maior liberdade e que não seja forçado a um gênero que o/a moldará”, disse a mãe. Pop (um nome fictício para proteção da criança) usa vestidos e também calças masculinas e seu cabelo muda do estilo feminino para o masculino a cada manhã. Apesar de Pop saber as diferenças entre um menino e uma menina, os pais se recusam a adotar pronomes para chamar a criança. A controversa atitude do casal gerou um intenso debate no país.

O jornal sueco que entrevistou os pais, The Local, conversou com a pediatra sueca Anna Nodenström do Instituto Karolinska sobre os efeitos a longo prazo no comportamento da criança. “Afetará a criança, mas é difícil de dizer se fará mal a ela”, diz a pediatra. “Não sei o que os pais querem com isso, mas certamente ela será diferente”, completou. Anna ainda afirmou que quando Pop entrar na escola, se seu gênero ainda for desconhecido, ela chamará muito a atenção dos coleguinhas.

A psicóloga canadense Susan Pinker autora do livro The Sexual Paradox, também entrevistada pelo jornal sueco, disse que será difícil manter incógnito o sexo da criança por muito mais tempo. “As crianças são curiosas sobre suas identidades e tendem a gravitar em torno das de mesmo sexo no começo da infância”.

Pop logo ganhará um irmãozinho ou irmãzinha, porque a mãe está grávida. Ela afirmou que irão revelar o gênero ”quando Pop quiser”.

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Eis o tipo de aberração à qual a tal “ideologia de gênero” dá origem.

A ideologia de gênero, loucura da vez entre os modernos, “descolados”, não é tão nova assim. Pra quem nunca ouviu falar, é fruto do pensamento marxista (saiba mais neste artigo do Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz). Fundamentalmente, ela diz que não existe um homem natural, nem uma mulher natural. O ser humano nasceria neutro, e a sociedade é que se encarregaria de determinar, ou “impor”, como preferem dizer seus defensores, os papéis de homem ou mulher ao indivíduo. Conforme fosse crescendo e se amadurecendo, o ser humano poderia “adotar” um gênero qualquer, independente de seu sexo biológico. A teoria da ideologia de gênero diz também que a atração heterossexual é muitas vezes “aprendida”, e não inata ao ser humano. Além disso, também diz que o instinto maternal não existe. É algo a que as mulhere são submetidas, uma imposição sócio-cultural.

É claro que um pensamento como este deve ser rechaçado com muito vigor, principalmente pelos cristãos, pois é uma profunda ameaça à família e até mesmo à própria humanidade, pois contraria o direito natural em seus fundamentos mais básicos!

Não é preciso ser nenhum profundo conhecedor da psicologia, ou antropologia, ou seja lá o que for, pra imaginar o dano que os pais da notícia acima estão causando à personalidade e ao caráter sexual de seu(ua) filho(a), na ânsia de protegê-lo(a). Ao invés de educar e conduzir seu(ua) filho(a) a uma descoberta saudável de sua verdadeira identidade sexual (aquela que Deus lhe concedeu, biológica e intelectualmente), os pais dessa criança a educam de forma que ela cresça acreditando que o papel sexual é optativo, que a sexualidade não tem nenhuma função vinculada à vida, que as relações de amor entre as pessoas não passa de uma busca egoísta por prazer, e que nada pode ser duradouro e verdadeiro.

A cada dia que passa o testemunho dos casais cristãos é mais e mais necessário. Devemos dar a nossa vida, se preciso for, para defender a ordem que Deus estabeleceu na criação do mundo. Que o homem assuma seu papel de homem e encontre, assim, sua liberdade. Que a mulher assuma seu papel de mulher e encontre, assim, sua liberdade, porque a verdade é que liberta (Jo 8,32). Já dizia Dom Bosco, se não me engano: “Ser livre não é fazer aquilo que se deseja. Ser livre é desejar aquilo que se deve fazer.”

Pax et Bonum!

