O testemunho de Mônica, mãe de Giovanna, anencéfala
Quarta-feira, 26 Novembro, 2008 at 9:20 | In Bioética / Defesa da Vida | 10 CommentsTags: aborto, anencéfala, anencéfalos, anencefalia, Bioética / Defesa da Vida, direito à vida, Giovanna, Marcelo, Mônica, Mônica Torres Lopes Sanches, vida
Recebi por e-mail, do Pe. Lodi. Um belíssimo testemunho de como a Família deve tutelar, amar e acolher a vida sempre.
Leiam:
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O testemunho de Mônica, mãe de Giovanna, anencéfala
(nascida em 25 de março de 2005)
Sempre sonhei com a maternidade. Acho realmente que foi para isso que eu nasci. Tinha a pretensão de que para ter filhos, nós escolhíamos o melhor momento. E este momento, foi o ano de 2004. Nos preparamos desde o início do ano para uma possível gestação. Fiz exames, reduzi o número de atividades, etc.
Giovanna foi um bebê feito com muito amor, nós a desejávamos muito. O exame que deu positivo foi festejado por todos ao nosso redor. Nas primeiras semanas, senti uma forte cólica que segundo a médica, poderia ser um princípio de aborto ou apenas uma cólica de implantação do embrião. Naqueles quinze dias de licença, com medo de perder meu bebê, lembrei que a mãe do Pe. André, um grande amigo nosso, o consagrou a Deus ainda quando estava em seu ventre. Achei aquilo lindo! Resolvi também consagrar meu bebê a Deus e pedi que Ele fizesse dela sua serva. Que ela pudesse apontar Deus para seus irmãos. Acreditei assim, que isto se daria a partir de alguns anos.
No dia 10 de outubro na hora de deitar, falei ao meu marido que estava um pouco preocupada com a ultra que faria no dia seguinte, pois era nesta que se diagnosticava a anencefalia. Uma grande amiga minha tinha tido este diagnóstico a uns 3 anos atrás. Quando entramos para o exame, estava bem mais relaxada e preocupada em saber o sexo do bebê. Começamos a perceber o médico muito preocupado e calado. Quando perguntou se o meu médico estava no consultório naquele momento, gelei. O médico muito delicadamente avisou que a anencefalia era incompatível com a vida. Chorei e de mãos dadas com o Marcelo falamos seguramente que a nossa responsabilidade de pai e mãe em qualquer circunstância já tinha sido assumida quando a fizemos. Ela já estava ali, já se protegia em mim e nós já amávamos. Quando chegamos, procuramos na Internet algo que nos orientasse, mas como estava próximo da votação da suspensão da liminar que liberava o aborto nestes casos só conseguimos ler opiniões contra e a favor do aborto.
O conforto veio de lindas cartas escritas por pais de bebês que possuíam anencefalia. Lendo-as, acabamos nos sentindo escolhidos e privilegiados. Aliás, era um confronto enorme, a tristeza que ficou da gestação de anencefalia da minha amiga, e o amor extremo expresso por estas famílias que viveram com seus filhos o tempo que Deus quis.
Percebemos também que depois da consagração que lhe fiz, Deus tinha dado à ela uma grande missão. Mostrar que tinha vida e que era uma cidadã.
Resolvemos que iríamos curtí-la intensamente cada momento. Gravamos todas as ultras, conversávamos com ela, e ela por sua vez, respondia com carinhosos chutinhos.
Tínhamos o grande desafio de preparar a nossa família e os amigos para esta realidade. Como falar com uma mãe que vai perder seu filho? Pergunta-se como ela está? Como o bebê está? Foi através da carta da Ana Lúcia para o seu filho Vitor (anencéfalo) que preparamos as pessoas mais próximas. Com o amor por ela que passávamos para os outros, fizemos com que todos ao nosso redor, também a amassem.
