Urgentíssimo: Abaixo-Assinado Pela Vida
Sexta-Feira, 29 Fevereiro, 2008 at 11:17 | In Bioética / Defesa da Vida | 2 CommentsTags: campanha da fraternidade, CF-2008, embrião, leis, Sociedade, vida
Meus amigos, compartilho convosco este importante recado da Dra. Maria Dolly Guimarães:
———
http://www.petitiononline.com/vidasim/petition.html
Caros amigos e defensores da vida, o link acima é do abaixo-assinado on-line em favor da vida humana e de sua dignidade, desde a concepção.
Precisamos muito de sua assinatura e de todos os seus amigos.
Por amor à vida e para influenciar o Supremo Tribunal Federal, assine e divulgue. Ela começa hoje e termina no dia 04 de março. Precisaremos de pelo menos 50.000 assinaturas!
A vida tem pressa! Os embriões humanos também!
Dra. Dolly Guimarães
Federação Nacional dos Movimentos em Defesa da Vida
Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família
———
O abaixo-assinado em questão será enviado aos Ministros do Supremo Tribunal Federal, que no dia 5 de março irão julgar e definir se a legislação brasileira reconhece o embrião como um ser vivo, ou como uma “coisa”, como um simples material biológico que pode ser destruído, instrumentalizado, etc.
Façamos a nossa parte em favor da vida! Clique e assine!
Paz e Bem!
Dra. Mayana Zats e os embriões
Sexta-Feira, 22 Fevereiro, 2008 at 16:04 | In Bioética / Defesa da Vida | Leave a CommentTags: campanha da fraternidade, células-tronco, CF-2008, ciência, cultura da morte, embriões, Mayana Zatz, vida
Dra. Mayana Zatz mente:
“Isso não é verdade [que a vida se inicia na fertilização], porque 95% desses embriões [descongelados], se fossem implantados em um útero, não iam vingar.”
Dra. Mayana Zatz está defendendo o uso dos embriões (seres humanos) congelados para fins de pesquisas [pseudo-]científicas que os destróem. Como diria a Dra. Alice Teixeira, Mayana apostou na pesquisa com embriões e não admite que perdeu a aposta.
Assista no link abaixo, do blog O Possível e O Extraordinário, alguns embriões descongelados que “vingaram”:
Paz e Bem!
Semana de Bioética na Arquidiocese de Brasília
Segunda-feira, 18 Fevereiro, 2008 at 16:10 | In Bioética / Defesa da Vida | Leave a CommentTags: bioética, campanha da fraternidade, CF-2008, vida
Depois do I Congresso Internacional em Defesa da Vida, realizado em Aparecida pela Diocese de Taubaté, e que marcou o início da Campanha da Fraternidade 2008, agora é a vez da Arquiciocese de Brasília realizar a sua Semana de Bioética.
O tema da Semana de Bioética da Arquidiocese de Brasília será: “Conhecer para Defender!”.
Conferencistas: Pe. Eduardo Peters ; Dr. Ubatan Loureiro Jr.; Dra. Lenise Aparecida M. Garcia; Dra. Marli Virginia Lins e Nóbrega; Dra. Maria das Dores Dolly Guimarães; Dr. Humberto Leal Vieira e Dr. Francisco Victor Bouissou.
Saiba mais:
Apareceu a “des-Aparecida”
Sexta-Feira, 15 Fevereiro, 2008 at 21:10 | In Bioética / Defesa da Vida | Leave a CommentTags: aborto, Aparecida, campanha da fraternidade, CF-2008, CNBB, congresso, declaração, vida
Desculpem o trocadilho. Eis aí quem estávamos esperando:
http://www.cnbb.org.br/index.php?op=noticia&subop=17312
Paz e Bem! :-)
O mistério da “notícia” desaparecida – Parte II
Sexta-Feira, 15 Fevereiro, 2008 at 16:32 | In Bioética / Defesa da Vida | 1 CommentTags: campanha da fraternidade, CF-2008, CNBB, congresso
Fui informado pelo William Murat (obrigado, William!) de que, mesmo apesar do curto espaço de tempo em que a notícia desaparecida ficou no site da CNBB, o “São Google” foi capaz de armazenar a página em cache.
