PT pune deputados pró-vida

Sexta-Feira, 18 Setembro, 2009 at 12:07 | In Bioética / Defesa da Vida, Política | Leave a Comment
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Parabéns ao PT por deixar claro até onde vai sua “luta pela liberdade”, ou seja, até quando o uso da liberdade começa a ferir os interesses do partido.

PT pune deputados Luís Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC) pela posição contrária ao aborto dos dois deputados.

Agora todos sabem aquilo que muitos já sabiam: que é impossível ser católico e petista ao mesmo tempo.

Leia mais:

Paz e Bem!

Update

Ler também: As mulheres do PT contra as mulheres por nascer, n’O Possível e o Extraordinário.

Sobre filhos e valores, ou melhor, imposição de valores

Quinta-feira, 3 Setembro, 2009 at 8:47 | In Bioética / Defesa da Vida, Filhos / Educação dos Filhos, Matrimônio e Família | 1 Comment
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«O casal nunca abortou um filho – e, como se sabe, o procedimento do aborto movimenta uma indústria de milhões de dólares nos EUA. O motivo da “inconveniência” da família Duggar é que ela vive bem usando roupas usadas e sem receber “dinheiro público” para cuidar de seus filhos.»

Leia n’O Possível e O Extraordinário sobre o casal Duggar, do Arkansas, nos EUA; sobre seus 18 (quase 19) filhos; e principalmente sobre o que isso tem a ver com o dinheiro movimentado pela indústria do aborto.

Paz e Bem!

Dona Ébete volta a atacar

Segunda-feira, 20 Julho, 2009 at 11:27 | In Feminilidade / Anti-Feminismo | Leave a Comment
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Alguém se lembra da Dona Ébete Nuñes? Pra quem não se lembra, basta clicar aqui.

Ela voltou a atacar, desta vez no blog Contra o Aborto, do venerável companheiro de cruzada, William Murat. Mais uma vez, ela deu de cara com alguém vacinado contra seus desvarios. A “quixotesca feminista malufista” está impagável e imperdível. Clica: http://contra-o-aborto.blogspot.com/2009/07/quixotesca-feminista-malufista.html

Paz e Bem!

A mentalidade contraceptiva faz mal à família

Terça-feira, 7 Abril, 2009 at 23:30 | In Matrimônio e Família, Moral e Sexualidade | Leave a Comment
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Sexo sem conseqüências, mundo sem compromisso
Por Christopher Tollefsen

Um mundo moldado pela contracepção está longe de ser favorável ao casamento e à família.

A 25 de julho de 1968, o Papa Paulo VI publicou um documento, Humanae Vitae, em que se declarava que a pílula era incompatível com a moral católica. Teria esse fato conduzido a sua Igreja a décadas de irrelevância moral ou feito da Igreja um farol de clareza moral? Nesta entrevista, publicada originalmente no site MercatorNet, o filósofo norte-americano Christopher Tollefsen disseca do ponto de vista moral o movimento em favor dos anticoncepcionais.

MercatorNet: Recentemente, você escreveu sobre a fertilização in vitro (FIV) e outras técnicas similares que separam o sexo da reprodução, sobre os problemas éticos e as profundas implicações para o homem que elas têm. Mas gostaria que voltássemos um pouco no tempo para tratar da primeira tecnologia a separar o sexo da reprodução – os contraceptivos, especialmente a pílula, um produto eficaz e produzido em massa. Esses dois desenvolvimentos tecnológicos do século XX estão relacionados? Podemos dizer que um levou ao outro?

Christopher Tollefsen: São como os dois lados da mesma moeda. A sexualidade e a procriação, quando unidas no casamento, são as duas facetas de um bem grande e realizador, e ambas aperfeiçoam a vida dos cônjuges. Ao mesmo tempo, trazem consigo responsabilidades significativas, como todos os bens: não nos é fácil para praticar a virtude da castidade, dentro e fora do matrimônio, nem estar abertos ao dom de uma nova vida como fruto natural do amor entre os esposos.

A pílula permite que nos livremos da carga que supõe a conexão da sexualidade tanto com o matrimônio como com os filhos. Teremos as crianças de acordo com as nossas regras agora – talvez num casamento, talvez não. E a conseqüência lógica disso é que a FIV nos permite controlar mais e melhor a procriação. Em alguns casos, a FIV constitui uma reposta compreensível, embora eu a julgue errada, à incapacidade de conceber de alguns casais. Acontece que cada vez mais tem sido usada para garantir que teremos os tipos de filhos que quisermos, filhos livres de alguma doença, por exemplo, ou dotados de certos atributos que outros não têm.