Saiba mais:

Adolescência e sexo (II)

Quinta-feira, 2 Abril, 2009 at 15:21 | In Filhos / Educação dos Filhos, Moral e Sexualidade | Leave a Comment
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Segunda parte do artigo do promotor Paulo Pereira da Costa, ‘Adolescência e sexo’ (para ler a primeira parte, clique aqui). Faço alguns comentários depois:

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ADOLESCÊNCIA E SEXO (II)

Por Paulo Pereira da Costa*

Homem e mulher, se é pra se unir, que seja com laços fortes. A boa estrutura do relacionamento se obtém com o aprendizado e o amadurecimento que cada etapa proporciona. Assim, com efeito, ternura, carinho, a união se consolida e dificilmente vai ruir. Não se trata de exigir que sempre concordem em tudo. Nas etapas mais avançadas da vida a dois, quando vêm os filhos, surgem dificuldades, prováveis rusgas, mas numa relação sólida elas são superadas. E, com efeito, essa efetiva superação dos conflitos fortalece cada vez mais a união. Penso que quando se pede a garota em casamento é porque se sente algo tão forte que as palavras saem sem nenhum esforço para dizer: ‘quero você junto comigo para o resto da vida; quero amá-la agora e sempre, mesmo nos tempos mais sombrios, mesmo quando as árvores se desfolharem, as flores secarem; quero continuar amando-a mesmo quando o nosso viço tiver cedido aos efeitos do tempo, e depois que os nossos filhos se casarem e ficarmos só nós dois, entrados em anos, quando nossas forças forem suficientes apenas para um abraço, e continuarem a amá-la mesmo depois que você também se for, porque a sua lembrança me dará forças para não perder o sentido da vida’.

Puritanismo? Caretice? Pensem o que quiserem. O fato é que o modo moderninho de os adolescentes se relacionarem não tem dado bons resultados; gera filhos, mas não forma famílias; cria adultos inseguros, com propensão ao efêmero, ao fugaz, sem capacidade de assumir e manter compromissos. Quanto tempo, por exemplo, durou o casamento do Ronaldo Fenômeno com a Daniela Cicarelli? É comum mulheres dizerem que os homens interessantes estão virando raridade. Será que elas, tão permissivas, tão liberais, vulgares até, não têm grande parte de responsabilidade nisso? Será que não estão perdendo a graça? Dia desses, na TV, vi um programa no canal GNT em que uma sexóloga sessentona dá conselhos. Uma mulher apresentou a seguinte questão: o marido queria que ela o deixasse agredi-la com um chicote para machucá-la e fazê-la chorar, pois isso o excitava sexualmente. Ou seja, ele precisava humilhá-la e sentir-se superior para ter prazer. Ela disse que não estava a fim disso, mas tinha receio de não fazer o ‘jogo’ porque não queria magoá-lo. A conselheira refletiu um pouco. Pensei que ela fosse aconselhar com firmeza a mulher a mandar o marido se catar, procurar um médico, algo assim. Ela, porém, sugeriu que a mulher experimentasse uma vez e, se não gostasse, dissesse com jeitinho ao marido. Antiquado declarado, fiquei pasmo!

A mulher que aceita sofrer agressões físicas e morais, que se submete a humilhação para satisfazer desejos doentios do homem não tem amor-próprio, não se dá valor. Essa coisa de sadomasoquismo é doença e como tal deve ser tratada. Não existe uma relação no sentido mais nobre do termo se a dignidade é violada, se há violência física e moral. Amor é outra coisa, tem a ver com apreço, carinho, respeito consigo mesmo e com o outro. A visão tosca, doente mesmo, desvirtua o amor, limita-o. Esse sentimento descartável que vige não é amor. Chega de banalização, de vulgarização, de falta de essência. Os adolescentes precisam ser alertados disso pelos pais, professores e educadores em geral.


