Divórcio a um clique…
Quarta-feira, 2 Setembro, 2009 at 15:54 | In Matrimônio e Família | 2 CommentsTags: casamento, divórcio, Família, matrimônio
Não bastasse a lambança que já se vê por esses dias no Senado Federal, nossos legisladores resolveram aparecer com mais uma avacalhação. Dessa vez a vítima é a família brasileira.
Eu não sou lá muito entendido de Direito, mas sempre soube que a família, base da sociedade, sempre teve especial proteção do Estado. Isso está no Art. 226 da Constituição Federal. Por isso, quando um casal decide se divorciar, o juiz tem que se convencer de que ambos, marido e mulher, desejam realmente a separação livremente e sem hesitações. Um juiz mais sensato e sentível ainda tentará dissuadir o casal, pelo bem de si próprio e dos possíveis filhos. Isso sempre foi praxe, até onde sei.
Mas agora, segundo notícia do Plantão Info, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal aprovou em caráter terminativo um projeto que autoriza o uso da internet para “acelerar a separação entre os casais”. É o divórcio a um clique…
São nossos nobres Senadores, fazendo o possível para facilitar ao máximo possível a desintegração das nossas famílias.
Mãe Aparecida, rogai pelas famílias brasileiras, pra que encontrem na Santa Igreja o único porto seguro desta vida de exílio.
Paz e Bem!
Até que a morte os separe…
Quarta-feira, 2 Setembro, 2009 at 10:20 | In Matrimônio e Família | 1 CommentTags: casamento, casamento duradouro, matrimônio
Leiam a notícia abaixo e me digam se não é exatamente por isso — passar a vida ao lado de alguém que se ama de verdade, exclusivamente, até a morte — que os nossos corações anseiam, sem que tenhamos plena consciência
Britânico morre aos 101 anos depois de 81 anos de casados
Notícia trazida pela leitora Karina.
Paz e Bem!
10 Coisas a Considerar ao Planejar a Celebração do Matrimônio na Igreja Católica
Terça-feira, 1 Setembro, 2009 at 14:53 | In Matrimônio e Família | Leave a CommentTags: casamento, celebração, Igreja Católica, matrimônio, matrimônio cristão, núpcias, noivos

10 COISAS A CONSIDERAR AO PLANEJAR A CELEBRAÇÃO DO MATRIMÔNIO NA IGREJA CATÓLICA
1. O Matrimônio é um Sacramento! A celebração do Matrimônio não é somente uma cerimônia religiosa. Um matrimônio entre dois cristãos é um sacramento, ou seja, um encontro com Jesus Cristo. De uma maneira particular, a noiva e o noivo, ao oferecer suas vidas um ao outro (oferta esta simbolizada por seus votos), prometem amor oblativo um pelo outro. Este amor oblativo, ou seja, amor que se doa, incorpora e torna presente o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu-se a si mesmo por amor ao seu povo. Todos aqueles que estão presentes num casamento podem olhar para a noiva e o noivo e verem Nosso Senhor Jesus Cristo. Mais importante, a noiva e o noivo, ao olharem um para o outro, vêem o amor do Senhor Jesus.
2. A Noiva e o Noivo são os Ministros do Sacramento. De algum modo, o matrimônio diz menos respeito à cerimônia ou à celebração sacramental do que à vivência diária da vida conjugal. O padre (ou diácono) não é o ministro do sacramento. Ele atua como uma simples testemunha oficial da Igreja e do Estado (é claro que se o casamento toma lugar numa Missa, o padre é o celebrante da Missa). A noiva e o noivo desposam um ao outro, e como tal, são eles os ministros do sacramento. A celebração do matrimônio, portanto, deveria ser um reflexo da fé e do amor do casal.