Infelizmente, tanto a contracepção como a reprodução assistida são hoje vistas não apenas como coisas aceitáveis, mas como obrigações morais. Em última análise, penso que o assunto tem a ver com a nossa recusa em aceitar qualquer coisa que escape totalmente ao nosso controle – não é atrativo encarar a vida humana e a sexualidade como dons, porque isso revelaria que não somos os autores integrais da nossa própria existência. E, tristemente, a nossa resposta ao sofrimento, mesmo o sofrimento da esterilidade, segue essa mesma linha. O sofrimento é inteiramente um mal e deve ser rejeitado precisamente por estar fora do nosso controle, por ser uma ameaça à nossa “divindade” (a nossa descrição do sofrimento como algo “gratuito” também traz o caráter de algo que não escolhemos). Mas o cristianismo sempre ofereceu uma resposta redentora para os nossos sofrimentos ao ligá-los com os sofrimentos de Alguém que, sendo Deus, assumiu a forma de escravo.

MercatorNet: Houve uma reação negativa generalizada, entre os católicos inclusive, quando o Papa Paulo VI publicou a sua encíclica sobre a vida humana – Humanae Vitae - em que explicava por que a contracepção (diferentemente da abstinência periódica) era inaceitável do ponto de vista teológico e mesmo do ponto de vista meramente humano. A reação foi surpreendente, pois havia então apenas uns dez anos que a pílula estava disponível. Evidentemente, já devia estar em curso há algum tempo uma mudança de atitudes. Quais foram os antecedentes filosóficos dessa típica “revolta de 1968″?

Tollefsen: Com certeza, a aceitação geral de uma mentalidade utilitarista ou conseqüencialista, tanto na filosofia como na cultura política, contribuiu muito para essa revolta. A visão de que conseqüências boas podem tornar corretas ou mesmo obrigatórias algumas ações serviu de desculpa para muitos teólogos que afirmavam não existirem absolutos morais e que a moral sexual e reprodutiva precisava levar em conta o bem integral dos casais, unidos ou não pelo matrimônio. Só que essa é uma visão das coisas pelo avesso. Como disse o Papa João Paulo II na Encíclica Veritatis Splendor, os mandamentos estão para proteger os bens e o desenvolvimento do homem, e isso vale também para o ensinamento da Igreja acerca da contracepção.

MercatorNet: Sexo antes do casamento, uniões livres em vez de matrimônio, infidelidade conjugal, aumento nas taxas de divórcio: esses e outros males foram todos atribuídos à contracepção. Não seria simplificar demais as coisas? Seria a chamada mentalidade contraceptiva assim tão fundamental na determinação das tendências da sociedade contemporânea?

Tollefsen: É difícil menosprezar o profundo impacto que a contracepção teve na sociedade, embora não se possa dizer que há sempre uma relação direta de causa e efeito; não queremos dizer, por exemplo, que os casamentos vão fracassar porque as pessoas tomam anticoncepcionais. Mas a contracepção possibilita um mundo em que a castidade pré-conjugal deixa de ser necessária, o que por sua vez cria um mundo em que a castidade conjugal também é mais difícil. Cria-se um mundo em que há uma tremenda pressão em ambos os esposos para que se dediquem ao trabalho e adiem os filhos, o que faz surgir mais tensões na família. Além disso, parece bem plausível que a idéia de que temos o direito de satisfazer irrestritamente os nossos desejos sexuais teve um papel considerável no crescimento da indústria pornográfica, que causou sérios danos à família. Assim, o resultado final de um mundo amplamente moldado pela contracepção é um mundo bem pouco amistoso para com o casamento e a família.

MercatorNet: O conceito de “planejamento familiar” já se tornou popular na sociedade. Você acha esse termo problemático? O termo “paternidade responsável”, que é o empregado pela Igreja Católica, é melhor? Por quê?

Tollefsen: Bem, um dos problemas é que “planejamento familiar” quase sempre é um eufemismo para aborto sob demanda. E sem dúvida a idéia de “planejamento” pode parecer demasiado técnica, como é patente em diversas formas de reprodução assistida. Mas acho que também seria um erro deixar de lado a idéia acima mencionada, que a sexualidade e a procriação implicam responsabilidades; os casais podem ter motivos de peso para espaçar os filhos ou evitar a concepção por um certo tempo. Assim, o termo “paternidade responsável” parece dar uma boa noção daquilo a que um casal está chamado a viver.