* Paulo Pereira da Costa é promotor de justiça em Piracicaba desde 1993, nascido em Ituverava, e formado em Direito pela Faculdade de Direito de Franca, Franca-SP.

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Gostaria de emendar alguns comentários sobre este artigo do Paulo Pereira da Costa, e dos conceitos por ele abordados.

Antes de qualquer coisa, por quê que achei que este artigo merecia destaque aqui, no P.A.? Simples: porque achei que o autor conseguiu ter uma visão clara e ampla dos sintomas causados na sociedade após esta ter sofrido, ao longo das últimas décadas, um bombardeio de erotização.

Além de tudo, as instituição “família” também passou e vêm passando por vários ataques à sua integridade, ao seu valor, à sacralidade do Matrimônio, que é sua base, sua fundação. Além da exposição da família à erotização já mencionada — que hoje em dia é perfeitamente observada nas novelas e nos Big Brothers –, ainda há a elevação do divórcio ao status de lei, a contracepção, a militância em favor da descriminalização do aborto, a militância em favor dos “direitos GLBT”, etc.

Além disso, há ainda a omissão dos pais na educação dos filhos, principalmente na educação afetiva e sexual. É fato que os pais católicos devem educar seus filhos para o amor, para o matrimônio, que os inimigos da Igreja e da família tentam transformar em um descartável e efêmero relacionamento, no lugar de um indissolúvel Sacramento. Hoje em dia são raros os adolescentes que recebem esse tipo de orientação em casa. Grande parte recebe esse tipo de informação das fontes erradas, e de maneira errada. Quase sempre, também a informação é errada. Os ensinantes de “educação sexual” nas escolas, por exemplo, muitas vezes inculcam nos seus alunos falsas idéias como a de que o sexo é um direito; de que o próprio prazer é um direito; de que ninguém deve dar pitaco nessa questão, que é muito pessoal e íntima; que a contracepção é uma coisa legal; que a camisinha é 100% “segura”; que sexo tem que ser “seguro”, senão é imoral… ou seja, uma sexualidade totalmente invertida, transviada. O sentido humano da afetividade sexual os adolescentes jamais aprenderão na escola, onde cogita-se até mesmo a instalação de máquinas de camisinha.

Gostaria de dar destaque a este trecho da primeira parte do artigo:

«O erotismo deve brotar naturalmente, quando o casal já possui uma boa base emocional e questões outras já estão resolvidas.»

As “questões outras” que já devem estar resolvidas na etapa em que brota o erotismo são, obviamente, as questões relativas ao casamento. A sexualidade humana, como bem esclarece a Doutrina da Igreja, mãe e mestra em matéria moral, contém em si própria, por vontade do Criador, a potencialidade da vida. Do amor entre os esposos pode surgir uma nova vida. E é um direito dos filhos nascerem: a) do amor de seus pais; e b) num ambiente familiar estável e duradouro, que permita à prole ser educada principalmente pelo exemplo de seus pais, pois é justamente na observância do testemunho dos pais que começa aquela educação afetiva e sexual doméstica já mencionada.

Penso que o próprio autor deixa isso bem claro quando continua, logo no início da segunda parte:

«Homem e mulher, se é pra se unir, que seja com laços fortes.»

Por fim, destaco o recado final do autor: os adolescentes precisam ser alertados pelos pais, professores e educadores em geral.

Meu recado particular vai para os pais: vocês têm o dever de serem os primeiros e principais educadores dos seus filhos. Eduquem-nos para o Amor, e eduquem-nos principalmente com o vosso próprio testemunho!

Paz e Bem!

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Leituras recomendadas:

Adolescência e sexo

Quarta-feira, 1 Abril, 2009 at 10:54 | In Filhos / Educação dos Filhos, Moral e Sexualidade | 1 Comment
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O artigo abaixo foi escrito por Paulo Pereira da Costa, promotor de Justiça e autor do livro ‘Pensando na Vida’, e publicado recentemente em duas partes (dois sábados consecutivos) no Editorial do jornal Comércio da Franca, o principal jornal da minha cidade.