Foram meses de muita alegria. A única coisa que me fazia sofrer eram as pessoas que não viam vida em mim. Nitidamente, me viam como uma coitadinha que estava “brincando de ser mãe”. Não tocavam no assunto da gravidez. Eram capazes de me vir com aquele barrigão e fingir que não viam.
Giovanna mudou muita coisa ao nosso redor. A começar pelo ultrasonografista, que enquanto nas primeiras ultras se referia a ela no passado (era uma menina), nas últimas já comentava que ela tinha “pernocas”, mostrava sua boquinha, etc.
Nos dias que antecederam o parto, fiquei um tanto apreensiva. Seu nascimento que estava programado para entre 2 e 9 de abril, foi antecipado para 25 de março. Além de ser menos dias para eu curtí-la, (sabia que enquanto estivesse comigo,ela estaria bem)também seria em plena Sexta-Feira Santa .Pensava que era uma opção nossa e que como não se poderia evitar, o seu enterro poderia “atrapalhar” o feriado das pessoas.Tive uma gestação muito tranqüila como qualquer mulher.No final ,foi percebido um problema na minha placenta que não deixava passar nutrientes para ela como deveria. Como eu já havia preparado meu médico para ficarmos o máximo de tempo possível após o parto curtindo a Giovanna,ele antecipou para o dia da Paixão de Cristo. Quando me deparei com a paixão que nós três estávamos passando e pensei na de Cristo, percebi que a perfeição já começava no dia lindo que Deus escolheu para lhe recebermos e Ele recebê-la. Ofereci o nosso sofrimento pela conversão dos pecadores e Deus cuidou do resto. O dia começou com uma chuva fina, como uma forma Dele dizer: Estou presente!Aliás, nunca tivemos um momento tão íntimo com Deus como naquele dia e nos outros que se seguiram. Na maternidade, uma festa. Vinte e seis pessoas entre familiares e amigos aguardavam nos corredores e no quarto para terem a chance de viver o sublime momento da presença dela no meio de nós. Só alegria. Pe. André, padrinho escolhido antes do diagnóstico, me ministrou a Unção do Enfermos, confessou-nos e deu-nos a Eucaristia. Agora estávamos prontos. Na sala de parto, a nossa alegria e expectativa eram contagiantes. Quem via os nossos semblantes, não imaginava o que estava para acontecer. Foi muito tranqüilo e podemos sentir imensamente a presença de Deus ali.
Giovanna recém-nascida, chorando, sua mãe Mônica e Padre André, que fez o batismo.
Giovanna nasceu às 14:17h. Fiquei preocupada pois não ouvia seu choro. Sabia que corria o risco dela não reagir, não respirar e falecer no momento que cortasse o cordão umbilical. Fiquei apreensiva esperando alguém me dar notícias dela. Foi quando ouvi seu chorinho confirmado pelo Pe. André que foi batizá-la. O Papai tirou muitas fotos dela quando o Doutor Alberto, seu pediatra, veio trazê-la para meus braços. Ela era linda! Tinha a boca do Papai e o meu nariz. Seu chorinho era como se me pedisse proteção e foi o que fizemos. Dei carinho, beijo, chorei, pedi desculpas pela vida curta que lhe daria e curtimos muito. Levaram ela e fiquei com uma sensação maravilhosa pois tudo que pedimos já tínhamos conseguido: Que ela fosse batizada e que tivéssemos um tempinho para curti-la. Fui para o quarto e umas 18:00 h fui vê-la. Cheguei lá, os batimentos cardíacos dela estavam baixos e o aparelho emitia um alarme. Ao vê-la fiquei muito emocionada, pois ela estava peladinha e pude observá-la melhor e ver seus pezinhos, seus bracinhos, fofa demais! Comecei a fazer carinho em sua perninha e dizer o quanto ela era amada e o quanto estávamos orgulhosos da sua força. Sem que eu soubesse do seu estado, seus batimentos começaram a subir de 94 para 129 e estabilizaram (o normal é entre 120 e 170) para a surpresa inclusive da enfermeira que estava conosco. Foi a prova física do que eu já sabia. Que ela me reconheceu como aquela que a protegeu durante os nove meses e deu até um “sorrisinho” de tão relaxada que ficou. Foram momentos inesquecíveis. Ver quanto éramos importantes para ela, era tudo o que precisávamos e ao mesmo tempo, nem sei se merecíamos tamanha alegria. Foi colo de Deus mesmo.