No futuro, ao estudarmos a história da internet, haverá dois períodos: internet a.G. (antes do Google) e d.G. (depois do Google). :-)
Veja o “retrato” da notícia desaparecida clicando aqui.
Paz e Bem!
Convites
Sexta-Feira, 15 Fevereiro, 2008 at 14:00 | In Bioética / Defesa da Vida | Leave a CommentTags: aborto, campanha da fraternidade, catolicismo, CF-2008, quaresma, vida
“Não chores tanto, menina, é apenas uma célula. Não doerá. Apenas alguns minutos e pronto. Logo passa.”
A frase acima foi dita por uma enfermeira a María de la Cuesta, 17 anos, enquanto esta passava pela experiência dolorosa do aborto. Ela se arrependeu, e contou que, ao contrário do que a enfermeira disse, a dor não passa.
O arrependimento acontece com a maioria, mas histórias como a de María são muito pouco divulgadas. Pelas feministas abortistas, então, são praticamente ocultadas. Esse tipo de testemunho não é bom pra “causa” delas.
Convido-vos a ler o que María tem pra contar, no blog Contra o Aborto!
———
Convido-vos também a viver uma Quaresma Santa, refletindo sobre o tema da Campanha da Fraternidade junto com o Wagner. Ele está disponibilizando as meditações da campanha “40 dias pela vida” em áudio, no blog O Possível e o Extraordinário. Se você não acompanhou desde o início, não importa, comece hoje!
Pax et Bonum!
O mistério da “notícia” desaparecida
Quarta-feira, 13 Fevereiro, 2008 at 16:34 | In Bioética / Defesa da Vida | 2 CommentsTags: campanha da fraternidade, CF-2008, CNBB, congresso
Acessei o site da CNBB às 16h03. Fui informado que a CNBB não havia publicado uma linha sequer sobre o Congresso Internacional em Defesa da Vida, e quis constatar com meus próprios olhos.
Surpresa! A última notícia publicada era: “Congresso divulga Declaração em defesa da vida”.
Cliquei. Lia-se um pequeno resumo e, abaixo, a Declaração na íntegra. O link era esse:
http://www.cnbb.org.br/index.php?op=noticia&subop=17300
Menos de meia hora depois, às 16h26, quando escrevo este post, a notícia não está mais publicada no site da CNBB.
Procura-se…
Encerrado o I Congresso Internacional em Defesa da Vida
Quarta-feira, 13 Fevereiro, 2008 at 13:59 | In Bioética / Defesa da Vida | 1 CommentTags: aborto, Aparecida, campanha da fraternidade, CF-2008, Família, Igreja, vida
Foi encerrado no último domingo (10 de fevereiro) em Aparecida o I Congresso Internacional em Defesa da Vida, promovido pela Diocese de Taubaté, e que contou com a presença de várias lideranças pró-vida e especialistas em bioética do Brasil e do Mundo.
Com a conclusão do Congresso, foi aprovada e lida por Dom Dimas Lara Barbosa a Declaração de Aparecida em Defesa da Vida, documento importantíssimo que, com a graça de Deus, nós não deixaremos que seja esquecido. Eis um trecho:
“A legislação não pode basear-se sob um mero consenso político mas, principalmente, sob a moral que se fundamenta sobre uma ordem natural objetiva.”
Leia a Declaração, na íntegra, aqui.
É possível ler no site da Agência ZENIT uma entrevista com o Coordenador-geral do Congresso, o professor Hermes Rodrigues Nery, na qual ele destaca os frutos do encontro. Entre outras coisas, o prof. Hermes destaca:
“Ficou claro nas exposições feitas no Congresso, e que graves ameaças pairam sobre a família, através, por exemplo, de inúmeros projetos de lei que tramitam nas diversas esferas legislativas, que contrariam a lei natural, tirando de nós o lastro necessário para uma vida digna, em todos os aspectos.”