MercatorNet: Uma das afirmações mais controversas acerca da contracepção é que ela conduz à difusão do aborto. Muitas pessoas conscienciosas ficam zangadas e estarrecidas diante de tal afirmação, mas será que não se estão enganando a si próprias?

Tollefsen: Receio que sim. A contracepção possibilitou algo que muitos seres humanos sempre desejaram: sexo sem conseqüências. Antes do século XX, as conseqüências do sexo fora do casamento eram geralmente a gravidez, de vez em quando alguma doença e quase sempre uma reputação bastante rebaixada. Mas a tecnologia contraceptiva diminui a ocorrência da primeira e da terceira conseqüências… até certo ponto, claro. Não elimina completamente a possibilidade de gravidez; assim, o sexo sem conseqüências, mesmo com o uso generalizado de contraceptivos, permanece inatingível se não se tem acesso ao aborto. Por isso, parece-me natural que uma pessoa pró-vida que se opõe ao aborto passe a ser uma pessoa pró-vida que propõe a castidade dentro e fora do casamento.

MercatorNet: Algumas pessoas não vêem diferença entre a contracepção e as técnicas naturais para o controle da fertilidade – o chamado planejamento familiar natural -, uma vez que a finalidade desejada é a mesma: “nada de bebês desta vez”. Há diferença moral ou filosófica entre essas duas coisas?

Tollefsen: Contracepção significa: não querer bebês e garantir que a concepção não vai acontecer. Essa decisão de prevenir um eventual bebê parece-me contrária à vida humana. Por outro lado, os esposos claramente não têm a obrigação de ter relações em todas as ocasiões possíveis, e têm vários bons motivos para se absterem algumas vezes. Durante o período fértil, o efeito da abstinência é às vezes desejável, de maneira que a abstinência é permissível. Isso é bem diferente de optar por evitar absolutamente a concepção de um bebê.

MercatorNet: Afirmar que o uso da pílula é antiético é ir contracorrente. Você teria umas palavras bem redondas para fazer as pessoas pensarem no assunto?

Tollefsen: Acho que as pessoas deveriam perguntar-se se o mundo tornado possível pela pílula – um mundo em que as relações sexuais não implicam compromisso numa união permanente e exclusiva com a esperança de filhos, e em que o casamento é quase sempre visto como uma parceria para o aumento do patrimônio e do status, sendo as crianças um item opcional -, se esse mundo as fez mais felizes, ou fez mais felizes os seus amigos e parentes. Uma resposta honesta a essa pergunta provavelmente as deixaria surpresas.

Christopher Tollefsen

Professor adjunto de filosofia na University of South Carolina e co-autor, com Robert P. George, do livro “Embryo: A Defense of Human Life” (Doubleday, 2008). É também membro do Witherspoon Institute of Princeton, New Jersey.

Fonte: MercatorNet
Link: http://www.mercatornet.com/
Tradução: Quadrante

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Alguém se lembra de Alagoinha?

Sexta-Feira, 3 Abril, 2009 at 15:01 | In A Voz do Santo Padre | 2 Comments
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P.P. Pius XI

P.P. Pius XI

Um excerto interessante e muito atual da carta encíclica Casti Connubii, do Papa Pio XI sobre o matrimônio cristão. Leia:

«No que respeita, porém, à “indicação médica e terapêutica” — para Nos servirmos de suas próprias palavras — já dissemos, Veneráveis Irmãos, quanta compaixão sentimos pela mãe a quem o cumprimento do seu dever natural expõe a graves perigos da saúde e até da própria vida; mas que causa poderá jamais bastar para desculpar de algum modo a morte direta do inocente? Porque é desta que aqui se trata. Quer a morte seja infligida à mãe, quer ao filho, é contra o preceito de Deus e a voz da natureza: “Não matar” (Ex 20, 13; Cf. Decr. Santo Ofício, 4 maio 1898, 24 julho 1895, 31 maio 1884). A vida de um e de outro é de fato coisa igualmente sagrada, que ninguém, nem sequer o poder público, terá jamais o direito de destruir. Insensatissimamente se faz derivar contra os inocentes o jus gladii, que não tem valor senão contra os culpados; também de maneira nenhuma existe aqui o direito de defesa até ao sangue contra o injusto agressor (pois quem chamará injusto agressor a uma criancinha inocente?); tampouco o chamado direito de extrema necessidade, que pode ir até à morte direta do inocente. Os médicos que têm probidade e ciência profissional louvavelmente se esforçam por defender e conservar ambas as vidas, a da mãe e a do filho; pelo contrário, mostrar-se-iam indigníssimos do nobre título e da glória de médicos aqueles que, sob a aparência de arte médica ou movidos de mal-entendida compaixão, se entregassem a práticas assassinas.