Giovanna no colo de sua mãe, Mônica.
Umas 20:30 h pedi ao Marcelo para ver como ela estava. Ele voltou muito emocionado e disse que ela não estava muito bem, que respirava com dificuldades, que já devia ser a hora dela e que não achava bom eu ir lá. Choramos juntos e também rezamos juntos para que Nossa Senhora a recebesse quando chegasse lá e que ela não sofresse. A médica avisou à Miriam (madrinha da Giovanna) que era bom eu ir. Foi o que eu estava precisando. Quando cheguei lá, Giovanna não respirava mais, mais seu semblante era realmente de que não sofreu e de quem tinha partido nos braços da Mãe do Céu. Peguei ela no colo e percebi naquele momento ela estava nos vendo e que sabia do amor que tínhamos por ela. Dei beijos e fiquei um tempo contemplando seu rostinho lindo.
Seu enterro foi tratado às 9:00 h do dia 26 para às 11:00h do mesmo dia. A chuva fina permanecia e por ser um Sábado de Aleluia, imaginamos que as pessoas não teriam tempo de saber e de estarem lá. O carinho de todos foi tão grande que umas 90 pessoas entre amigos e familiares foram nos dar apoio. Marcelo carregou seu caixãozinho com o orgulho de quem deu a vida e dignidade quando esta já não era possível. Sabia que para esta filha, com certeza, teríamos dado o Céu. E que a vida que ela hoje vive não tem mais fim. Giovanna foi uma guerreira que mostrou aos mais incrédulos que era pequena no tamanho, mas grande na necessidade de mostrar o quanto sua vida era importante.
(a parte a seguir foi acrescentada pela autora depois da propaganda do aborto de anencéfalos pela revista Veja)
Hoje, aquela paz abriu espaço para uma inconformação quando ouço a frieza com que falam do assunto.
Chamam-me de hipócrita (Revista Veja 03/09/08) por eu acreditar que crianças que nascem com anencefalia (ausência parcial do cérebro) como minha filha, têm o direito de serem respeitadas como seres humanos e cidadãs que são. Hipócritas são os que defendem os direitos dos excepcionais, mas querem que estes sejam aniquilados pelas suas mães em seu útero se assim elas desejarem.
Minha filha viveu além dos nove meses em meu ventre, apenas 6 horas e 45 minutos, mas nasceu viva e por todo este tempo, respirou sem a ajuda de aparelhos e chorou ao nascer. Esta não é somente uma discussão entre “doutores” e a Igreja como querem que acreditem.
Sinto-me profundamente desrespeitada como mãe quando ouço que uma criança como a minha filha, não tem direito à vida e tê-la protegida pelas leis que regem o meu país. Não admito que se menospreze a importância da vida da minha filha como se faz.
Se estiverem preocupados com o emocional das mães, pensem não só nas mães que rejeitam este filho “imperfeito”, mas também nas mães que os acolheram como príncipes de suas vidas. E desta forma, fica impossível eu não sofrer profundamente ao ouvir que vocês até aceitam que eu leve a gestação até o fim, mas que minha filha não tem o direito de viver o tempo que não sabemos também se ainda teremos para viver. É como se dissessem que respeitam a minha opção de fingir que sou mãe.