3. O Matrimônio é uma matéria de fé. Como um sacramento é uma ação da Igreja, o matrimônio não só pressupõe a fé, como também a renova e a fortalece. O processo de preparação para o matrimônio convida casais para refletir sobre a presença de Deus em suas vidas. No Sacramento do Matrimônio, Deus “enriquece e fortalece” o marido e a esposa doando-lhes seu dom especial da graça para capacitá-los a viver o dia-a-dia do matrimônio “em fidelidade duradoura e mútua”.
4. As Escrituras: A Palavra de Deus pra você, e a tua palavra para o mundo. Os casais são convidados a escolher as leituras bíblicas que serão proclamadas na Liturgia do seu matrimônio. Normalmente três leituras (uma do Antigo Testamento, uma das cartas do Novo Testamento, e uma dos Evangelhos) são proclamadas. A Igreja fornece muitas opções para cada uma, e muitas paróquias fornecem recursos com informações sobre cada possível escolha. A Escritura é a própria Palavra de Deus falando à Igreja. Os casais devem refletir sobre o que eles acreditam que Deus esteja falando a eles quando eles entram no Matrimônio, e eles devem também considerar o que eles querem comunicar a respeito de sua própria fé, àqueles que se reunirão para celebrar com eles o seu matrimônio.
5. Os Votos: o que você diz, o que você promete, o que você vive. O coração do Rito do Matrimônio é a troca de consentimento entre a noiva e o noivo. Neste momento, eles, enquanto ministros do sacramento, expressam seu compromisso vitalício de amar e honrar um ao outro, enquanto o padre (ou diácono) atua como uma testemunha. É sempre sugerido que os casais memorizem seus votos não somente para experimentar a troca de consentimento de forma mais poderosa, mas também para os falar com o coração, ao invés de repeti-los frase por frase depois do padre. Desta forma eles vão também gastar algum tempo ponderando sobre o que os votos significam, e espera-se que se lembrem das palavras nos anos que virão, e que as palavras tomem mais e mais sentido em seu amor e cuidado do dia-a-dia, um para com o outro.
6. A Música: Para suscitar a alma e erguer a mente. A música para a celebração do Matrimônio não somente adiciona beleza e dignidade à cerimônia, mas possui uma função litúrgica mais importante. Além de acompanhar a procissão dos padrinhos e a marcha nupcial, a música é uma parte integral da própria Liturgia: o canto das aclamações e respostas pela assembléia, hinos e canções na entrada (acolhimento) e procissão da comunhão são prescritos no Rito do Matrimônio. A música deve refletir e comunicar, acima de tudo, o mistério do amor de Deus em Jesus Cristo, especialmente no que se refere ao casal que está se unindo em matrimônio.
7. A Procissão: Eis a noiva… e o noivo! O que os filmes retratam não é necessariamente a visão da Igreja. A noiva e o noivo entram no matrimônio livremente e igualmente, e a procissão de entrada simboliza isso, na medida em que o casal se aproxima do altar para ficar diante do Senhor. O Rito do Matrimônio sugere que os ministros litúrgicos (padre, diácono, leitores e acólitos) puxem a procissão, seguidos da noiva e do noivo, cada um escoltado por “ao menos seus pais e as testemunhas”. Também pode o noivo entrar primeiro, levado por seus padrinhos e escoltado por seus pais, seguido da noiva, levada por seus padrinhos e escoltada por seus pais.
8. Os padrinhos: Mais do que figurantes. Uma das mais importantes tarefas desempenhadas pelos casais ao planejar seu casamento é a seleção dos padrinhos. Os casais convidam irmãos, primos e amigos próximos, que mostram seu apoio através de sua presença próxima. Eles também realizam a função litúrgica de testemunhas oficiais do rito matrimonial. Há outros ministros litúrgicos que também devem ser considerados: leitores para proclamar as leituras das Escrituras e anunciar as intenções das intercessões gerais, familiares ou amigos para apresentar os dons do pão e vinho no ofertório, ou talvez os próprios acólitos para servir o altar, e ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, quando for o caso. Todo este preparativo toma lugar quando os casais trabalham junto com o padre (ou diácono), que fornece suporte ao longo do processo.