Leia a entrevista completa. Basta clicar aqui.
Outras Vítimas da Cultura da Morte
Segunda-feira, 11 Fevereiro, 2008 at 15:05 | In Bioética / Defesa da Vida | Leave a CommentTags: campanha da fraternidade, CF-2008, cultura da morte, vida
A Campanha da Fraternidade 2008 tem como tema a Fraternidade em Defesa da Vida, e como lema, a frase bíblica “Escolhe, pois, a vida”. Seu objetivo é, entre outros, denunciar a cultura da morte, que procura avançar sobre a nossa sociedade. Mas o que é cultura da morte? O que isso significa? De onde vem esse termo?
“Cultura da morte” foi um termo cunhado pelo nosso querido Santo Padre João Paulo II. Ele explica seu significado em uma de suas cartas encíclicas:
“…as ameaças contra a vida não diminuíram… trata-se de ameaças programadas de maneira científica e sistemática. O século XX ficará considerado uma época de ataques maçiços contra a vida… Os falsos profetas e os falsos mestres conheceram o maior sucesso possível… a verdade é que estamos perante uma objetiva ‘conjura contra a vida’ que vê também implicadas Instituições Internacionais, empenhadas a encorajar e programar verdadeiras e próprias campanhas para difundir a contracepção, a esterilização e o aborto. Não se pode negar, enfim, que os meios de comunicação são freqüentemente cúmplices dessa conjura, ao abonarem junto da opinião pública aquela cultura que apresenta o recurso à contracepção, à esterilização, ao aborto e à própria eutanásia como sinais do progresso e conquista da liberdade, enquanto descrevem como inimigas da liberdade e do progresso as posições incondicionalmente a favor da vida.” — Encíclica Evangelium Vitae, n. 17.
A Campanha da Fraternidade propõe um debate amplo sobre o fenômeno da disseminação da cultura da morte na sociedade, e muito se fala sobre suas formas mais graves de atentado contra a vida: o aborto e a eutanásia. Mas chegou até mim uma matéria publicada na revista Época, e que muito tem a ver com o tema da C.F.: o suicídio.
O suicídio, por si só, não é tema novo. A própria reportagem da Época deixa claro que o suicídio já é tema de discussão filosófica há muito tempo. Mas um fenômeno novo parece estar surgindo: comunidades anônimas na internet, que têm o objetivo de disseminar a cultura do suicídio, incitando e encorajando as pessoas ao suicídio, e até ensinando formas de se cometê-lo. Adolescentes e jovens ao redor do mundo têm sido vítimas desse “armadilha”, como a própria reportagem evidencia. Em certo trecho, a reportagem narra o episódio do suicídio do adolescente gaúcho de 16 anos, Vinícius Gageiro Marques, um gênio precoce, que procurou ajuda nessas comunidades virtuais. Vinícius, poucos minutos antes de sua morte – Vinícius se matou por asfixia, acendendo duas grelhas com carvão dentro do banheiro -, ainda falava em um chat com os anônimos da comunidade:
“Ah, meu Deus. Eu não consigo suportar o calor, está tremendamente quente naquele banheiro. O que eu devo vestir para se tornar mais suportável? Eu tomei uma ducha antes, mas não adiantou nada. O que eu posso fazer? E o que eu devo fazer para desmaiar, por Deus?”
Infelizmente, trata-se de mais uma faceta da cultura da morte.
Que o Senhor tenha piedade do ser humano, que cada vez mais desvaloriza o dom da Vida. É Deus o Autor da Vida, e só a Ele cabe determinar quantos dias viveremos!
Leia a reportagem completa da Revista Época:
Pax et Bonum!
P.S.: Que sirva de alerta também para os pais que têm filhos – problemáticos ou não – e não acompanham o que eles fazem no mundo virtual. Infelizmente a internet é uma faca de dois gumes: pode ser usada para o bem, mas é usada, principalmente, para o mal.