Sofro ao ouvir que “o que se tem no ventre materno é algo que nunca chegará a alguém”, “O útero materno é um casulo e o feto, uma crisálida que não chegará a ser uma borboleta. Tem o direito de nascer para morrer?” (Ayres Britto – O Globo 21/10/04). A constituição do meu país “abraça” a dignidade humana da minha filha e a coloca como cidadã que nasceu viva respirou sozinha e veio a óbito naturalmente. Com isso teve direito a certidões de nascimento e óbito e enterro digno como toda mãe deseja para um filho morto. Sofro ao ler em dicionários que anencéfalo é um monstro caracterizado pela ausência de cérebro. Minha filha não nasceu um monstro. Pelo contrario um bebê lindo que carregava características nossas como qualquer outro bebê. Também sofro ao ouvir mentiras tendenciosas como dizer que o bebê que nasce assim não tem vida. Quem não tem vida chora? [...]
Não me sinto no direito de julgar aqueles pais que tomaram decisão diferente, pois agem como um homem que por desespero atente contra a vida do assassino de um ente querido. Entendo seus motivos,mas não posso concordar com seus atos. Se eu concordasse com esta liberação, estaria aceitando que a vida da Giovanna é uma verdade relativa. A um interesse meu de passar ou não por um sofrimento. Se não quero passar por ele, então ela não tem vida. Se aceito, tem vida. Tem vida e pronto. Ponto incontestável na minha experiência de mãe que a vi respirar espontaneamente como qualquer outro bebê.
O governo deveria sim, dar todo o apoio físico e psicológico para esta mulher, para que assim como comigo, o que fique, não seja a dor de ter matado um filho, mas uma dor conformada, pois a protegi enquanto a vida lhe foi possível.
Rio de Janeiro, 10 de setembro de 2008.
Mônica Torres Lopes Sanches.
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Paz e Bem!
Recados Importantes!
Quinta-feira, 9 Outubro, 2008 at 9:45 | In Bioética / Defesa da Vida | 1 CommentTags: abaixo-assinado, aborto, anencefalia, Bioética / Defesa da Vida, ONU, vida
Equador e Brasil: SIM à vida!
Sexta-Feira, 26 Setembro, 2008 at 16:25 | In Bioética / Defesa da Vida | Leave a CommentTags: aborto, anencefalia, Equador

No dia 29 de setembro (segunda-feira) a Igreja celebra o Arcanjo São Miguel, guerreiro celestial contra as forças do demônio.
Rezemos a São Miguel Arcanjo, para que neste domingo (28/set) a população do Equador diga SIM à vida, dizendo NÃO à proposta da constituição abortista do governo comunista de Rafael Correa (leia mais).
Também aqui no Brasil, estamos em batalha contra o aborto de deficientes. Os deficientes da vez são as crianças anencéfalas. Nós, assim como São Miguel Arcanjo, acreditamos que só Deus pode dar a vida, e só Ele pode estabelecer o prazo de vida de cada um de seus filhos. Portanto, com a proteção de São Miguel Arcanjo, sigamos na batalha e façamos nossa parte, para que também o Brasil seja livre do aborto.
Assine o abaixo-assinado que está sendo promovido pelo Movimento Brasil Sem Aborto no endereço abaixo:
http://www.petitiononline.com/DAV2008/
Não deixe de assinar. É bem fácil, bem rápido e bem necessário.
Paz e Bem!
Os Socialmente Inconvenientes
Quarta-feira, 10 Setembro, 2008 at 10:58 | In Bioética / Defesa da Vida | Leave a CommentTags: aborto, aborto seletivo, anencefalia, Bioética / Defesa da Vida, Dr. Ives Gandra Martins, eugenia
Discute-se no Brasil a legalidade do abortamento de bebês anencéfalos. Discute-se a legalidade, mas a imoralidade de tal ato é indiscutível. Pergunto: não deveriam nossas leis estarem alicerçadas em sólidos princípios morais?
O STF convocou audiências públicas, para ouvir os pareceres dos mais diversos possíveis. Sites de notícias espalham enquetes Brasil afora, consultando a opinião dos internautas a respeito. Porém, pouco conteúdo expressivo chega ao público brasileiro, levando-o a refletir sobre as implicâncias morais e sociais da permissão do aborto de anencéfalos.