(…)

Aquilo, porém, que se propõe acerca da indicação social e eugênica pode e deve ser tomado em consideração, contanto que se proceda de modo lícito e honesto e dentro dos devidos limites; mas, quanto a querer prover à necessidade em que se apóia com a morte dos inocentes, repugna à razão e é contrário ao preceito divino, promulgado aliás por aquelas palavras apostólicas: “não se deve fazer mal para que daí venha bem” (Cf. Rom. III, 8).

Aqueles, enfim, que têm o supremo governo das nações e o poder legislativo não podem licitamente esquecer-se de que é dever da autoridade pública defender a vida dos inocentes com leis oportunas e sanções penais, tanto mais quanto menos se podem defender aqueles cuja vida está em perigo e é atacada, entre os quais ocupam, sem dúvida, o primeiro lugar as crianças ainda escondidas no seio materno. Se os magistrados públicos não só não defenderem essas crianças mas, por leis e decretos, as deixarem ou até entregarem a mãos de médicos ou de outros para serem mortas, lembrem-se de que Deus é juiz e vingador do sangue inocente, que da terra clama ao céu (Cf. Gn 4, 10)Casti Connubii, S.S. Pio XI, 31.12.1930

Os grifos e destaques são meus, mas as palavras são do Sucessor de Pedro. Alguém aí se lembrou de algo que ocorreu recentemente em Alagoinha-PE?

Paz e Bem!

3° Ato Público em Defesa da Vida

Terça-feira, 24 Março, 2009 at 15:32 | In Bioética / Defesa da Vida | Leave a Comment
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DIA 28 DE MARÇO TEMOS UM NOVO COMPROMISSO COM A VIDA

A nossa voz já conquistou duas grandes vitórias na Câmara dos Deputados

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Os parlamentares abostistas apelaram ao plenário e logo teremos a apreciação do recurso.

——

Por isso estaremos na Praça da Sé e mais uma vez vamos dizer um NÃO ao Projeto de Lei 1135/91 que, se aprovado, vai permitir o aborto no Brasil até o 9° mês de gravidez.

——

3° ATO PÚBLICO EM DEFESA DA VIDA

Dia 28 de março, sábado, às 10h.

Na Praça da Sé, em São Paulo.

Porque só assim o Congresso vai entender, de uma vez por todas, que o povo brasileiro é definitivamente a favor da vida e contra o Projeto de Lei 1135/91.

Vamos dizer NÃO a essa lei assassina.

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Paz e Bem!

Declaração de Madrid

Segunda-feira, 23 Março, 2009 at 16:24 | In Bioética / Defesa da Vida, Fé e Razão / Ciência e Religião | 2 Comments
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Trago aqui, por sugestão do Pe. Javier, LC, a Declaração de Madrid, um manifesto já publicado no blog Contra o Aborto, ao qual já subscrevem mais de 1200 cientistas e intelectuais.

Cartaz de campanha da Conferência Episcopal Espanhola

Cartaz de campanha da Conferência Episcopal Espanhola

A iniciativa é da Conferência Episcopal Espanhola, que também está promovendo a campanha do cartaz acima, sobre a qual você pode ler no Deus lo Vult.

Abaixo, a Declaração de Madrid, que segundo o Pe. Javier, seria chamada a princípio de “Manifesto dos 300″, mas que agora já passa de 1200 signatários:

***

DECLARAÇÃO DE MADRID

«Os abaixo assinantes, professores de universidade, pesquisadores, acadêmicos, e intelectuais de diferentes profissões, ante a iniciativa do Grupo Socialista no Congresso, por meio da Subcomissão do aborto, de promover a total liberação do aborto, assinamos o presente Manifesto em defesa da vida humana em sua etapa inicial, embrionária e fetal e rechaçamos sua instrumentalização ao serviço de lucrativos interesses econômicos ou ideológicos.

