“Papa tem razão: Aids não se detém com o preservativo”

Terça-feira, 13 Outubro, 2009 at 9:31 | In Moral e Sexualidade | Leave a Comment
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“Papa tem razão: Aids não se detém com o preservativo”

Entrevista aos doutores Renzo Puccetti e Cesare Cavoni

Por Antonio Gaspari

ROMA, quarta-feira, 7 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Suscitaram polêmica as declarações do cardeal de Gana, Peter Kodwo Appiah Turkson, a respeito do uso do preservativo entre um casal no qual um dos dois tem Aids.

Respondendo às perguntas de um jornalista, o relator geral do Sínodo dos Bispos para a África explicou que é mais eficaz investir em fármacos antirretrovirais que em preservativos para conter a propagação da Aids.

A resposta reabriu o debate sobre o uso dos preservativos como técnica para combater a expansão do HIV.

Sobre a questão já se havia expressado o Papa Bento XVI e se desencadeou uma tormenta nos meios de comunicação.

Para tentar compreender quais são os argumentos que subjazem ao debate e que parecem implicar tantos interesses, ZENIT entrevistou os doutores Renzo Puccetti e Cesare Cavoni, o primeiro médico e o outro professor de Bioética e jornalista de Sat2000, condutor do programa “2030 entre ciência e consciência”, que acabam de entregar ao editor o livro em italiano Il Papa ha ragione! L’Aids non se ferma con il condom (Fede & Cultura).

– O que pensam das declarações do cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson com respeito ao uso de preservativo?

– Puccetti: Ao ler os jornais, fiquei surpreso, mas logo li a transcrição da intervenção do cardeal e então compreendi que se tratava de mais um caso de distorção da mensagem. O cardeal, em primeiro lugar, não se deteve em uma avaliação moral da questão; ao mesmo tempo, através de suas declarações, não se afastou para nada do constante ensinamento moral da Igreja.

O cardeal reconhece, como é lógico, que junto aos fármacos antirretrovirais, o uso do preservativo se opõe à propagação da Aids nos casos em que não se recorre à abstinência e à fidelidade. Está-se falando portanto de tudo que teoricamente pode ser utilizado.

O cardeal fala da experiência dos centros de saúde de Gana e da Igreja Católica, segundo os quais nas famílias nas quais se propôs o preservativo, este funcionou só se estavam decididas a manter a fidelidade. O cardeal recordou que, também no caso de pessoas sorodiscordantes, o recurso ao preservativo é fonte de uma falsa segurança, agravada pelo fato de confiar em uma manufatura.

Quando o presidente de Uganda deu luz verde à estratégia ABC (Abstinence, Be faithful, Condom) que se revelou muito eficaz em combater a epidemia da Aids e que logo foi tomada como modelo com igual êxito em outros países africanos, dizia coisas bastante similares ao que disse o cardeal: a vida não pode ser colocada em jogo confiando-a a uma fina capa de látex.

– Mas o preservativo serve ou não para deter a Aids?

– Puccetti: Não é fácil responder de forma taxativa, mas se tenho que dizer se o preservativo serve para deter a Aids nas epidemias generalizadas, a resposta que posso dar segundo o corpo de conhecimentos científicos disponíveis é “não”.

Para que pudesse funcionar, o homem deveria ser não muito diferente que um rato em uma jaula à qual antes de cada cópula alguém dosa o preservativo. Nesse caso, o preservativo poderia ser útil.

Mas como o homem não é um rato, não vive em jaulas e não há profissionais dispostos a dosar-lhe o preservativo, não há que surpreender-se de que a eficácia teórica não aconteça na vida real.

– Por que decidiram escrever um livro sobre este tema?

– Cavoni: Este livro nasce de uma triste constatação, a de que com frequência a informação fala de fatos que não conhece e, também, os deforma. É o que aconteceu durante a primeira visita do Papa à África em março deste ano.

O livro nasce desta tristeza e, também, da raiva de ver pisoteados os princípios fundamentais de uma correta informação. Ao mesmo tempo, parecia-nos necessário dar a conhecer ao público os fatos assim como sucederam e, de algum modo, abrir os olhos da opinião pública, de modo que não tome como ouro fino torpes instrumentalizações, perpetradas por motivos ideológicos, por superficialidades, ou por ambos fatores.