9. Família + Amigos = Assembléia Litúrgica. Os casais convidam seus amigos próximos e membros de suas famílias para tomar parte no dia do seu casamento. Esta reunião também representa a comunidade da Igreja, uma vez que eles circundam o casal com seu encorajamento e com suas orações. Acima de tudo, esta é uma ocasião para adorar ao Senhor: ao celebrar o sacramento, o casal, junto com sua família e amigos, formam uma assembléia litúrgica, que se coloca diante do Senhor com os corações abertos ao seu poder amoroso.
10. Acima de tudo, reze! A liturgia do casamento (quando celebrada dentro ou fora de uma Missa**) é um ato de adoração. Como tal, é um momento de oferecer preces e ação de graças a Deus por seus dons, e buscar suas contínuas bençãos e auxílio em suas vidas. Em particular, agradeça a Deus pelo dom de sua(eu) esposa(o), e reze ao Senhor pedindo que Ele os abençoe e os guie para que vocês se tornem testemunhas de Seu amor um para o outro, e ambos para o mundo.
Adaptado do artigo de Pe. Rick Hilgartner, Diretor Associado da Secretaria do Culto Divino da Congregação dos Bispos dos Estados Unidos, publicado originalmente em www.foryourmarriage.org.
* A Igreja Católica recomenda e incentiva que a celebração do Sacramento do Matrimônio tome lugar dentro da Celebração Eucarística, conforme pode-se constatar no § 1621 do Catecismo da Igreja Católica.
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Leia também:
Mais uma família começa…
Segunda-feira, 18 Maio, 2009 at 17:07 | In Matrimônio e Família | 3 CommentsTags: casamento, Família, matrimônio

Mas ao mesmo tempo não é “mais uma” família. É uma família iniciada por duas pessoas maduras na fé, tementes a Deus, e que amam a Igreja.
Enfim, começa uma família daquelas onde o Amor reina sobre o egoísmo; onde a Vida reina sobre a morte; onde Cristo reina sobre os corações, dele e dela.
Minha esposa e eu estivemos na cerimônia, assim como o Wagner Moura, e mesmo não sendo padrinhos, Cristiane e Luiz Fernando sabem que poderão contar sempre com nossas preces.
A cerimônia foi no Rito Maronita, muito bonito, cheio de simbolismos e com belíssimas orações e preces, pedindo a Deus que conceda aos noivos as virtudes necessárias para bem viver o Sacramento do Matrimônio.
Tornou-se, infelizmente, cada vez mais raro participar de cerimônias em que o Sacramento do Matrimônio é recebido por casais que realmente sabem o que isso significa. Quando isso acontece, ou seja, quando o casal de noivos sabe das responsabilidades, da missão, do sentido cristão deste Sacramento, percebe-se na atmosfera algo de diferente, algo que nos faz ter a certeza de que, enquanto houver na face da Terra uma família temente a Deus, haverá ainda alguma semente de esperança.
Naquela humilde e antiga Igreja de São Charbel, nasceu uma flor de esperança no seio da Igreja Católica: uma família linda, que hoje é apenas uma muda, mas que certamente se tornará uma belíssima e frondosa árvore que produzirá muitos frutos.
Cristiane e Luiz Fernando, que vocês sejam felizes cumprindo a vossa missão de casal cristão: testemunhar o Amor de Cristo onde quer que estejam; e dando ao mundo filhos educados no Amor de Cristo e na lei da Igreja.
Que Nossa Senhora Desatadora dos Nós, Auxilium Christianorum, lhes seja sempre a ajuda de todas as horas.
Paz e Bem!