Resposta ao Manifesto das Pseudo-Católicas
Sábado, 9 Fevereiro, 2008 at 0:34 | In Bioética / Defesa da Vida, Feminilidade / Anti-Feminismo | 5 CommentsTags: aborto, campanha da fraternidade, catolicismo, CF-2008, pró-vida, vida
Não satisfeitas com a sábia (porém, tardia) exclusão da participação de sua membro Dulce Xavier do DVD Oficial da Campanha da Fraternidade, as “Pseudo-Católicas pelo Direito de Matar” (ou Loucas pelo Direito de Assassinar, como prefere minha digníssima esposa), convencidas do seu direito de dar opinião sobre qualquer coisa relacionada à Igreja Católica, torna público através de seu site um manifesto entitulado “Manifesto das Católicas pelo Direito de Decidir sobre a Campanha da Fraternidade 2008“.
Neste manifesto, as “Pseudo-Católicas pelo Direito de Matar” deixam bem evidente que a usurpação que elas fazem do nome “católicas” é imoral, além de um verdadeiro atentado contra o nosso intelecto.
Analisemos:
“A Campanha da Fraternidade de 2008… vai, mais uma vez, mobilizar a comunidade católica brasileira para uma reflexão a respeito de valores cristãos e nos fará pensar sobre o significado da vida. Pela relevância do tema, é necessário que todas as vozes católicas sejam ouvidas e nós, como Católicas pelo Direito de Decidir, sentimo-nos interpeladas a dar nossa contribuição.”
A primeira pontuação que eu tenho por obrigação fazer é que o termo “católico” não é um adjetivo comum, como qualquer outro da língua portuguesa. Mesmo que a língua portuguesa permita a estas senhoras e a qualquer um se auto-atribuir o adjetivo “católicas”, essa auto-atribuição não as torna católicas ipso facto.
Para ser católico é necessário, antes de tudo, ser batizado, e cumprir a promessa batismal de crer na Igreja Una, Santa, Católica, Apostólica Romana. Quem não crê na Igreja (como as pseudo-católicas) está negando seu próprio batismo! Por desobedecer conscientemente a Igreja, sendo a favor do aborto como um direito e lutando por ele, elas não são católicas, ainda que se auto-atribuam esta qualidade tão venerável.
Mas, como já foi suficientemente dito por membros atuantes dos movimentos pró-vida mundo afora, se auto-denominar católicas é estratégico. Faz parte do bem arquitetado plano deste movimento feminista abortista para confundir a opinião dos fiéis católicos (de verdade), fazendo-os crer que é perfeitamente possível ser católico e pró-aborto ao mesmo tempo.
Neste manifesto elas justamente “usurpam” desse benefício para poderem confundir os católicos brasileiros, dizendo que “se sentem interpeladas a dar sua contribuição”. Que, aliás, não contribuiu em nada, como veremos.
Continuando:
“Reiteramos com a Igreja que todas e todos têm direito a uma vida plena e digna, conforme o Evangelho de Jo 10, 10: “Eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundância”. Com ela, lembramos a necessidade urgente de se reverter o processo de degradação da natureza, que, certamente, coloca em risco a vida das futuras gerações. Com ela reafirmamos que defender a vida é lutar contra a pobreza, a exclusão, a situação de extrema injustiça social do nosso país. Com a Igreja, entendemos que defender a vida é criar condições para que se realize o direito a uma vida sem violência, sem desigualdade de nenhuma ordem, sem opressão, sem exploração, sem medo, sem preconceitos.”