Faço minha contribuição, trazendo para este blog este artigo, não muito recente, mas muito atual, do excelente Dr. Ives Gandra Martins.
Aproveitem!
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Os Socialmente Inconvenientes
Por Dr. Ives Gandra da Silva Martins*
Duas observações recentes sobre o aborto impressionaram-me. A primeira, externada por Olavo de Carvalho em seu artigo para o Jornal da Tarde (22/01), intitulado “O desejo de matar”, em que afirma “Não havendo certeza absoluta da inumanidade do feto, extirpá-lo pressupõe uma decisão moral (ou imoral) tomada no escuro”, concluindo em relação aos abortistas que “porém, é claro também que nada adianta argumentar com pessoas capazes de mentir tão tenazmente para si próprias”.
A segunda foi feita por Luís Garcia Leme, professor de Geriatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em que diz: os que defendem o aborto, fazem-no porque o nascituro a ser eliminado é “socialmente inconveniente”.
De rigor, a quase unanimidade dos defensores do aborto declara-se contrária a este homicídio uterino, mas alega que, em determinadas circunstâncias, ele se justifica porque o fruto da concepção é indesejável, porque foi concebido conta a vontade, por descuido ou porque o feto está malformado, não se compreendendo que a mãe ou os pais sejam obrigados a sustentar por toda a vida um ser humano deformado ou mal querido, razão pela qual este ser “socialmente inconveniente” deve ser exterminado.
De rigor, poucas são as feministas que sustentam, pura e simplesmente, que o direito ao coito livre pelas mulheres é superior ao direito à vida, justificando-se sempre o assassinato do nascituro sem defesa.
A grande maioria dos abortistas é contrária ao aborto, defendendo sua adoção apenas nos casos dos nascituros “socialmente inconvenientes”.
É exatamente este raciocínio o que mais me preocupa, pois é aquele “alcandorado” de uma certa lógica humanitária, que pretende eliminar problemas de consciência, dos que são obrigados a praticá-lo, para que o feto excetuado, se nascido fosse, não tivesse o dissabor de ser “socialmente indesejado”.
É que o raciocínio de tais abortistas pode ser aplicado a todos os seres humanos, nascituros ou já nascidos. Na África do Sul, antes de Mandela, ou nos Estados Unidos, antes de Lincoln, os “socialmente inconvenientes” eram os negros, que pagavam por este estigma com a escravidão e os serviços vis. Na Alemanha de Hitler, os judeus foram os “socialmente inconvenientes”, sendo os campos de concentração o palco de sua odiosa perseguição e extermínio.
No mundo atual e em todos os países, os socialmente inconvenientes começam a ser os idosos, visto que os valores familiares restam esganados e o homem moderno já não está mais disposto a suportar o “velho inútil”, razão pela qual, na maior parte das vezes, substitui o carinho da vida familiar, para aqueles que já cumpriram sua missão, pelos asilos de velhos, em que a tristeza e a solidão terminam por abreviar sua vida.
Em algumas tribos africanas, os velhos socialmente inconvenientes, são simplesmente eliminados: os socialmente inconvenientes, na Judéia dos tempos de Cristo, eram os leprosos.
No próprio mundo empresarial de hoje os cidadãos com capacidade de trabalho que ultrapassam os 45 anos começam a ser socialmente inconvenientes, sendo afastados quase compulsoriamente.
Enfim, há uma mentalidade de “purificação do ambiente social” que leva ao afastamento e à eliminação dos “socialmente inconvenientes”, na História do mundo e na atualidade, que me deixa cada vez mais preocupado, na medida em que é um raciocínio que, subconscientemente ou não, principia a ganhar foros de realidade aceita pelos “socialmente convenientes”, que podem um dia se tornar “socialmente inconvenientes”.