– Quais os argumentos para dizer que o Papa tinha razão?

– Puccetti: O livro está articulado em duas partes. Na primeira, reconstruiu-se com fidelidade absoluta o trabalho de descrição das declarações do Santo Padre; da leitura do livro se faz sumamente evidente a progressiva distorção da mensagem realizada com adendos, omissões, substituições. Logo, transcrevemos, como fazem vocês com as do cardeal Turkson, as palavras exatas do Papa ao jornalista francês que fez a pergunta sobre o preservativo. Na segunda parte do livro, resumimos o melhor que pudemos o panorama de conhecimento oferecido pela literatura científica internacional enquanto a aplicação clínica da prevenção mediante a promoção do uso do preservativo.

Dedicamos especial atenção aos números, porque consideramos que podem ser uma base de discussão compartilhada à margem da orientação religiosa.

Quando um interlocutor meu se mostra surpreso se declarações de eminentes cientistas confirmam o que diz o Papa, não posso senão deduzir disso o escasso conhecimento dos dados que no curso dos anos se sedimentaram e da amplitude das vozes que, em revistas internacionais como The Lancet ou o British Medical Journal, replicaram aos editoriais daquelas mesmas revistas.

– Por que tanto clamor pelas palavras do Papa e como se produziu a desinformação?

– Cavoni: Todos os maiores jornais nacionais e internacionais se lançaram, direta ou indiretamente, contra o pontífice, réu de ter dito que os preservativos não resolvem os problemas da África e sim, os agravam. As críticas se acentuaram logo no momento em que chegaram as observações, mais ferozes, por parte de vários expoentes de governos europeus e inclusive a resolução do Parlamento belga que pedia ao Papa que desmentisse o afirmado.

A questão é que quem toma posições tão fortes, se presume que saiba o que disse em verdade o Papa; e ao contrário não foi assim: todos falavam mas pouco haviam escutado. Tanto é assim que, em um segundo momento, muitos cientistas confirmaram os conceitos expressados por Bento XVI.

Temos de pensar que, para muitas pessoas, a primeira e única fonte de informação, ou de simples conhecimento da realidade circundante, está determinada por jornais e telejornais. Está vigente ainda, em suma, o clássico “foi dito no telejornal”, ou o “li no jornal”, e isto para confirmar a veracidade do que se soube.

Os meios de informação adquirem um princípio de autoridade potentíssimo. Se portanto as coisas, os fatos, as notícias apresentadas se baseiam em reconstruções parciais, o leitor receberá em presente uma leitura da realidade deformada, que não corresponde à verdade. Com esta técnica se pode inclusive criar uma realidade virtual paralela à real.

Se eu, devendo informar sobre as palavras do Papa, e comentá-las, não o escuto e não reproduzo corretamente, corro o risco de comentar algo que não se disse ou se disse de modo substancialmente diferente.

O problema das fontes jornalísticas, que devem ser acessíveis, etc, das que se fala tanto nestas semanas, não vale apenas, para as atas públicas das fiscalização, mas para o abc do jornalismo: ser testemunha de tudo o que se dispõe a descrever.

Não estamos falando de uma nebulosa objetividade, de imparcialidade; não, estamos falando do fato de que devo estar presente no cenário do fato que descrevo. E se isto não é possível, visto que no caso específico, não todos os jornalistas podem estar no séquito do pontífice, quando menos me permito voltar a escutar, palavra por palavra, o que de verdade disse o Papa e por que o disse.

Ao contrário, muitos se fiaram do que haviam ouvido dizer, de um primeiro texto, incorreto. O resto é história comum de desinformação.

Fonte: http://www.zenit.org/article-22894?l=portuguese

Protejam suas crianças!!!

Quarta-feira, 26 Novembro, 2008 at 13:59 | In Moral e Sexualidade | 9 Comments
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Inocência RoubadaO que o Reinaldo Azevedo publicou hoje em seu blog é suficiente pra deixar qualquer pai e mãe com um mínimo de senso moral de cabelo em pé!