Em primeiro lugar, reclamamos uma correta interpretação dos dados da ciência em relação com a vida humana em todas suas etapas e a este respeito desejamos se tenham em consideração os seguintes feitos:

a) Existe suficiente evidência científica de que a vida começa no momento da fecundação. Os conhecimentos mais atuais assim o demonstram: a Genética assinala que a fecundação é o momento em que se constitui a identidade genética singular; a Biologia Celular explica que os seres pluricelulares se constituem a partir de uma única célula inicial, o zigoto, em cujo núcleo se encontra a informação genética que se conserva em todas as células e é a que determina a diferenciação celular; a Embriologia descreve o desenvolvimento e demonstra sua continuidade sem interrupção.

b) O zigoto é a primeira realidade corporal do ser humano. Depois da fusão dos núcleos gaméticos materno e paterno, o núcleo resultante é o centro coordenador do desenvolvimento, que reside nas moléculas de DNA, resultado da adição dos genes paternos e maternos em uma combinação nova e singular.

c) O embrião (da fecundação até a oitava semana) e o feto (a partir da oitava semana) são as primeiras fases do desenvolvimento de um novo ser humano e no claustro materno não interfere em de nenhum órgão da mãe e nem em sua sustentabilidade, embora dependa desta para seu próprio desenvolvimento.

d) A natureza biológica do embrião e do feto humano é independente da forma como foi originada, bem seja proveniente de uma reprodução natural ou produto de reprodução assistida.

e) Um aborto não é só a «interrupção voluntária da gravidez», mas um ato simples e cruel de «interrupção de uma vida humana».

f) É preciso que a mulher a quem se proponha abortar adote livremente sua decisão, depois de um conhecimento informado e preciso do procedimento e das conseqüências.

g) O aborto é um drama com duas vítimas: alguém morre e a outra sobrevive e sofre diariamente as conseqüências de uma decisão dramática e irreparável. Quem aborta é sempre a mãe e quem sofre as conseqüências também, embora seja o resultado de uma relação compartilhada e voluntária.

h) É portanto preciso que as mulheres que decidam abortar conheçam as seqüelas psicológicas de tal ato e em particular do quadro psicopatológico conhecido como o «Síndrome Pós-aborto» (quadro depressivo, sentimento de culpa, pesadelos recorrentes, alterações de conduta, perda de auto-estima, etc.).

i) Dada a trascendência do ato para o qual se procura a intervenção de pessoal médico é preciso respeitar a liberdade de objeção de consciência nesta matéria.

j) O aborto é além disso uma tragédia para a sociedade. Uma sociedade indiferente à matança de perto de 120.000 bebês ao ano é uma sociedade fracassada e doente.

k) Longe de supor a conquista de um direito para a mulher, uma Lei do aborto sem limitações deixaria a mulher como a única responsável por um ato violento contra a vida de seu próprio filho.

l) O aborto é especialmente duro para uma jovem de 16-17 anos, a quem se pretende privar da presença, do conselho e do apoio de seus pais para tomar a decisão de seguir com a gravidez ou abortar. Obrigar uma jovem de tão pouca idade a decidir sozinha é uma irresponsabilidade e uma forma clara de violência contra a mulher.

Desta forma, consideramos que as conclusões que o Grupo Socialista no Congresso, por meio da Subcomissão do aborto, serão encaminhadas ao Governo para que sejam dados prazos de implementação, o que agravará a situação atual e não escuta a sociedade, que longe de desejar uma nova Lei para legitimar um ato violento para o não nascido e para sua mãe, reclama uma regulação para deter os abusos e a fraudes legais cometidas nos centros onde se praticam os abortos».

Fdo.:

Nicolás Jouve (Catedrático de Genética; DNI 1154811)

Francisco Ansón (Escritor; DNI 847005)

Cessar Nombela (Catedrático de Microbiologia; 1346619S)

Francisco Javier do Arco (Biólogo, Filósofo e Escritor; DNI: 00138438-N)

Vicente Bellver (Professor Titular Filosofia do Direito: DNI: 24335564T)

Luís Franco Beira (Catedrático de Bioquímica: DNI é 02.464.829B)

…/…
Seguem um milhar de adesões a data de 17 de março de 2009, e seguem aumentando

***

Paz e Bem!

Catolicismo pretensioso

Sexta-Feira, 20 Março, 2009 at 12:16 | In Bioética / Defesa da Vida, Fé e Igreja | 8 Comments
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Eis que abro meus e-mails hoje e me deparo com esta lamentável mensagem. Leiam primeiro, comento depois:

***
———- Forwarded message ———-
From: [omitido]
Date: 2009/3/20
Subject: do ” Dom da paz ” ao ” Dom do estupro”

Ontem em uma reunião com vários colegas fiquei surpresa ao saber, as dimensões que tomaram o caso da criança estuprada em Alagoinha-Pe e como causou revolta e indignação na população, em geral, as palavras do representante da Igreja em Olinda e Recife.

Com efeito, para a imensa maioria do povo brasileiro, ele passou a imagem de um homem, extremamente arrogante e sem nenhuma misericórdia.