Creio que a defesa do aborto – que é a eliminação de um ser humano “socialmente inconveniente” – é um passo decisivo para a eliminação da solidariedade humana e a volta do “ideal nacional socialista” de que o mundo só deve ter espaço para “raça pura”, ou melhor, a raça dos “socialmente convenientes”.
* Dr. Ives Gandra Martins é Professor Emérito da Universidade Mackenzie
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Fonte: http://www.providafamilia.org.br/doc.php?doc=doc55011
Paz e Bem!
O descaramento abortista da Audiência do STF
Quinta-feira, 4 Setembro, 2008 at 14:15 | In Bioética / Defesa da Vida | 6 CommentsTags: aborto, anencefalia, eugenia, feminismo, STF
Saiu agora há pouco, entre as “últimas notícias” do site do STF. Queria só fazer alguns comentários. Vamos lá:
Lia Zanotta Machado é mais que uma feminista, ela representou hoje no STF a Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. Já é de se esperar que coisa boa não virá de uma ONG com esse nome. Continuando: essa Lia Machado falou hoje no STF, e em sua participação expôs os depoimentos de quatro mulheres que viveram casos de gestação de bebês anencéfalos e abortaram. Quatro mulheres certamente muito bem “selecionadas”, eu diria. Dona Cacilda, mãe da Marcela, não foi convidada a falar.
Continuando, vejamos algumas falas dos discursos das “mães”, se é que se pode chamá-las assim:
«(…) Lia Zanotta relatou a reação de Erica após receber a informação do médico de que seu bebê tinha um “problema”. Ela logo indagou se o caso tinha solução, mas a resposta foi negativa. Ao receber o consolo de um funcionário da clínica para que tivesse esperança após o nascimento de seu filho, ela retrucou com a idéia de que “nunca um cérebro apareceria do nada”. Convicta de que o bebê não sobreviveria e que a ciência não tinha explicações para o caso, ela encarava o crescimento da barriga durante a gravidez como uma tortura. Então, optou pela antecipação do parto, autorizada enquanto vigorou a decisão liminar do ministro Marco Aurélio, e diz não ter se arrependido. “Se fosse para ser saudável, seria desde o começo”.»
Neste depoimento fica clara a atitude egoísta da mãe. Ao receber a notícia de que seu bebê não estava dentro dos “padrões normais”, ela pensou na própria dor, talvez no próprio sofrimento de ter que gerar uma criança fadada à morte, e que se sobrevivesse exigiria demasiados cuidados e atenção. A mãe só esqueceu de ter a atitude de mãe, ou seja, pensar no bem do bebê. Rejeitou-o. Eliminou-o de sua vida. Preferiu matá-lo do que sacrificar-se.
Outra:
«Camila contou que ficou sem reação após a notícia e que perdeu o total interesse pela sua própria vida. “Não me penteava, não me levantava, era como se eu não quisesse mais viver”. Ela relata que sentir o bebê se mexendo dentro da barriga e viver com a idéia de ter de registrá-lo e enterrá-lo era doloroso. Após 10 dias de espera pela decisão judicial, Camila pode antecipar o parto e pôs fim à perturbação que a cercava.»
Mais uma vez, faltou atitude de mãe. O sacrifício pela prole. Isso é natural em toda mãe, menos naquelas que estão mais preocupadas consigo próprias, com a própria dor. A morte do bebê era eminente, era fato consumado? Não, não era. Poderia ser, caso tivesse sido dado à criança o direito básico de nascer. Mas não era fato consumado. Camila preferiu consumá-lo com suas próprias mãos a esperar a morte natural de sua criança.
«Michele, o último caso a ser relatado, enfrentou dificuldades para engravidar e se submeteu a tratamento especial para conseguir ter o primeiro filho. “Ele foi desejado, amado, esperado”. Após um ano de tentativas veio a confirmação da gravidez e junto o diagnóstico de anencefalia. Presente na audiência, ela falou que, no primeiro ultra-som, quis dar continuidade à gravidez, mas após a terceira confirmação do diagnóstico decidiu pela antecipação do parto.»