Abaixo uma pequena homenagem do casal de amigos (e irmãos) francanos:
A mentalidade contraceptiva faz mal à família
Terça-feira, 7 Abril, 2009 at 23:30 | In Matrimônio e Família, Moral e Sexualidade | Leave a CommentTags: aborto, anticoncepcionais, anticoncepcional, casamento, contracepção, Família, moral, pílula, sexo, Sexualidade
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MercatorNet: Recentemente, você escreveu sobre a fertilização in vitro (FIV) e outras técnicas similares que separam o sexo da reprodução, sobre os problemas éticos e as profundas implicações para o homem que elas têm. Mas gostaria que voltássemos um pouco no tempo para tratar da primeira tecnologia a separar o sexo da reprodução – os contraceptivos, especialmente a pílula, um produto eficaz e produzido em massa. Esses dois desenvolvimentos tecnológicos do século XX estão relacionados? Podemos dizer que um levou ao outro?
Christopher Tollefsen: São como os dois lados da mesma moeda. A sexualidade e a procriação, quando unidas no casamento, são as duas facetas de um bem grande e realizador, e ambas aperfeiçoam a vida dos cônjuges. Ao mesmo tempo, trazem consigo responsabilidades significativas, como todos os bens: não nos é fácil para praticar a virtude da castidade, dentro e fora do matrimônio, nem estar abertos ao dom de uma nova vida como fruto natural do amor entre os esposos.
A pílula permite que nos livremos da carga que supõe a conexão da sexualidade tanto com o matrimônio como com os filhos. Teremos as crianças de acordo com as nossas regras agora – talvez num casamento, talvez não. E a conseqüência lógica disso é que a FIV nos permite controlar mais e melhor a procriação. Em alguns casos, a FIV constitui uma reposta compreensível, embora eu a julgue errada, à incapacidade de conceber de alguns casais. Acontece que cada vez mais tem sido usada para garantir que teremos os tipos de filhos que quisermos, filhos livres de alguma doença, por exemplo, ou dotados de certos atributos que outros não têm.
Infelizmente, tanto a contracepção como a reprodução assistida são hoje vistas não apenas como coisas aceitáveis, mas como obrigações morais. Em última análise, penso que o assunto tem a ver com a nossa recusa em aceitar qualquer coisa que escape totalmente ao nosso controle – não é atrativo encarar a vida humana e a sexualidade como dons, porque isso revelaria que não somos os autores integrais da nossa própria existência. E, tristemente, a nossa resposta ao sofrimento, mesmo o sofrimento da esterilidade, segue essa mesma linha. O sofrimento é inteiramente um mal e deve ser rejeitado precisamente por estar fora do nosso controle, por ser uma ameaça à nossa “divindade” (a nossa descrição do sofrimento como algo “gratuito” também traz o caráter de algo que não escolhemos). Mas o cristianismo sempre ofereceu uma resposta redentora para os nossos sofrimentos ao ligá-los com os sofrimentos de Alguém que, sendo Deus, assumiu a forma de escravo.
MercatorNet: Houve uma reação negativa generalizada, entre os católicos inclusive, quando o Papa Paulo VI publicou a sua encíclica sobre a vida humana – Humanae Vitae - em que explicava por que a contracepção (diferentemente da abstinência periódica) era inaceitável do ponto de vista teológico e mesmo do ponto de vista meramente humano. A reação foi surpreendente, pois havia então apenas uns dez anos que a pílula estava disponível. Evidentemente, já devia estar em curso há algum tempo uma mudança de atitudes. Quais foram os antecedentes filosóficos dessa típica “revolta de 1968″?
Tollefsen: Com certeza, a aceitação geral de uma mentalidade utilitarista ou conseqüencialista, tanto na filosofia como na cultura política, contribuiu muito para essa revolta. A visão de que conseqüências boas podem tornar corretas ou mesmo obrigatórias algumas ações serviu de desculpa para muitos teólogos que afirmavam não existirem absolutos morais e que a moral sexual e reprodutiva precisava levar em conta o bem integral dos casais, unidos ou não pelo matrimônio. Só que essa é uma visão das coisas pelo avesso. Como disse o Papa João Paulo II na Encíclica Veritatis Splendor, os mandamentos estão para proteger os bens e o desenvolvimento do homem, e isso vale também para o ensinamento da Igreja acerca da contracepção.