Com a autorização do autor, reproduzo aqui seu artigo:

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ADOLESCÊNCIA E SEXO

Por Paulo Pereira da Costa*

O garoto de 16 anos fala para as colegas que aquela menina de 15 é bonita. Ela fica envaidecida ao saber. Rola um clima e logo os dois estão “ficando”, melhor dizendo, agarrando-se pelos cantos, frenética e lascivamente. Depois disso ele pensa se deve pedi-la em namoro. Não, eu não troquei a ordem. É assim mesmo que a coisa funciona. Ou seja, não funciona. O que começa errado dura pouco. Logo ele não quer mais nada com ela. E ela ainda sai no lucro se não pintar uma gravidez. Não estou delirando. Vejam o número de adolescentes grávidas e, pior, abandonadas. As mulheres estão iniciando a vida sexual cedo demais, sem terem a real noção do que é intimidade, do que é amor. E os homens também. Há coisas na vida que precisam esperar porque requerem certo preparo; outras as devem preceder numa sequência lógica e natural, sem forçar a barra. A adolescente precisa conhecer a si mesma, física e mentalmente, saber da sua natureza, de como funciona o seu corpo. Cada um no casal tem de saber da sua real condição. A mulher não é um mero objeto de satisfação da libido do homem. Nem ele dela. Uma relação verdadeira, sadia, não se sustenta apenas no prazer sexual. Ambos precisam ter consciência disso e quanto mais cedo melhor, pois é daí que vem o imprescindível respeito mútuo, que vai conservar o amor.

A pessoa precisa aprender cedo a valorizar-se, ter noção do tempo para cada coisa, preservar a intimidade para compartilhar com o par certo e na hora certa, enxergar o amor na sua grandiosidade, na sua sublimidade; conter a precipitação, aproveitar cada momento, fazer a vida passar em slow motion. Em Dom Casmurro, de Machado de Assis, Bentinho, com 15 anos, um dia consegue convencer Capitu a deixá-lo pentear os longos cabelos dela. Diz ele: “Continuei a alisar os cabelos com muito cuidado, e dividi-os em duas porções iguais, para compor as duas tranças. Não as fiz logo, nem assim depressa, como podem supor os cabeleireiros de ofício, mas devagar, devagarinho, saboreando pelo tacto aqueles fios grossos, que eram parte dela. (…) e a sensação era um deleite (…). Desejei penteá-los por todos os séculos dos séculos, tecer duas tranças que pudessem envolver o infinito por um número inominável de vezes”. É por aí. É fantástica aquela fase inicial, de olhares furtivos, de ficarem ambos vermelhos quando os olhos se cruzam e denunciam a recíproca observação, de um “oi” tímido.

O namoro deve vir depois de se conhecerem melhor, sentirem que existe mesmo uma química, admiração recíproca, afinidade suficiente para um passo à frente, quando do fundo do coração ele pode dizer a ela: “sinto a vida mais leve quando a vejo, com sua presença parece que tudo se encaixa, gosto de vê-la sorrir, do seu jeito de falar, ajeitar o cabelo, de como você se senta, gosto de você; quero passar mais tempo contigo e compartilhar os meus segredos, desejos, sonhos”. É salutar que no início haja um quê de platônico, em que o simples andar de mãos dadas já seja algo mágico, suficiente para dar a sensação de ter o mundo sob os pés. Depois vem mais intimidade, mas também é uma fase para aferir se o sentimento que une o casal é forte o suficiente. O erotismo deve brotar naturalmente, quando o casal já possui uma boa base emocional e questões outras já estão resolvidas. (segue)


* Paulo Pereira da Costa é promotor de justiça em Piracicaba desde 1993, nascido em Ituverava, e formado em Direito pela Faculdade de Direito de Franca, Franca-SP.