Testemunhamos o nascimento de mais um eufemismo para o aborto: “antecipação do parto”. Bonito… soa como um procedimento médico de praxe. Mas na verdade trata-se de assassinato mesmo, pois ao contrário de um parto normal, faz-se pouco (na verdade, nada) pra tentar garantir a sobrevivência do bebê de forma digna, até a morte natural.
Quanto ao caso de Michele, ela diz que o bebê “foi desejado, amado, esperado”, mas só até o momento em que se descobriu que ele era deficiente. Procure no dicionário: “eugenia”.
Enfim, tenhamos piedade dessas pobres… “mães”, e rezemos para que o Autor da Vida, o Único que tem direito de dá-la ou tirá-la, também tenha!
Acrescentado:
Segundo a professora Lia Zanotta, todas viveram na certeza da morte cerebral já ocorrida ou da curta duração após o parto, com vida vegetativa. Porém, segundo a Dra. Cinthia Specian, não é possível aplicar o protocolo para diagnóstico de morte encefálica indicado pelo Conselho Federal de Medicina em fetos. Mais que isso: para aplicar o protocolo é preciso que se tenha passado 7 dias de vida extra-uterina.
Paz e Bem!
Notícia original: http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=95544
Não deixe de ler…
Sexta-Feira, 29 Agosto, 2008 at 10:02 | In Bioética / Defesa da Vida | 1 CommentTags: aborto, anencefalia, Bioética / Defesa da Vida, Reinaldo Azevedo, STF

«As ditas católicas [pelo direito de decidir] não são favoráveis ao aborto de anencéfalos apenas. Não! Elas são favoráveis ao aborto, qualquer um. De fetos com cérebro também. Para elas, um miolinho a mais, um a menos, tanto faz. Que lógica explica o convite? Não falam em nome dos católicos. Falam em nome de sua entidade.
(…)
Já passou da hora de a hierarquia católica brasileira declarar a excomunhão dessas senhoras – porque se auto-excomungaram. É um procedimento da religião que elas abraçaram. Ou sigam os preceitos ou caia fora. Felizmente, existe o direito de decidir não ser católico.»
Os trechos acima são do post “O Aborto e a Teologia Achada na Sarjeta” (clique para ler na íntegra), que Reinaldo Azevedo publicou em seu blog na última terça-feira, por ocasião do início da audiência pública do STF sobre a questão se é ou não constitucional a “interrupção da gravidez de fetos anencéfalos”, ou, pra falar um português claro, assassinato de crianças deficientes, eugenia, etc.
Há também diversos blogs pró-vida que tem feito uma abordagem excelente do assunto (ao contrároi da maioria dos que foram convidados a palestrar naquela “encenação” que o STF chama de “audiência pública”):
Paz e Bem!
Dica de leitura
Terça-feira, 26 Agosto, 2008 at 14:48 | In Bioética / Defesa da Vida | Leave a CommentTags: aborto, anencefalia, Bioética / Defesa da Vida, Marcela de Jesus, STF
«(…) a dignidade humana não consiste em ter ou não ter cérebro. O que acontece, então? Trata-se do pleito pelo direito de matar o deficiente, o direito ao aborto eugênico. Não tem cérebro? Mata. Tem problema genético? Mata. É incapaz de ser útil à sociedade de consumo? Mata.»
Leia n’O Possível e O Extraordinário:
Paz e Bem!
Marcela “de Jesus”
Segunda-feira, 4 Agosto, 2008 at 11:02 | In Bioética / Defesa da Vida | 2 CommentsTags: anencefalia, Marcela de Jesus, pró-vida

Marcela de Jesus Ferreira
* 20/11/2006 – † 31/07/2008
Agora Marcela é, mais do que nunca, de Jesus.
Que ela esteja, hoje e sempre, intercedendo pelos médicos obstetras, e pelas mamães de bebês anencéfalos do passado, do presente e do futuro.
Paz e Bem!
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