MercatorNet: Sexo antes do casamento, uniões livres em vez de matrimônio, infidelidade conjugal, aumento nas taxas de divórcio: esses e outros males foram todos atribuídos à contracepção. Não seria simplificar demais as coisas? Seria a chamada mentalidade contraceptiva assim tão fundamental na determinação das tendências da sociedade contemporânea?
Tollefsen: É difícil menosprezar o profundo impacto que a contracepção teve na sociedade, embora não se possa dizer que há sempre uma relação direta de causa e efeito; não queremos dizer, por exemplo, que os casamentos vão fracassar porque as pessoas tomam anticoncepcionais. Mas a contracepção possibilita um mundo em que a castidade pré-conjugal deixa de ser necessária, o que por sua vez cria um mundo em que a castidade conjugal também é mais difícil. Cria-se um mundo em que há uma tremenda pressão em ambos os esposos para que se dediquem ao trabalho e adiem os filhos, o que faz surgir mais tensões na família. Além disso, parece bem plausível que a idéia de que temos o direito de satisfazer irrestritamente os nossos desejos sexuais teve um papel considerável no crescimento da indústria pornográfica, que causou sérios danos à família. Assim, o resultado final de um mundo amplamente moldado pela contracepção é um mundo bem pouco amistoso para com o casamento e a família.
MercatorNet: O conceito de “planejamento familiar” já se tornou popular na sociedade. Você acha esse termo problemático? O termo “paternidade responsável”, que é o empregado pela Igreja Católica, é melhor? Por quê?
Tollefsen: Bem, um dos problemas é que “planejamento familiar” quase sempre é um eufemismo para aborto sob demanda. E sem dúvida a idéia de “planejamento” pode parecer demasiado técnica, como é patente em diversas formas de reprodução assistida. Mas acho que também seria um erro deixar de lado a idéia acima mencionada, que a sexualidade e a procriação implicam responsabilidades; os casais podem ter motivos de peso para espaçar os filhos ou evitar a concepção por um certo tempo. Assim, o termo “paternidade responsável” parece dar uma boa noção daquilo a que um casal está chamado a viver.
MercatorNet: Uma das afirmações mais controversas acerca da contracepção é que ela conduz à difusão do aborto. Muitas pessoas conscienciosas ficam zangadas e estarrecidas diante de tal afirmação, mas será que não se estão enganando a si próprias?
Tollefsen: Receio que sim. A contracepção possibilitou algo que muitos seres humanos sempre desejaram: sexo sem conseqüências. Antes do século XX, as conseqüências do sexo fora do casamento eram geralmente a gravidez, de vez em quando alguma doença e quase sempre uma reputação bastante rebaixada. Mas a tecnologia contraceptiva diminui a ocorrência da primeira e da terceira conseqüências… até certo ponto, claro. Não elimina completamente a possibilidade de gravidez; assim, o sexo sem conseqüências, mesmo com o uso generalizado de contraceptivos, permanece inatingível se não se tem acesso ao aborto. Por isso, parece-me natural que uma pessoa pró-vida que se opõe ao aborto passe a ser uma pessoa pró-vida que propõe a castidade dentro e fora do casamento.
MercatorNet: Algumas pessoas não vêem diferença entre a contracepção e as técnicas naturais para o controle da fertilidade – o chamado planejamento familiar natural -, uma vez que a finalidade desejada é a mesma: “nada de bebês desta vez”. Há diferença moral ou filosófica entre essas duas coisas?
Tollefsen: Contracepção significa: não querer bebês e garantir que a concepção não vai acontecer. Essa decisão de prevenir um eventual bebê parece-me contrária à vida humana. Por outro lado, os esposos claramente não têm a obrigação de ter relações em todas as ocasiões possíveis, e têm vários bons motivos para se absterem algumas vezes. Durante o período fértil, o efeito da abstinência é às vezes desejável, de maneira que a abstinência é permissível. Isso é bem diferente de optar por evitar absolutamente a concepção de um bebê.