O Reinaldo recebeu a denúncia de um pai contra o kit fornecido para as escolas públicas pelo Ministério da Saúde, para auxiliar no Programa de Saúde e Prevenção. O kit, do qual o Reinaldo publica também algumas fotos (algumas porque alguns itens do kit são na verdade material pornográfico e portanto impublicáveis, como um pênis de borracha por exemplo), é utilizado para aulas práticas de “como vestir a camisinha” para meninos e meninas a partir de 12 anos (!!!). Entre as fotos se vê um diafragma, uma camisinha feminina, e uma caixa de pílulas do dia seguinte, ‘medicamento’ abortivo.

Segundo o Reinaldo, o pai que fez a denúncia procurou a diretora Mara Cristina Pacci Lainetti, da escola onde estuda sua filha de 13 anos, para protestar. A diretora da escola que leva indignamente o nome de um Papa da Igreja, Escola Estadual Pio X, de São José do Rio Preto, teria recomendado ao pai que retirasse sua filha da escola.

Segue trecho da carta aberta que este pai, João Flávio Martinez, escreveu à escola:

«Não quero nem discutir se a escola deve ou não orientar sexualmente as crianças, porque isso nem cabe discussão – A escola deve e precisa orientar sexualmente as crianças e adolescentes.
A problemática gira em torno da metodologia adotada pelo Estado. Diante disso, perguntamos ao Estado:
- Será que não estamos passando do limite ao levar em uma sala de aula um pênis de borracha para que crianças de 11 a 14 anos vistam com camisinha esse objeto?
- Será que não estamos extrapolando o bom senso ao obrigar uma criança a ir a um posto de saúde e pedir uma camisinha e depois obrigá-la a colocar no tal pênis de borracha na frente de todos?
(…)
- Pra que falar de pílula do dia seguinte a ouvintes tão pequenos, se o remédio é somente vendido sob prescrição médica e para maiores de idade?
(…)
Diante desse quadro vamos analisar o que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente:
1) Quando o Estado e a Escola preparam uma metodologia ou algum projeto educacional para adolescentes, pais e responsáveis têm o direito de ser plenamente informados do que está acontecendo. (…) entendo que os pais deveriam ser informados e deveriam ter visto o KIT PEDAGÓGICO para aulas de sexo (Cf. no ECA Art. 53, parágrafo único).
2) Essa orientação sexual deve respeitar a cultura, o ambiente, e o sistema educacional que essa criança já tem em casa (Cf. ECA Art. 58), ou seja, os valores familiares não devem ser atropelados pelas metodologias do Estado.
(…)
4) Uma criança nunca poderá ser exposta a uma cena constrangedora ou a um espetáculo que explicite objetos ou fotos pornográficos (Cf. ECA Arts. 74, 75, 77, 78, 79, 240).
(…)»

Por incrível que pareça, ainda existe quem taxa os que defendem o homeschooling de caretas, quadrados, reacionários, radicais, alienados, entre outras palavras mais “bonitinhas”. Querem o quê? A alternativa é deixarmos nossos filhos expostos a esse tipo de depravação. Já não se pode mais ter o direito de decidir o tipo de educação que nossos filhos irão receber. Apenas se esquecem que esse é um direito humano, e está na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que está fazendo 60 anos:

Art. 26 - Os pais têm o prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.

A leitura do blog do Reinaldo, apesar de um pouco longa, é indispensável para todos os pais que querem o bem de seus filhos. Não deixem o Estado roubar a inocência de seus filhos:

http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/11/protejam-suas-crianas-do-molestamento.html

***

A propósito, conforme está sendo divulgado pelo P.A. e outros blogs já há algum tempo, o C-FAM, Catholic Family & Human Rights Institute, está fazendo um abaixo-assinado mundial pra ser enviado à ONU em dezembro, para que, aproveitando a ocasião do aniversário de 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, exija-se que os Estados membros façam uma interpretação adequada da mesma (já que alguns Estados, pressionados por organizações abortistas, feministas e outros “istas” desintegradores da família internacionais têm feito interpretações bem diferentes da proposta original da Declaração). O abaixo-assinado pede a devida consideração para:

a) O direito à vida de cada ser humano, da concepção até a morte natural, tendo cada criança o direito de ser concebida, nascida e educada no seio de uma família, baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher, sendo a família o grupo de unidade natural e fundamental da sociedade, e

b) O direito de cada criança de ser educada por seus pais, que têm a prioridade e o direito fundamental de escolher o tipo de educação que deve ser dada a seus filhos.