Este trecho seria facilmente inserido em qualquer artigo pró-vida. Trata-se, na verdade, de mais uma tentativa de confundir, mostrando uma falsa preocupação com a vida, com a natureza, com a justiça social. Mas elas mentem. A luta contra as injustiças sociais deve ser uma luta da Igreja, sim. Mas uma luta secundária. A principal luta da Igreja é salvar as almas. Esta luta, parafraseando São Paulo, pressupõe combater o bom combate, e guardar a Fé (2Tm 4,7). A Igreja é fiel depositária da Fé e da Doutrina que Cristo ensinou (cf. 1Tm 3,15), e tem autoridade, na pessoa do sucessor de Pedro, para ligar e desligar na Terra e no Céu (cf. Mt 16,19).Por isso, elas não “reiteram com a Igreja” coisíssima nenhuma! Elas são a favor do aborto, fazem apologia descarada a algo que a Igreja considera como pecado. E não um pecado qualquer, mas um pecado de matéria tão grave que a simples colaboração em realizá-lo é punida com a excomunhão latae sententiae (cf. C.I.C. § 2272)!
“No entanto, como católicas, tendo como referência a tradição cristã e os valores evangélicos, há questões que nos parecem fundamentais quando a vida das pessoas está em jogo. Por isso, queremos interrogar a Igreja sobre as contradições entre seu discurso e sua prática em relação aquilo que ela apresenta como defesa da vida.”
Alguém que é a favor do aborto, dar mostras de preocupação quando “a vida das pessoas está em jogo” é um contra-senso que chega aos limites do ridículo. Das duas, uma: ou é pura retórica, ou é má-fé. Eu fico com a segunda opção.
Quanto a “interrogar a Igreja”, enfim, se nem nós, católicos de verdade, temos o direito de questionar a Igreja, quanto mais um bando de abortistas e satanistas (sim, elas são satanistas). Não merece diálogo algum, essa quadrilha criminosa de desonestas que lutam para transformar em lei a matança de crianças inocentes.
Mas vamos às interrogações das “Marias Onetes” de Satã:
“- Pode-se afirmar a defesa da vida e ignorar milhões de pessoas que morrem, no mundo todo, vítimas de doenças evitáveis, como a aids? Seguir condenando o uso de preservativos que salvariam tantas vidas, numa brutal indiferença à tamanha dor?”
A Igreja proíbe o uso de preservativo em decorrência de sua ação contraceptiva, que deturpa a relação sexual enquanto ato de comunhão de entrega total entre os esposos. A Igreja até poderia ser acusada de ignorar a vida de milhões de pessoas que morrem de Aids, se não apresentasse uma proposta alternativa para evitar a Aids, mas ela apresenta: a castidade, a fidelidade e o sexo responsável, dentro do casamento.
A própria lógica mostra que a obediência à Igreja (e conseqüentemente, a Deus) salva mais vidas que um pedaço de borracha que, mesmo da melhor marca, ainda apresenta um risco de aproximadamente 17% de falha, segundo Dr. Raul Cantella.
Será que ficou claro quem ignora a vida e quem a quer salvar? Mais ainda: será que ficou claro a disparidade que há entre o discurso das pseudo-católicas e o ensinamento da Igreja Católica?
Mais:
“- Pode-se afirmar a defesa da vida e condenar as pessoas a sofrerem indefinidamente num leito de morte, condenando o acesso livre e consentido a uma morte digna, pelo recurso à eutanásia?”
Tal pensamento é típico de alguém que não compreende, nem de longe, a visão cristã acerca do sofrimento humano. Na nossa sociedade hedonista contemporânea, em que só é bom aquilo que dá prazer, é comum as pessoas preferirem a morte ao sofrimento. Chegam à compreensão absurda de que, quando há sofrimento por ocasião de doença sem chances de cura, já não há mais vida. Tal pensamento não é um pensamento católico, pois Cristo mesmo deixou bem claro que a vida é e deve ser permeada por sofrimentos. Ele avisou que quem quisesse segui-lo, deveria tomar sua cruz (Mt 16,24). Cristo também ensinou através de sua própria vida, paixão, morte e ressurreição, que todo sofrimento também é fonte de redenção e será recompensado (Lc 16,20-31).
“- Pode-se afirmar a defesa da vida e condenar as pesquisas com células-tronco embrionárias, que podem trazer alento e perspectiva de vida digna para milhares de pessoas com deficiências?”