MercatorNet: Afirmar que o uso da pílula é antiético é ir contracorrente. Você teria umas palavras bem redondas para fazer as pessoas pensarem no assunto?
Tollefsen: Acho que as pessoas deveriam perguntar-se se o mundo tornado possível pela pílula – um mundo em que as relações sexuais não implicam compromisso numa união permanente e exclusiva com a esperança de filhos, e em que o casamento é quase sempre visto como uma parceria para o aumento do patrimônio e do status, sendo as crianças um item opcional -, se esse mundo as fez mais felizes, ou fez mais felizes os seus amigos e parentes. Uma resposta honesta a essa pergunta provavelmente as deixaria surpresas.
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| Christopher Tollefsen
Professor adjunto de filosofia na University of South Carolina e co-autor, com Robert P. George, do livro “Embryo: A Defense of Human Life” (Doubleday, 2008). É também membro do Witherspoon Institute of Princeton, New Jersey. |
| Fonte: MercatorNet Link: http://www.mercatornet.com/ Tradução: Quadrante |
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Leia mais:
Castidade no casamento
Segunda-feira, 6 Abril, 2009 at 23:04 | In Moral e Sexualidade | 2 CommentsTags: casal, casamento, castidade, matrimônio, sexo, Sexualidade
Você acha que castidade e casamento combinam? Ou acha que a castidade se vive até o casamento?
Veja este vídeo de Jason Evert e reflita:
Tradução e legendas: Daniel Pinheiro
Paz e Bem!
Prova de Fogo (Fireproof, 2008)
Quinta-feira, 26 Fevereiro, 2009 at 15:20 | In Cultura e Artes, Matrimônio e Família | 1 CommentTags: casamento, crise, crise familiar, crise matrimonial, crise no casamento, crise no matrimônio, divórcio, Família, Fireproof, matrimônio, Prova de Fogo, separação
Em setembro passado, falei sobre um filme maravilhoso sobre restauração do matrimônio que estava prestes a ser lançado nos EUA, Fireproof, À Prova de Fogo.
O filme está prestes a ser lançado aqui no Brasil. Será em março, e o trailer já está disponível na internet.
A propósito, trata-se de um excelente filme, apesar dos elementos protestantes, que perto da beleza do filme, são perdoáveis.
Paz e Bem!
Por quê não pode receber o matrimônio quem não pode ter vida sexual?
Quinta-feira, 20 Novembro, 2008 at 20:14 | In Matrimônio e Família, Moral e Sexualidade | Leave a CommentTags: casamento, Igreja, impedimento, matrimônio, Sexualidade, vida sexual

Artigo muito interessante, publicado pelo Prof. Felipe Aquino em seu blog no dia 05/05/2008. Considero muito importante, pois poucos católicos conhecem certos ensinamentos da Igreja.
Boa leitura:
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POR QUÊ NÃO PODE RECEBER O MATRIMÔNIO QUEM NÃO PODE TER VIDA SEXUAL?
Por Prof. Felipe Aquino
Algumas pessoas nos fazem esta pergunta. O Código de Direito Canônico da Igreja impede a celebração do matrimônio no caso de um dos pretendentes não poderem ter vida sexual; de maneira permanente, definitiva e confirmada pelos médicos. Diz o Código:
Cân. 1084 – §1. A impotência para copular, antecedente e perpétua, absoluta ou relativa, por parte do homem ou da mulher, dirime o matrimônio por sua própria natureza.
§2. Se o impedimento de impotência for duvidoso, por dúvida quer de direito quer de fato, não se deve impedir o matrimônio nem, permanecendo a dúvida, declará-lo nulo.
§3. A esterilidade não proíbe nem dirime o matrimônio, salva a prescrição do cânon 1098.