Se você ainda não assinou este abaixo-assinado, vá até o endereço abaixo e faça-o ainda hoje, não leva mais do que 5 minutos!

http://www.c-fam.org/publications/id.101/default.asp

Paz e Bem!

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Post-Scriptum [26/nov - 15h34] - O Jorge Ferraz também comentou (com muita lucidez e propriedade, diga-se de passagem) sobre o assunto do kit do Ministério da Saúde para as escolas públicas em seu blog. Clique para ler.

A Igreja Católica e a AIDS

Domingo, 9 Novembro, 2008 at 15:12 | In Moral e Sexualidade | Leave a Comment
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Igreja e AIDS

Na última semana houve muita repercussão de uma notícia do Jornal O Globo: “Pastorais desafiam Igreja e defendem camisinha”. Nessa reportagem, alguns membros de pastorais e até mesmo um sacerdote, contradizem frontalmente os ensinamentos da Igreja a respeito do uso de preservativo, entre outras coisas assombrosas.

Neste post do dia 5 de novembro eu já fiz alguns comentários e indiquei outros blogs falando sobre o assunto. E hoje, publico este artigo de Dom Fernando que recebi por e-mail e que também vem muito a calhar.

Boa leitura!

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A IGREJA CATÓLICA E A AIDS

Dom Fernando Arêas Rifan*

A respeito do uso dos preservativos no combate a AIDS, sempre volta a acusação contra a Igreja Católica, por entravar a “ciência” e o “progresso tecnológico” na erradicação dessa epidemia, ao ser contra seu uso e distribuição.

Mas, ao contrario do que a acusam, a Igreja se empenha e quer usar os melhores e mais eficazes meios para combater tal epidemia, meios que não sejam moralmente ilícitos nem tenham efeitos colaterais imorais graves e contra a natureza.

Porque o fim não justifica os meios. Uma boa finalidade não justifica o emprego de meios imorais e ilícitos. O meio mais eficaz de erradicar a AIDS seria promover a morte de todos os aidéticos, o que não só lhes tiraria o sofrimento como eliminaria a doença. Mas essa solução é inimaginável e abominável, já que é imoral e ilícita, por melhor que seja a finalidade ou a intenção.

Além dos 10 Mandamentos da Lei positiva divina, a Igreja defende a moral natural, tudo o que esteja de acordo com a natureza, provinda também de Deus. Tendo também o aspecto unitivo no matrimônio, o ato sexual, pela própria natureza, tem como finalidade a procriação; portanto, essa finalidade natural não pode ser artificial e voluntariamente excluída, isto é, por outras palavras, todo ato sexual deve estar aberto à procriação.

A promiscuidade, a imoralidade, a devassidão sexual, a infidelidade conjugal e a prática dos atos homossexuais, contrários à natureza, são reconhecidamente uma das principais causas da AIDS.

Nos países como Uganda, onde se promoveu o incentivo à abstinência sexual até o casamento e à fidelidade conjugal, houve avanços na contenção da AIDS, ao passo que o esforço maciço na promoção do uso dos preservativos artificiais tem sido em geral um fracasso.

E quem não reconhece que a distribuição de preservativos promove a promiscuidade sexual, a facilidade das relações extraconjugais e a devassidão moral, que são, em última análise, a causa principal dessa epidemia?

Assim, a Igreja, propagando a castidade, a formação e o uso correto da sexualidade humana e a fidelidade conjugal, está promovendo a verdadeira prevenção a essa doença e contendo o seu avanço. A distribuição de preservativos artificiais, cujo uso é imoral e incentivador da promiscuidade, só a faria avançar mais.

Ademais, além desse aspecto negativo do combate preventivo, há que se relembrar o que a Igreja tem feito em prol dos atingidos por essa grave e incurável enfermidade.