Todos ficaram impressionados, como ele se apressou em julgar, sentenciar e aplicar a pena.

A forma que ele se apressou em procurar a mídia, para anunciar a “excomunhão” de uma mãe desesperada, pobre e sem recursos e dos médicos envolvidos, foi surpreendente.

Diziam que ele saiu de seu “trono” onde reina como um “semideus” onde determina quem é quem, sem jamais se aproximar do pobre, dos miseráveis e dos que sofrem.

Que, ele deixou, para o povo, a nítida idéia que a Igreja ampara o estuprador e os pedófilos e condena a vítima e as pessoas que as acolhem.

Em tom de brincadeira, mas falando sério, o elegeram como futuro santo protetor dos estupradores e pedófilos.

Todos se perguntam será o inicio do fim da Igreja de Roma?

Espero, que não. A Igreja Católica não merece esse triste fim.

Alguns de nós, defendeu a Igreja dizendo que a imensa maioria do clero se dedica a ajudar o povo, que não está em busca da mídia e que faz um trabalho maravilhoso e que, Graças a Deus, esse bispo é uma exceção à regra. Ele necessita da mídia e para ter visibilidade sai falando o que lhe vem á cabeça.

Mas, infelizmente, já foi lançada à campanha:

Dom José de Recife Padroeiro dos estupradores e pedófilos.

Foi com muita a tristeza que constatei que a imensa maioria das pessoas acredita que onde viveu o amado “Dom da Paz” hoje vive um Dom que desagrega e defende estupradores pedófilos.

Nossa Senhora Menina, rogai por nossas crianças desamparadas.

***

Antes de fazer comentários sobre as bobagens escritas por esta senhora (cujo nome eu omiti para me resguardar das ameaças que já recebi. Doravante, chamarei pelo nome fictício de “Ébete Nuñez”), devo esclarecer que:

a) Ébete é manifestamente favorável ao aborto;

b) Ébete é favorável à união civil entre homossexuais;

c) Ébete é absolutamente anti-Catecismo, anti-Magistério e anti-clerical.

Além disso, Ébete já é conhecida no meio blogueiro católico por suas falhas crassas de argumentação, sua leitura “seletiva” e, principalmente, porque apesar de tudo isso, ainda se declara como sendo “católica”. Pretenso catolicismo, não? Tão pretenso quanto o de qualquer uma das “católicas pelo direito de assassinar”.

Por quê publicar aqui e comentar as idiotices que ela diz? Simplesmente porque ela, ao invés de publicá-las em um blog, permitindo os comentários e o livre debate, de forma que outros a possam questionar e argumentar contra ela, ela prefere enviar seu vômito intelectual e doutrinário por e-mail para uma lista de inúmeras pessoas, em cópia oculta, disseminando assim suas mentiras e o seu veneno anti-eclesial e anti-clerical de forma que ninguém possa desmenti-la e nem argumentar contra ela diante da mesma platéia que ela tentou enganar.

Pois bem, neste e-mail ela faz uma comparação entre Dom José Cardoso Sobrinho, um bispo muito ortodoxo e fiel ao Santo Padre que pastoreia a Arquidiocese de Olinda e Recife, e Dom Hélder Câmara, seu antecessor, um bispo muito conhecido e admirado, mas com posições dúbias e controversas em muitas matérias doutrinais, por ter sido um dos maiores nomes da “heresia da libertação”, um mal que tomou conta da Igreja da América Latina durante alguns anos, mas que agora, graças a Deus, está em vias de extinção.

A Dom Hélder, Ébete chama de “o Dom da paz”, e a Dom José Cardoso Sobrinho, ela chama de “o Dom do estupro”, como se Dom José tivesse culpa, ou se em algum momento ele tivesse defendido o estuprador da garota de 9 anos grávida de gêmeos de Pernambuco.

Infelizmente, o sensacionalismo da mídia, a omissão da verdade de certas autoridades e a desonestidade intelectual, a verdadeira má-fé de quem procura informações sobre o assunto e prefere dar créditos a quem não merece, e divulgar mentiras e preconceitos contra a Igreja de Jesus cristo, como é o caso da Ébete, infelizmente tudo isso fez com que muita gente no Brasil acompanhasse o caso da garota de Pernambuco de forma insensível, maqueada, e sem acesso à verdade.

Muita gente criticou Dom José simplesmente por ele ter se lembrado de que, para a Igreja, ainda que o estupro seja um crime hediondo, quanto mais aquele cometido contra uma menor, mais horripilante ainda é o assassinato de dois seres indefesos e inocentes dentro do lugar que deveria ser um santuário de conforto e segurança, o útero materno.