Para algumas pessoas isto pode parecer falta de caridade da Igreja, mas não é; é apenas uma exigência da própria essência do matrimônio. Como diz o Cânon 1084, a falta da vida sexual “dirime (anula) o matrimônio por sua própria natureza”. O matrimônio tem como principal finalidade, sem excluir outras, a geração dos filhos; e isto só pode ser obtido pelo ato sexual do casal, no entendimento da Igreja. Segundo o Catecismo da Igreja, este é “ato fundante” da vida do filho. Sobre isso diz o Catecismo: §2376 – As técnicas que provocam uma dissociação do parentesco, pela intervenção de uma pessoa estranha ao casal (doação de esperma ou de óvulo, empréstimo de útero), são gravemente desonestas. Estas técnicas (inseminação e fecundação artificiais heterólogas) lesam o direito da criança de nascer de um pai e uma mãe conhecidos dela e ligados entre si pelo casamento. Elas traem “o direito exclusivo de se tornar pai e mãe somente um através do outro” (CDF, instr. DV, 2,1).
§2377 – Praticadas entre o casal, essas técnicas (inseminação e fecundação artificiais homólogas) são talvez menos claras a um juízo imediato, mas continuam moralmente inaceitáveis. Dissociam o ato sexual do ato procriador. O ato fundante da existência dos filhos já não é um ato pelo qual duas pessoas se doam uma à outra, mas um ato que “remete a vida e a identidade do embrião para o poder dos médicos e biólogos, e instaura um domínio da técnica sobre a origem e a destinação da pessoa humana. Uma tal relação de dominação é por si contrária à dignidade e à igualdade que devem ser comuns aos pais e aos filhos” (CDF, instr. DV, II,741,5). “A procriação é moralmente privada de sua perfeição própria quando não é querida como o fruto do ato conjugal, isto é, do gesto específico da união dos esposos… Somente o respeito ao vínculo que existe entre os significados do ato conjugal e o respeito pela unidade do ser humano permite uma procriação de acordo com a dignidade da pessoa” (CDF, instr. DV, II,4).
Por outro lado, o matrimônio é consumado pelo ato sexual do casal. Logo, se este não pode realizar o ato próprio dos casais, o matrimônio não seria consumado. Isto é que impede a sua celebração. Isto mostra que a Igreja leva a sério a vida sexual e a valoriza; se de um lado não quer que haja vida sexual sem casamento, por outro lado não deseja que haja casamento sem vida sexual.
É bom notar que em caso duvidoso, o casamento deve ser celebrado e nem deve ser declarado nulo em caso de dúvida. Somente os casos comprovados pela medicina, de maneira definitiva e irreversível, impedem o matrimônio. Da mesma forma, a esterilidade não impede a celebração do matrimônio, pois esta pode ser possivelmente vencida com tratamentos.
De forma alguma é falta de caridade da Igreja para com os que têm este impedimento; é uma questão ligada à natureza do Sacramento do matrimônio, que se não atendida poderia torná-lo nulo. Se os dois pretendem viver juntos, podem fazê-lo, vivendo como irmãos, sem vida conjugal e matrimonial.
A Igreja sabe que sem observar a verdade, a caridade fica prejudicada e a salvação comprometida.
———
Paz e Bem!
Cântico de Núpcias
Terça-feira, 11 Novembro, 2008 at 18:49 | In Matrimônio e Família | 2 CommentsTags: casamento, matrimônio, núpcias
Revirando e-mails de três ou quatro anos atrás, minha esposa acabou por encontrar este poema de Dom Marcos Barbosa, que eu lhe enviei quando tínhamos pouco mais de 2 meses de Matrimônio vivido.
Compartilho hoje com os leitores do P.A., uma vez que trata-se de uma belíssima visão sobre a vida matrimonial, a vida a dois, a “união numa só carne” (cf. Mt 19,6).