Em entrevista à Direção nacional alemã das Pontifícias Obras Missionárias “missio Aachen”, o representante do programa das Nações Unidas de combate à Aids, UNAIDS, destacou o papel importante desenvolvido pela Igreja Católica na luta para debelar esta doença. “A Igreja Católica é um ótimo parceiro na luta contra a AIDS”, disse Desmond Johns, diretor do Escritório do UNAIDS em Nova York, recordando principalmente o empenho da Igreja no setor da saúde nos países mais pobres do mundo, e em especial no tratamento das pessoas contaminadas com o vírus HIV e o apoio oferecido às viúvas e aos órfãos (Agência Fides, 16/1/2004).

Recordando a cooperação do seu Escritório com a Igreja Católica nos vários países, Desmond Johns destacou também a contribuição oferecida pelas escolas dos missionários na promoção da educação: “As organizações católicas têm uma importância fundamental na luta contra a AIDS também no que diz respeito às campanhas de sensibilização entre as pessoas e os responsáveis locais”. Missio Aachen apóia projetos de luta contra a AIDS na Ásia, Oceania e África para dar às pessoas atingidas melhores perspectivas para o futuro.

No Brasil, a Igreja se empenha em apoiar e desenvolver campanhas educativas, formativas e informativas que visam ampliar os conhecimentos de toda a população, especialmente dos adolescentes e jovens, para que tenham um estilo de vida saudável, comportamentos pautados nos valores humano-cristãos, com um trabalho de prevenção e conscientização e não, simplesmente, na mera distribuição de preservativos. A Igreja no Brasil já assumiu o serviço de prevenção de HIV e da assistência a soro-positivos e, sem preconceitos, acolhe, acompanha e defende o direito à assistência médica e gratuita daquelas e daqueles que foram infectados pelo vírus da AIDS.

O próprio Ministério da Saúde declara: “Respeitamos a Igreja Católica, reconhecemos a contribuição que ela tem dado na luta contra a Aids no Brasil. Desde o início da epidemia, a Igreja acolheu e amparou os órfãos da Aids; criou esquemas de ajuda aos moradores de rua; fundou creches e instituições para dar assistência aos portadores; criou, inclusive, a Pastoral da Aids”.

* Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

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Paz e Bem!

Comentários e leituras

Quarta-feira, 5 Novembro, 2008 at 9:21 | In Bioética / Defesa da Vida, Moral e Sexualidade, Política | 1 Comment
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Gostaria de fazer a meus leitores alguns comentários e sugerir algumas leituras de outros blogs, sobre assuntos de vários temas atuais, porém com estreita relação com os temas centrais do P.A.:

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No domingo, 02 de novembro, o jornal O Globo publico em sua versão on-line a notícia “Pastorais desafiam Igreja e defendem camisinha”. Alguns blogueiros fizeram um excelente trabalho procurando  ”pôr os pingos nos is” desta reportagem que trouxe muita vergonha aos católicos brasileiros. É o caso, por exemplo, do Jorge Ferraz, que no post Uganda e CNBB faz uma contraposição entre a política de distribuição de camisinhas e a política da Uganda, que foi o único país do mundo a obter resultados positivos no combate à AIDS. A diferença é que a Uganda, ao invés de distribuir camisinhas, incentivando seus cidadãos ao sexo e à promiscuidade, promove a fidelidade e a abstinência. Tudo como a Igreja sempre pregou.

Também Julie Maria nos trouxe um belo esclarecimento sobre a questão, contrapondo aos despautérios lidos na reportagem a Doutrina Perene da Igreja. Leia em Pastorais, Aids e Doutrina da Igreja.

O William Murat, do blog Contra o Aborto, por sua vez, diz abertamente que Não precisamos disto. Ele está certo: não precisamos mesmo! Ele também mostra o que Dom Pedro Luiz Stringhini, o mesmo bispo da região onde aconteceu a polêmica reunião de padres pró-Marta Suplicy, tem a ver com essa questão. Além disso, no post Oito anos se passaram e o problema permanece, o William traz a reveladora informação de que o padre pró-camisinha da reportagem já havia levado um puxão de orelha de D. Cláudio Hummes há 8 anos atrás pelo mesmo motivo. 