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Não deixem de ler a segunda parte do artigo de Paulo Pereira da Costa.

Paz e Bem!

Educação sexual é responsabilidade da família

Sexta-Feira, 16 Janeiro, 2009 at 13:48 | In Filhos / Educação dos Filhos, Matrimônio e Família, Moral e Sexualidade | 2 Comments
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casal-por-do-sol

Reprodução na íntegra de notícia da Zenit:

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ZP09011508 – 15-01-2009
Permalink: http://www.zenit.org/article-20544?l=portuguese

É A FAMÍLIA QUE DEVE EDUCAR SEXUALIDADE DOS FILHOS, SEGUNDO ESPECIALISTA

«A castidade é a energia espiritual que defende o amor do egoísmo»

 

Por Inma Álvarez 

CIDADE DO MÉXICO, quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).- Educar a sexualidade é educar na castidade, e isso é tarefa fundamentalmente da família, onde se dá um «clima favorável» frente a «uma cultura fortemente condicionada pelos efeitos da onda de longo alcance da revolução sexual».

Assim afirmou a doutora italiana Maria Luisa Di Pietro, professora associada de Bioética na Universidade Católica do Sagrado Coração de Roma e presidente da associação Scienza & Vita (Ciência e Vida), durante sua intervenção desta quinta-feira no Congresso Mundial das Famílias que está acontecendo no México. 

Antes de tudo, é necessário, argumentou, «esclarecer o conceito de castidade», que é a «energia espiritual, que sabe defender o amor dos perigos do egoísmo e da agressividade, e sabe promovê-lo à sua plena realização». 

«A redução da sexualidade a uma mera dimensão do instinto favoreceu também, em suas manifestações mais extremas e ínfimas, a difusão da pornografia e da violência sexual», acrescentou. 

É urgente, portanto – explicou –, que as famílias assumam o papel primordial que têm na formação afetiva e moral de seus filhos. 

«A pressa por pular etapas está tornando cada vez mais difícil o amadurecimento afetivo dos jovens e está pondo em risco inclusive sua saúde», afirmou. 

Segundo a doutora Di Pietro, a educação da sexualidade «deve ter como principal objetivo indicar e motivar a que se alcancem grandes metas», entre elas «a afirmação do eu, da autoestima, do senso de dignidade própria, da capacidade de autoposse e autodomínio, da abertura de projeto, da coerência e equilíbrio interior; a aquisição de uma grande atenção para os valores da procriação, da vida e da família». 

«É necessária uma verdadeira formação dirigida à educação da vontade, dos sentimentos e das emoções – acrescentou. Conhecer-se equivale a ter um motivo a mais para aceitar com serenidade a própria realidade de homem ou de mulher e para exigir maior respeito e consideração por si mesmo e pelos demais.»

Os pais têm «a obrigação moral de educar a pessoa em sua masculinidade e feminilidade, em sua dimensão afetiva e de relação: educar a sexualidade como dom de si mesmos no amor, esse amor verdadeiro que sabe custodiar a vida». 

Os pilares de toda educação baseada no amor à pessoa, segundo a doutora, são: por um lado, «que idéia se tem do homem», e por outro, «que projeto de homem se pretende realizar». 

«Quando se renuncia à verdade sobre o homem (ao amor pela verdade), corre-se o risco de comprometer justamente a obra educativa. Se a liberdade não se introduz e arraiga em uma verdade integral da pessoa, pode conduzir o próprio homem a condutas e escolhas que reduzem o humano, ou pode converter-se em instrumento de prevaricação e de puro arbítrio ou levar a atitudes de resignação e perigoso ceticismo». 

Neste sentido, acrescentou que é necessário educar a afetividade ao mesmo tempo que o sentimento moral, ou, o que é o mesmo, a «educação para a liberdade». 