Por quê omitir o motivo pelo qual a Igreja condena as pesquisas com embriões? Não é desonesto omitir o fato de que, para colher células-tronco do embrião é preciso destruí-lo? O embrião já é um novo ser humano, um indivíduo totalmente novo, com todo o potencial de se tornar alguém que anda, come e fala como eu, como você que me lê, e como a pseudo-católica que escreveu este absurdo. Basta que não interfiram no seu curso natural.
Como se não bastasse, não é mais necessário destruir embriões para a obtenção de células-tronco. A obtenção de células-tronco a partir de células adultas já é uma realidade (ler: entrevista com Dra. Alice Teixeira). E a perspectiva de vida digna dos deficientes seria muito melhor garantida se essa luta dos deficientes por vida digna, não fosse por atitudes como a das pseudo-católicas, que usurpam da causa alheia em benefício da causa própria. Eu pergunto: o que as pseudo-Católicas pelo Direito de Matar já fizeram, em termos práticos, pelos deficientes físicos brasileiros, no sentido de tornar a vida destes mais digna?
“- Pode-se afirmar a defesa da vida e dizer que se condena o racismo quando se impede a manifestação ritual que incorpora elementos religiosos indígenas e afro-latinos nas expressões litúrgicas católicas? Quando se afirma a superioridade cristã em relação às outras crenças?”
Mais uma usurpação de causa alheia. E mais uma vez, fazendo falsas acusações. Primeiramente, uma coisa é a incorporação de elementos “religiosos” locais. Outra coisa é a incorporação de elementos “culturais”. A Igreja não impede a incorporação de elementos culturais indígenas e afro-latinos nas expressões litúrgicas. Entretanto, há partes da Missa onde essas chamadas inculturações podem ser feitas, e há outras partes que não podem sequer ser tocadas. Isso se dá porque, apesar de suas manifestações locais, a Igreja é Católica. Católica quer dizer “universal”, e por isso o culto cristão por excelência, que é a Santa Missa, pode ter seus elementos locais, mas sem jamais perder seu caráter universal. É exatamente por isso que até a reforma litúrgica, ocorrida na década de 60, a Missa era celebrada ordinariamente em Latim no mundo inteiro. Quer universalidade maior que essa? E quer uma incorporação de elemento cultural local maior do que a permissão de se celebrar o Culto Sagrado na língua vernácula?
Em relação a afirmar a superioridade cristã em relação às outras crenças, eu simplesmente ignoro do que elas estejam falando. Os papas ao longo dos últimos anos (pós-Vaticano II) tem trabalhado muito no sentido de manter o diálogo com as outras grandes religiões do mundo! Por que será que a Igreja iria perder tempo de manter diálogo com crenças que, na lógica delas, a Igreja considera “inferiores”? Não faz sentido algum.
No entanto, se ela está falando sobre a afirmação de que “não há salvação fora da Igreja”, trata-se apenas de honestidade e coerência! Parece até estúpido ter que dizer isso, mas se o Papa se convencesse de que a Salvação se encontra em outra religião, seria o fim do catolicismo, pois todos os católicos teriam que se converter a esta outra religião.
“- Pode-se afirmar a defesa da vida e eliminar a beleza da diversidade humana, com atitudes e discursos intolerantes em relação a expressões livres da sexualidade humana, condenando o relacionamento amoroso entre pessoas do mesmo sexo?”
Aí noss@s amig@s terão que discutir não com a Igreja, e nem mesmo com o Papa, mas com o próprio Criador. Foi Ele quem criou o ser humano à sua imagem e semelhança como homem e mulher e destinou-os a se unirem em matrimônio “em uma só carne”. Ele não poderia ter sido mais “ilustrativo”: criou o homem com pênis e a mulher com vagina (perdão pelo excesso de clareza). E veja que surpresa: um se encaixa no outro com uma perfeição admirável!