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O abortista Barack Obama é o primeiro presidente negro dos EUA. A Planned Parenthood, uma das maiores organizações abortistas do mundo, recebem doações específicas para abortos de bebês negros. Saiba mais lendo Acabou, no blog O Possível e O Extraordinário (por Wagner Moura).

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Jorge Ferraz também escreveu em seu blog, Deus lo vult!, um Elogio à censura. Ali o Jorge mostra como a censura, ao contrário do “monstro” que tentam pintar — principalmente as mentes revolucionárias-esquerdistas-marxistas — é na verdade um instrumento para o bem social, se bem utilizada, uma vez que pode proteger membros indefesos da sociedade — como as crianças, por exemplo — da exposição aos vícios e aos erros. Vale a pena!

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Paz e Bem!

Na virada da Vida contra a AIDS, a Índia é a bola da vez

Sexta-Feira, 1 Agosto, 2008 at 11:01 | In Moral e Sexualidade, Política | 4 Comments
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Dias atrás, vários blogs católicos (por exemplo: este, este, este e este) e também não-católicos (por exemplo: este) deram destaque ao programa anti-AIDS da Uganda, que conseguiu resultados extaordinários ensinando à população que o remédio contra a expansão da AIDS não é o sexo [pseudo-]seguro com a camisinha, mas a castidade, ou seja: fidelidade conjugal e abstinência.

Nada de novo pra quem conhece a moral sexual da Igreja Católica. É isso aí que a “Mãe” ensina.

Agora, é a Índia que, a exemplo da Uganda, está rejeitando a política anti-AIDS da ONU (sexo “seguro”, camisinha, etc.) e adotando a política baseada na doutrina da Igreja. O anúncio foi feito anteontem pelo NCERT – National Council of Education Research and Training (Conselho Nacional de Treinamento e Pesquisas da Educação), após um encontro entre responsáveis por este órgão e o NACO – National AIDS Control Organization (Organização Nacional para o Controle da AIDS). Vejamos o que disse Sujatha Rao, diretor-geral da NACO:

“Não haverá menção a camisinha ou sexo seguro nos materiais para o programa de educação revisados. Ao contrário disso, nós focaremos nas aspirações dos jovens e falaremos também sobre ser fiel a um parceiro e sobre abstinência. Não pode haver hipocrisia sobre este assunto.”

E ele completa:

“Os jovens precisam receber as informações certas. Nossas crianças estão crescendo em um ambiente muito inseguro.”

Amém! E que a moda pegue! =]

Fonte: LifeSiteNews.com

Paz e Bem!

AIDS, homossexualismo, grupos de risco e O.M.S.

Quarta-feira, 11 Junho, 2008 at 12:37 | In Moral e Sexualidade, Política | 5 Comments
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Do blog do Reinaldo Azevedo:

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AIDS: OMS finalmente admite o que as ONGs e o lobby gay esconderam por 25 anos

A notícia está no jornal britânico The Independent. A Organização Mundial de Saúde confirma o que todos já sabíamos mais ou menos intuitivamente ou observando o que se passa ao redor: INEXISTE A AMEAÇA DE UMA EPIDEMIA DE AIDS ENTRE HETEROSSEXUAIS. A exceção é a África Subsaariana, onde ela já está presente. A informação é do chefe do departamento para HIV/aids da Organização Mundial de Saúde (OMS), Kevin de Cock – e nada de fazer trocadilho com o nome do homem… Ele também confirmou outra coisa que já sabíamos: fora da África, a doença é um problema grave entre homossexuais masculinos, usuários de droga e os chamados “trabalhadores do sexo” e seus clientes.

O que se noticiou, vejam lá, é que a ameaça da epidemia entre heterossexuais “desapareceu”. Bem, não pode ter desaparecido o que nunca existiu. Até porque a lógica indica o óbvio: como a informação era falsa, as políticas de combate à contaminação mundo afora foram pautadas pela mentira. Logo, o “desaparecimento” nem pode ser atribuído à eficiência do combate.