Dom José, um bispo da Igreja, honrado homem de Deus, só estava fazendo aquilo que lhe compete enquanto sucessor dos Apóstolos de Nosso Senhor, e Arauto do Evangelho da Vida: defender a vida humana!

Disse o Papa João Paulo II (grifos meus):

A Igreja sabe que este Evangelho da vida, recebido do seu Senhor, encontra um eco profundo e persuasivo no coração de cada pessoa, crente e até não crente, porque se ele supera infinitamente as suas aspirações, também lhes corresponde de maneira admirável. Mesmo por entre dificuldades e incertezas, todo o homem sinceramente aberto à verdade e ao bem pode, pela luz da razão e com o secreto influxo da graça, chegar a reconhecer, na lei natural inscrita no coração (cf. Rm 2, 14-15), o valor sagrado da vida humana desde o seu início até ao seu termo, e afirmar o direito que todo o ser humano tem de ver plenamente respeitado este seu bem primário. Sobre o reconhecimento de tal direito é que se funda a convivência humana e a própria comunidade política.Encíclica Evangelium Vitae, n. 2

Dom José e a Igreja, agora tão criticados, foram os únicos que se levantaram para defender as três vidas que estavam em jogo: os dois bebês gêmos, e a jovem mãe.

A imprensa infelizmente, como já disse, somente fez desinformar, tumultuar e polemizar sobre o triste fato do abortamento desses gêmes. Agora, repetem notícias sobre a polêmica das excomunhões, apenas pra desviar o foco das ilegalidades que foram cometidas no caso.

Que fique bem claro:

1. Este aborto foi desnecessário: a garota não corria risco de vida. Vários médicos sérios atestam isso (também aqui);

2. Este aborto foi clandestino: organizações feministas favoráveis à legalização do aborto praticamente raptaram a garota do IMIP, e a conduziram ao CISAM, onde o aborto foi realizado de forma rápida, para que ninguém da família fosse capaz de impedir a tempo. A imprensa ajudou a esconder o paradeiro da garota;

3. Este aborto foi ilegal: para que um procedimento desse tipo seja realizado em uma menor de idade, é necessário que ambos, pai e mãe, autorizem. O pai da garota era rigorosamente contrário ao aborto;

4. A mãe da garota é analfabeta, e foi obrigada a assinar com impressão digital um documento que não era sequer capaz de ler;

5. O pároco de Alagoinha, Pe. Edson; os conselheiros tutelares de Alagoinha e a assessoria jurídica da Arquidiocese de Recife e Olinda tentaram de tudo pra impedir que este aborto acontecesse. Pessoas que sequer eram médicos, mentiram para a família, afirmando que a garota morreria se levasse a gravidez a termo.

6. Dom José em momento algum defendeu o estuprador. Muito pelo contrário, ele também condenou. O que houve foi um sentimento de confusão, uma vez que a Igreja declara como excomungados aqueles que praticam ou colaboram com um aborto, mas não fazem o mesmo com alguém que comete um crime de estupro contra menor. Acontece que a excomunhão é um instrumento que a Igreja possui para evidenciar o escândalo que é o covarde crime do aborto, uma vez que em vários lugares do mundo este crime é relativizado, visto como um direito legítimo, algo normal. É isso que está acontecendo no Brasil, e a Igreja tenta lutar contra. O estupro, pelo contrário, é reconhecido como algo horrível por qualquer pessoa. Ninguém fala, por exemplo, em “estupro terapêutico”, como se fala em aborto, insinuando que em alguns casos ele pode ser solução.

O que é mais triste é que as pessoas não enxergam que este caso polêmico é somente a ponta do iceberg. Faz parte de um plano monstruoso de ataque aos valores que constituem a sociedade brasileira, e à própria Constituição Federal. Um plano internacional levado a cabo por um rol de organizações abortistas financiadas com milhões e milhões de dólares, com filiais no Brasil.

Eu soube de tudo isso através dos relatos do Pe. Edson, publicado em seu próprio blog, e também no blog Deus lo vult!. Nada disso foi divulgado na imprensa. Por quê tanta mentira e dissimulação? Não é estranho?

Pessoas como a Ébete não questionam isso. Em pessoas como a Ébete, a vontade de criticar, depredar e caluniar a Igreja e os bons bispos que nós católicos temos é infinitamente maior do que a honestidade intelectual, da vontade de saber e fazer conhecer a verdade.