«A pessoa só se forma quando é capaz de responder à pergunta sobre qual pessoa deveria eu ser. O compromisso deve ser, então, o de ajudar o sujeito a crescer como pessoa virtuosa, ou seja, a adquirir uma aptidão permanente para fazer o bem e para fazê-lo bem.»

Os pais, especialmente durante a adolescência, devem «ajudar seus filhos a discernirem sua vocação pessoal, a descobrir o projeto que Deus tem para eles», acrescentou. 

Devem também ser conscientes de que o dever de educar moralmente os filhos é «inalienável» e que não pode ser «nem totalmente delegado a outros nem usurpado por outros». 

«De fato, não oferecer aos filhos um ambiente familiar que possa permitir uma adequada formação ao amor e à castidade significa faltar a um dever preciso», acrescentou. 

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Paz e Bem!

Protejam suas crianças!!!

Quarta-feira, 26 Novembro, 2008 at 13:59 | In Moral e Sexualidade | 9 Comments
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Inocência RoubadaO que o Reinaldo Azevedo publicou hoje em seu blog é suficiente pra deixar qualquer pai e mãe com um mínimo de senso moral de cabelo em pé!

O Reinaldo recebeu a denúncia de um pai contra o kit fornecido para as escolas públicas pelo Ministério da Saúde, para auxiliar no Programa de Saúde e Prevenção. O kit, do qual o Reinaldo publica também algumas fotos (algumas porque alguns itens do kit são na verdade material pornográfico e portanto impublicáveis, como um pênis de borracha por exemplo), é utilizado para aulas práticas de “como vestir a camisinha” para meninos e meninas a partir de 12 anos (!!!). Entre as fotos se vê um diafragma, uma camisinha feminina, e uma caixa de pílulas do dia seguinte, ‘medicamento’ abortivo.

Segundo o Reinaldo, o pai que fez a denúncia procurou a diretora Mara Cristina Pacci Lainetti, da escola onde estuda sua filha de 13 anos, para protestar. A diretora da escola que leva indignamente o nome de um Papa da Igreja, Escola Estadual Pio X, de São José do Rio Preto, teria recomendado ao pai que retirasse sua filha da escola.

Segue trecho da carta aberta que este pai, João Flávio Martinez, escreveu à escola:

«Não quero nem discutir se a escola deve ou não orientar sexualmente as crianças, porque isso nem cabe discussão – A escola deve e precisa orientar sexualmente as crianças e adolescentes.
A problemática gira em torno da metodologia adotada pelo Estado. Diante disso, perguntamos ao Estado:
- Será que não estamos passando do limite ao levar em uma sala de aula um pênis de borracha para que crianças de 11 a 14 anos vistam com camisinha esse objeto?
- Será que não estamos extrapolando o bom senso ao obrigar uma criança a ir a um posto de saúde e pedir uma camisinha e depois obrigá-la a colocar no tal pênis de borracha na frente de todos?
(…)
- Pra que falar de pílula do dia seguinte a ouvintes tão pequenos, se o remédio é somente vendido sob prescrição médica e para maiores de idade?
(…)
Diante desse quadro vamos analisar o que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente:
1) Quando o Estado e a Escola preparam uma metodologia ou algum projeto educacional para adolescentes, pais e responsáveis têm o direito de ser plenamente informados do que está acontecendo. (…) entendo que os pais deveriam ser informados e deveriam ter visto o KIT PEDAGÓGICO para aulas de sexo (Cf. no ECA Art. 53, parágrafo único).
2) Essa orientação sexual deve respeitar a cultura, o ambiente, e o sistema educacional que essa criança já tem em casa (Cf. ECA Art. 58), ou seja, os valores familiares não devem ser atropelados pelas metodologias do Estado.
(…)
4) Uma criança nunca poderá ser exposta a uma cena constrangedora ou a um espetáculo que explicite objetos ou fotos pornográficos (Cf. ECA Arts. 74, 75, 77, 78, 79, 240).
(…)»

Por incrível que pareça, ainda existe quem taxa os que defendem o homeschooling de caretas, quadrados, reacionários, radicais, alienados, entre outras palavras mais “bonitinhas”. Querem o quê? A alternativa é deixarmos nossos filhos expostos a esse tipo de depravação. Já não se pode mais ter o direito de decidir o tipo de educação que nossos filhos irão receber. Apenas se esquecem que esse é um direito humano, e está na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que está fazendo 60 anos:

Art. 26 - Os pais têm o prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.