A questão é saber por que isso aconteceu. É simples. A pauta da OMS e de todos os organismos encarregados de combater a doença serviu ao lobby politicamente correto dos gays e de suas ONGs. Em alguns países, como é o caso do Brasil, grupos militantes respondem pelas políticas antiaids, a começar das campanhas publicitárias. Quem não se lembra? Passou a ser proibido falar em “grupos de risco”. Agora a OMS admite: eles existem.

Ora, África subsaariana, com grande contaminação de heterosseuxuais, e os grupos de risco fora daquela região indicam o óbvio: a aids contraída pela via sexual, a maioria dos casos, é uma doença do comportamento promíscuo, sim. Mas afirmá-lo era considerado “preconceito”, “discriminação”. Eu sei o quanto apanhei aqui e já no Primeira Leitura quando criticava as campanhas públicas de combate à doença, centradas exclusivamente no uso da camisinha. Mais: incentivam justamente a promiscuidade e o sexo irresponsável. Vocês encontram muitos posts no blog a respeito desse assunto.

Ah, mas qualquer abordagem que fugisse da pregação supostamente libertária era considerada coisa de carola, de reacionário católico. Por incrível que pareça, nem mesmo se dizia que o sexo entre duas pessoas saudáveis pode produzir neném, mas não doença… Numa das propagandas, um sujeito acordava assustado com alguém dormindo a seu lado, na cama. Ele nem lembrava como aquele “corpo” tinha ido parar lá. Só se tranqüiliza quando vê o invólucro da camisinha rompido. Acho que não preciso analisar a mensagem, né? Numa outra, um garoto tenta dar um pega na namorada no meio-fio mesmo. Ela pergunta: “Tem camisinha?” Sei, com o preservativo, vai na calçada mesmo…

Uganda é um caso raro de sucesso de combate à doença na África. E a campanha pública incentiva, olhem que esquisito!, castidade para os solteiros e fidelidade para os casados. Fala-se em camisinha, sim. Mas o centro da pregação é a responsabilidade individual. O número de contaminados caiu espantosamente. Nos países vizinhos, é um flagelo. Estou fazendo um uso moralista do assunto? Eu não. Só estou deixando clara a conclusão a que chegou a OMS, embora ela evite chamar as coisas pelo nome: a aids é uma doença típica da promiscuidade sexual – e, por razões que não vêm ao caso agora, boa parte dos gays masculinos opta pelo comportamento de risco.

Mesmo a matéria do Independent contribui para alguma confusão. Informa que a OMS é alvo de ataques por ter superestimado o risco da epidemia de aids, o que teria prejudicado o combate a outras doenças. E também diz que programas de abstinência sexual tiveram prioridade, em vez do uso da camisinha. Besteira! Onde é que a abstinência foi incentivada? Que eu saiba, só em Uganda. Mas os resultados são positivos, não negativos.

Volto à minha tese de sempre. Controlada a contaminação por transfusão de sangue, a aids é uma doença do comportamento, que vinha sendo tratada como um fatalismo da vida moderna. Não é. A Organização Mundial de Saúde demorou 25 anos para admitir isso. E só o fez porque, no mundo inteiro – exceção feita à África -, o número de heterossexuais infectados é muito baixo. Já o de contaminados entre os grupos de risco segue estável – e alto. O que eles têm em comum? Não gostam de limites – e, com freqüência, quem não aceita limites rejeita até a camisinha.

Fazer sexo, qualquer tipo de sexo, é uma escolha. Já escrevi umas 300 vezes: camisinha não é uma categoria moral. Mas, é claro, ninguém dirá que, nesse caso, João Paulo 2º e Bento 16 sempre estiveram certos, e os “cientistas” que cederam ao lobby, errados. Então eu digo. *

*Justiça se faça: muitos médicos sempre trataram como bobagem o risco da epidemia entre heterossexuais. Conheço alguns. Por que nunca se manifestaram? Porque nem todo mundo tem paciência para comprar briga. Isso é pro Diogo, pra mim, pro Olavo. Vocês sabem como muita gente no Brasil, a começar dos jornalistas, querem apenas ser boas pessoas, ainda que isso custe alguns desastres.

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