E Deus instituiu o Sacramento do Matrimônio, justamente para que homem e mulher pudesse cumprir sua vocação de refletir a imagem do amor livre, total, fiel e fecundo de Deus. As relações homossexuais não levam o ser humano a cumprir esta vocação de refletir a imagem do amor de Deus, pois esta relação jamais poderá ser naturalmente fecunda. É por isso que ao longo de toda a Sagrada Escritura, há condenações e exortações contra o homossexualismo, tanto da parte dos apóstolos de Cristo (cf. 1Cor 6,9) quanto do próprio Autor da Vida (cf. Lv 18,22).
Entretanto o discurso da Igreja em relação aos homossexuais não é de maneira nenhuma intolerante. Vejamos o que diz o Catecismo sobre eles:
“Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.” (§ 2358)
Eis o discurso oficial da Igreja sobre o homossexualismo e sobre os homossexuais. Onde está a intolerância?
Aí está mais um contra-senso das pseudo-católicas: autodenominarem-se católicas e, ao mesmo tempo, quererem contrariar até mesmo as Sagradas Escrituras.
“- Pode-se afirmar a defesa da vida e denunciar as desigualdades, quando a mesma Igreja mantém uma situação de violência em relação às mulheres, submetendo-as a normas decididas por outros, impedindo-as de realizarem sua vocação sacerdotal, relegando-as a uma situação de inferioridade em relação aos homens da hierarquia católica?”
Mais uma vez elas vão ter que discutir com o próprio Criador, porque foi Ele, através de seu Filho Jesus Cristo, quem chamou 12 apóstolos para desempenharem funções sacerdotais no princípio da Igreja, e eram todos homens. Sem mencionar que, mesmo antes de Cristo, durante todo o tempo da Antiga Aliança, somente varões eram admitidos como sacerdotes “segundo a ordem do Rei Melquisedec” (Sl 109,4).
Mas ao contrário do que elas afirmam, isso não constitui desigualdade e muito menos violência alguma, pois desde o princípio da Igreja, as mulheres sempre foram admitidas à Fé Católica e, mais que isso, sempre foram trabalhadoras muito exemplares e constantes na obra de Deus. Basta ver quantas santas mulheres não foram e continuam sendo reconhecidas pela Igreja ao longo dos séculos. Só pra citar dois exemplos recentes: Santa Gianna e Madre Teresa. Não há inferioridade nenhuma das mulheres em relação aos homens, pois muitas ordens religiosas existem, tanto masculinas quanto femininas, e ambas devem obediência ao mesmo Papa, não havendo nenhuma hierarquia adicional às ordens femininas só por elas serem femininas.
“- Pode-se afirmar a defesa da vida, quando se tenta impedir políticas públicas de saúde – como é o caso do planejamento familiar e da distribuição da contracepção de emergência – que visam prevenir situações que podem colocar em risco a vida das pessoas?”
Demorou, mas finalmente chegou. Aí vem elas com o velho discurso de transformar o aborto, de assassinato em questão de saúde pública.
Primeiro a clara desinformação: o planejamento familiar não é rejeitado pela Igreja. Pelo contrário, é fortemente encorajado! A Igreja ensina que o casal (e não a Igreja ou qualquer outra instituição ou pessoa) é quem deve decidir se, e quantos filhos eles terão. Mas o planejamento familiar que a Igreja propõe é um planejamento familiar responsável e natural. O casal, sendo possível, precisa ter filhos, pois a fecundidade é parte da vocação deles enquanto casal cristão. A decisão de evitar filhos (que, repito, cabe somente ao casal), deve ser tomada baseando-se apenas em motivos graves. O nome disso é “responsabilidade”. Métodos contraceptivos artificiais violam a abertura à vida que o verdadeiro amor matrimonial deve ter, e por isso faz com que o casal contrarie em si mesmos sua vocação de refletir a imagem do amor de Deus.
Além disso, em qualquer situação hipotética de risco de vida para a mãe, trata-se, na pior das hipóteses, de um risco. Já o aborto para o feto, é morte certa. Ao defender (de maneira justa, apesar de equivocada) a vida da mãe, elas parecem esquecer-se que o feto também é portador de uma vida. E uma vida tão digna quanto a da mamãe.