A leitura do blog do Reinaldo, apesar de um pouco longa, é indispensável para todos os pais que querem o bem de seus filhos. Não deixem o Estado roubar a inocência de seus filhos:

http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/11/protejam-suas-crianas-do-molestamento.html

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A propósito, conforme está sendo divulgado pelo P.A. e outros blogs já há algum tempo, o C-FAM, Catholic Family & Human Rights Institute, está fazendo um abaixo-assinado mundial pra ser enviado à ONU em dezembro, para que, aproveitando a ocasião do aniversário de 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, exija-se que os Estados membros façam uma interpretação adequada da mesma (já que alguns Estados, pressionados por organizações abortistas, feministas e outros “istas” desintegradores da família internacionais têm feito interpretações bem diferentes da proposta original da Declaração). O abaixo-assinado pede a devida consideração para:

a) O direito à vida de cada ser humano, da concepção até a morte natural, tendo cada criança o direito de ser concebida, nascida e educada no seio de uma família, baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher, sendo a família o grupo de unidade natural e fundamental da sociedade, e

b) O direito de cada criança de ser educada por seus pais, que têm a prioridade e o direito fundamental de escolher o tipo de educação que deve ser dada a seus filhos.

Se você ainda não assinou este abaixo-assinado, vá até o endereço abaixo e faça-o ainda hoje, não leva mais do que 5 minutos!

http://www.c-fam.org/publications/id.101/default.asp

Paz e Bem!

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Post-Scriptum [26/nov - 15h34] - O Jorge Ferraz também comentou (com muita lucidez e propriedade, diga-se de passagem) sobre o assunto do kit do Ministério da Saúde para as escolas públicas em seu blog. Clique para ler.

Na virada da Vida contra a AIDS, a Índia é a bola da vez

Sexta-Feira, 1 Agosto, 2008 at 11:01 | In Moral e Sexualidade, Política | 4 Comments
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Dias atrás, vários blogs católicos (por exemplo: este, este, este e este) e também não-católicos (por exemplo: este) deram destaque ao programa anti-AIDS da Uganda, que conseguiu resultados extaordinários ensinando à população que o remédio contra a expansão da AIDS não é o sexo [pseudo-]seguro com a camisinha, mas a castidade, ou seja: fidelidade conjugal e abstinência.

Nada de novo pra quem conhece a moral sexual da Igreja Católica. É isso aí que a “Mãe” ensina.

Agora, é a Índia que, a exemplo da Uganda, está rejeitando a política anti-AIDS da ONU (sexo “seguro”, camisinha, etc.) e adotando a política baseada na doutrina da Igreja. O anúncio foi feito anteontem pelo NCERT – National Council of Education Research and Training (Conselho Nacional de Treinamento e Pesquisas da Educação), após um encontro entre responsáveis por este órgão e o NACO – National AIDS Control Organization (Organização Nacional para o Controle da AIDS). Vejamos o que disse Sujatha Rao, diretor-geral da NACO:

“Não haverá menção a camisinha ou sexo seguro nos materiais para o programa de educação revisados. Ao contrário disso, nós focaremos nas aspirações dos jovens e falaremos também sobre ser fiel a um parceiro e sobre abstinência. Não pode haver hipocrisia sobre este assunto.”

E ele completa:

“Os jovens precisam receber as informações certas. Nossas crianças estão crescendo em um ambiente muito inseguro.”

Amém! E que a moda pegue! =]

Fonte: LifeSiteNews.com

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