Quanto à pretensa preocupação da Ébete:

Todos se perguntam será o inicio do fim da Igreja de Roma? Espero, que não. A Igreja Católica não merece esse triste fim.

Fique sossegada, Ébete. Enquanto houver um bispo fiel ao Papa, como Dom José Cardoso Sobrinho, a Igreja de Cristo estará sempre de pé, conforme prometeu Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 28,20).

E quanto a esta afirmação da Ébete:

Dom José de Recife Padroeiro dos estupradores e pedófilos.

Veja a índole dessa pessoa. Creio que isto seja abusar da misericórdia de Deus!

Para Dom José, deixo todo o meu apoio, e os seguintes versículo da Palavra de Deus:

Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!
Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.
Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.
Mateus 5,10-12

Paz e Bem!

Parecer médico sobre aborto ocorrido em Recife

Segunda-feira, 16 Março, 2009 at 11:13 | In Bioética / Defesa da Vida | 1 Comment
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Dra. Elizabeth Kipman Cerqueira, ginecologista obstetra, dá seu parecer sobre aborto ocorrido em Recife:

“Meus amigos,

- Todo o fato é terrível — não é isso que se está discutindo — porém acho importante fazermos algumas reflexões pois o aborto não era a única nem a melhor solução:

a) Devem ter usado Cytotec (?) — que tem protocolo muito claro para tratamento de úlceras gástricas — não há experiência suficiente de seu uso em meninas de 9 anos grávidas (mesmo que tenham usado outra droga — sempre se está atirando meio no escuro pois é de se convir que é raro uma gravidez gemelar aos 9 anos) — portanto houve risco na indução do aborto;

b) A menina não corria risco de vida agora — não havia esta pressa nem indicação de intervenção no momento para salvar a sua vida;

c) De onde vem a estatística que ela corria o risco de 90% de morte ou de qualquer outra %? Estatística deve ser registrada em trabalho médico de pesquisa e com amostragem significativa para ter valor;

d) Haveria possibilidade que tivesse parto prematuro ou até aborto (espontâneo) — mas, quando espontâneo, o processo é mais simples e de menor risco;

e) Se levasse a gravidez pelo menos até 22 semanas, teríamos 15 a 20% de chance de sobrevivência para os gêmeos (mesmo que fosse 10% de chance — estaríamos tentando salvar as crianças sem aumento de risco para a mãezinha);

f) psicologicamente, esta menina foi usada como um trapo pelo homem, destruída como pessoa, percebendo-se marcada inconscientemente como algo sem valor — e por 3 longos anos. Ao experimentar a destruição dos filhos como lixo, o inconsciente registra — “viu, sou lixo e de mim só pode sair lixo”. Sabe-se lá como se fará para recuperar todo esse novelo em sua cabecinha. Por outro lado, imagine-se: ela sentindo-se rodeada por atenção, amor, cuidado e experimentado a valorização das crianças que trazia dentro de si — mesmo que a análise racional não fosse predominante — poderia estar começando aí o seu resgate como pessoa integral;

g) sei de meninas que deram a luz com 10 anos e continuam muito bem após anos e anos;

h) Não sei de ninguém que morreu por causa da idade precoce com que engravidou, se recebeu acompanhamento adequado. Vou pesquisar mais e comunico a vocês se houver algum trabalho nesse sentido”.

Dra. Elizabeth Kipman Cerqueira

Médica ginecologista-Obstétrica; integrante da Comissão de Ética e Coordenadora do Depto. de Bioética do Hospital São Francisco, em Jacareí, São Paulo, Diretora do Centro Interdisciplinar de Bioética da Associação “Casa Fonte da Vida” ; especialista em Logoterapia e Logoteoria aplicada à Educação.

Outra vez, cordel

Sexta-Feira, 13 Março, 2009 at 14:07 | In Bioética / Defesa da Vida, Cultura e Artes, Fé e Igreja, Mídia e Sociedade | 4 Comments
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Publiquei aqui ontem o cordel “O Sinistro e o Aborto (In)feliz”, excelente resposta da Angélica dos Santos para a poesia “A Excomunhão da Vítima”, esta ofensiva à Igreja e a Dom José, escrita por um tal Miguezim de Princesa (se não leu, leia aqui: Cordel para o caso de Alagoinha).

Hoje soube de mais uma resposta católica para a ridícula poesia, escrita também em forma de cordel, desta vez por Fernando Nascimento.

Imperdível, no blog Deus lo Vult: “A Excomunhão dos Abortistas”.

Paz e Bem!

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