“- Pode-se afirmar a defesa da vida e desrespeitar o princípio fundamental à realização de uma vida digna e feliz, que é o direito de decisão autônoma sobre o próprio corpo? Condenar as mulheres a levar adiante até mesmo uma gravidez resultante de estupro, a não interromper uma gravidez que coloca a vida delas em risco, ou cujo feto não terá nenhuma condição de sobreviver?”
Próprio corpo? O feto não faz parte do corpo da mulher apesar de estar dentro dele. Tire uma amostragem de DNA do feto e compare-o com o DNA da mãe. Apesar dos genes herdados, são DNAs diferentes! O feto é uma pessoa, um indivíduo, um corpo diverso. Não é algo que possa ser descartado, cortado fora do corpo da mãe, como se fosse unha, cabelo ou bicho-de-pé. Além disso, ninguém pede pra ser concebido. Mesmo em uma gravidez resultante de estupro, matar a criança é cometer uma injustiça gigantesca, porque: 1) a criança não pediu pra estar ali; 2) a criança não tem culpa de estar ali; 3) sua morte não eliminará da memória da mamãe a lembrança da violência; 4) sua morte causará na mamãe sérios danos psicológicos, e ainda sujará suas mãos de sangue, tornando as conseqüências do trauma do estupro ainda maiores.
Quanto aos casos em que o feto não terá nenhuma chance de sobrevivência, mesmo nessas ocasiões só quem tem o poder sobre a vida é Deus. É Ele o Autor da Vida, e somente Ele pode dispor dela, no momento em que Ele entender ser o momento correto. A própria ciência comprova o quanto o nosso conhecimento é limitado em matéria de vida e morte, pois foi dito para a mãe da Marcela de Jesus, a menina anencéfala de Patrocínio Paulista-SP, que abortasse, pois sua filha não sobreviveria mais do que alguns minutos ou horas fora do útero. O resultado está aí pra quem quiser ver: Marcela de Jesus completou em 2007 um ano de vida. Um ano enchendo sua mamãe de orgulho. Um ano esbofeteando nossa cara, mostrando o quanto somos ignorantes!
“- Pode-se afirmar a defesa da vida e cercear o livre exercício do pensamento, impedindo a expressão da diversidade existente no interior da Igreja?”
Essa é a mais absurda. Avisem a estas senhoras que não existe diversidade no interior da Igreja, amigos. Se elas fossem realmente católicas, elas saberiam disso. Somente há “diversidade” na cabeça delas. A Igreja nunca admitirá que se defenda o aborto em seu nome. A Igreja é contra o aborto desde sua origem, basta ler o Didaqué, o primeiro catecismo dos apóstolos, datado do primeiro século da era cristã:
“Não matarás criança por aborto e nem criança já nascida.”
Pra finalizar:
“Neste manifesto, Católicas pelo Direito de Decidir une-se a todos aqueles que, dentro da Igreja e na sociedade brasileira em geral, desejam contribuir para que a defesa da vida seja compreendida em sua complexidade e se realize o direito de tod@s de viver com dignidade.”
Nesta resposta ao manifesto, tentei mostrar o que já era suficientemente claro pra qualquer católico mais ou menos esclarecido: essa organização feminista e abortista é tudo, menos católica. Tentei clarificar um pouco mais o quanto o discurso dessas pseudo-católicas é contrário a tudo que a Tradição, o Magistério e as Sagradas Escrituras (portanto, a Igreja) ensinam.
Por fim, gostaria de dizer que, ao contrário do que as pseudo-católicas dizem, não há complexidade nenhuma em compreender o que seja a defesa da vida. Tornar essa compreensão complexa é justamente o que elas querem. Elas não estão nem um pouco preocupadas com a dignidade da vida. Elas não estão nem um pouco comprometidas com a causa pró-vida.
Paz e Bem!
Blog no WordPress.com. | Theme: Pool by Borja Fernandez.
Entries and comments feeds.