Com menção especial ao amigo recifense Pacheco, que no último sábado se uniu à sua Poliana. Que sejam uma feliz e santa família, ambos, com os filhos que virão, se Deus quiser!
Paz e Bem!
***

CÂNTICO DE NÚPCIAS
Nossos caminhos são agora um só caminho,
nossas almas, uma só alma.
Cantarão para nós os mesmos pássaros,
e os mesmos anjos desdobrarão sobre nós
as invisíveis asas.
Temos agora por espelho os nossos olhos;
o teu riso dirá a minha alegria,
e o teu pranto, a minha tristeza.
Se eu fechar os olhos, tu estarás presente;
se eu adormecer, serás o meu sonho;
e serás, ao despertar, o sol que desponta.
Nossos mapas serão iguais,
e traçaremos juntos os mesmos roteiros
que conduzam às fontes escondidas
e aos tesouros ocultos.
Na mesma página do Evangelho encontraremos o Cristo,
partiremos na ceia o mesmo pão;
meus amigos serão os teus amigos,
perdoaremos com iguais palavras
aqueles que nos invejam.
Será nossa leitura à luz da mesma lâmpada,
aqueceremos as mãos ao mesmo fogo
e veremos em silêncio desabrochar no jardim
a primeira rosa da Primavera.
Iremos depois nos descobrindo nos filhos que crescem,
e não mais saberemos distinguir em cada um
os meus traços e os teus,
o meu e o teu gesto,
e então nos tornaremos parecidos.
E nem o mundo nem a guerra nem a morte,
nada mais poderá separar-nos,
pois seremos mais que nunca,
em cada filho,
uma só carne
e um só coração.
Que o homem não separe o que Deus uniu.
Que o tempo não destrua a aliança que nos prende,
nem os amores, o amor.
Que eu não tenha outro repouso que o teu peito,
outro amparo que a tua mão,
outro alimento que o teu sorriso.
E, quando eu fechar os olhos para a grande noite,
sejam tuas as mãos que hão de fechá-los.
E, quando os abrir para a visão de Deus,
possa contemplar-te como o caminho
que me levou, dia após dia,
à fonte de todo amor.
Nossos caminhos são agora um só caminho,
nossas almas, uma só alma.
Já não preciso estender a mão para alcançar-te,
já não precisas falar para que eu te escute…
(Dom Marcos Barbosa)
Apologia do Matrimônio, por um padrinho
Segunda-feira, 10 Novembro, 2008 at 9:08 | In Matrimônio e Família | Leave a CommentTags: apologia do matrimônio, casamento, Família, matrimônio, noiva, noivo, noivos, padrinho, padrinhos

Leiam o que vai abaixo, volto depois:
«É muito bonito ver duas pessoas decidirem começar a viver juntas. Antes, a imagem que eu tinha – até inconscientemente – de um casamento era a de pessoas que já sabiam o que era viver, em cujas vidas a única mudança seria “fazer as mesmas coisas” (que já faziam antes) em conjunto, ao invés de sozinhas. Hoje, eu vi que não tem nada a ver com isso e, ao contrário, o Matrimônio é uma grande aventura: não são pessoas que vão fazer “as mesmas coisas” de uma maneira somente acidentalmente nova, são pessoas que vão fazer todas as coisas de uma maneira nova. Não é simplesmente uma fase da vida adulta, é a fase da vida adulta (que, outra, eles não tiveram) decidida em comum acordo. Decidiram viver juntos a única vida que eles têm para viver! Talvez eu seja meio insensível mas, para mim, essas coisas só são perceptíveis quando nos tocam diretamente: quando são duas pessoas próximas a você que decidem se casar.»
Jorge Ferraz foi escrever suas impressões após ter chegado do casamento de seus melhores amigos, e acabou escrevendo uma verdadeira apologia do Matrimônio. Nada mal para um padrinho. Pacheco e Poli escolheram muito bem!
Leia o texto completo da apologia do Matrimônio no Deus lo vult! É só clicar.
Paz e Bem!
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