Tragédia em Santa Catarina

Terça-feira, 25 Novembro, 2008 at 15:18 | In Assuntos "off-topic", Santos | 2 Comments
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Santa Catarina de Alexandria

Hoje é dia de Santa Catarina de Alexandria, padroeira do Estado de Santa Catarina.

Justamente este Estado teve algumas regiões devastadas pelas chuvas torrenciais e alagamentos, e já chegam a 72 as mortes confirmadas. Existem mais de 53 mil desabrigados no Estado de Santa Catarina, e mais de 1,5 milhão de pessoas afetadas.

Sugiro que, além da ajuda material, façamos uma corrente de orações pelas famílias desabrigadas, e pelas almas que partiram por conta da catástrofe natural.

A ajuda material pode ser realizada através das contas abertas pela Defesa Civil do Estado:

– Banco do Brasil (Agência 3582-3 / Conta corrente 80.000-7); ou

– Besc (Agência 068-0 / Conta Corrente 80.000-0).

O dinheiro arrecadado será utilizado para compra de mantimentos para os desalojados.

Mais informações: Website – Defesa Civil do Estado de Santa Catarina

Que o Deus da Paz possa consolar todos os corações aflitos por esta tragédia; que Nossa Senhora, Rainha da Paz, proteja todos os seus filhos; e que Santa Catarina de Alexandria, com sua poderosa intercessão, seja favorável a todas as vítimas desta tragédia.

Paz e Bem!

O Novo Martírio

Terça-feira, 11 Novembro, 2008 at 10:49 | In Fé e Igreja, Santos | 4 Comments
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O Martirio de Santo Estêvão

O capítulo 7 dos Atos dos Apóstolos narra o martírio de Santo Estêvão, o primeiro mártir da era cristã. Estêvão foi apedrejado até a morte, por testemunhar a Fé no Cristo Deus.

Depois dele, inúmeros outros também derramaram seu sangue por causa da Fé: Pedro, Judas Tadeu, Augusta, Bonifácio, Sebastião, Cipriano de Cartago, Estanislau, Joana D’Arc, Cosme e Damião, João Nepomuceno, Maria Goretti, Maximiliano Kolbe, Thomas More, Edith Stein…

Já dizia Tertuliano: “Sanguinis martyrum semens cristianorum” – ”o sangue dos mártires é semente de cristãos” –, já que o testemunho de Fé através da dor, do sofrimento e da perseguição, faz com que novos cristãos mais resolutos surjam, e os que já eram cristãos, sejam fortalecidos na Fé. Isto porque o próprio Senhor é quem diz no Sermão da Montanha:

«Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.»

Mateus 5,10-12

Engana-se quem pensa que o martírio não existe mais. Apesar das notícias serem omitidas no rádio, na TV e nos jornais impressos, inúmeros cristãos têm sido perseguidos e mortos em vários lugares do mundo. Na Índia, no Paquistão, na China, na Indonésia, na Coréia do Norte, na Venezuela, no Iraque, no Equador, na Argentina (quem não se lembra dos jovens que defenderam a catedral contra as manifestantes feministas?) … Enfim, a perseguição contra os cristãos já é um fenômeno quase mundial

Mesmo em países de maioria cristã absoluta, o laicinismo (comunismo, abortismo, gayzismo, e outros “ismos”) consegue falar mais alto que as vozes cristãs, já que conta com o apoio da mídia e do governo.

Vejam o vídeo do link abaixo, recebido por e-mail. No vídeo, uma senhora contrária ao “casamento” gay na Califórnia segura uma Cruz que é jogada ao chão e pisoteada (sim, pisoteada!) por ativistas homossexuais, num tocante exemplo de tolerância. E numa clara visão do futuro negro que se anuncia para todo o Ocidente:

http://gatorgop.blogspot.com/2008/11/crazy-lefties-attack-old-lady-at-no-on.html

Que senhora corajosa! Que Fé! Eis o novo martírio, caríssimos! Quem quiser ver, no mundo, ainda ao menos algum vestígio de cristianismo, deve estar preparado para a luta e consciente do peso da Cruz. Não a Cruz simbólica que a senhora carregava no protesto, mas a Cruz da perseguição, a Cruz do suportar as ondas e as marés contrárias deste mundo, que não é o nosso.

«Ele lhes disse: Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo

João 8,23

A perseguição cresce, e se torna mais evidente com cada novo episódio que se sucede no cenário internacional (a eleição de Barack Houssein Obama, endeusado como “salvador”, por exemplo).

Que sob a proteção de Nossa Senhora, auxílio dos cristãos, saibamos ser cada vez mais fiéis aos ensinamentos da Santa Igreja de Cristo, e cada vez mais fortes nas tribulações, nas perseguições, e despindo-nos da covardia e armando-nos com as armaduras da Fé, abracemos com prazer, como Santo Estêvão, as conseqüências do nosso testemunho.

Paz e Bem!

San Gennaro, prega per noi!

Sexta-Feira, 19 Setembro, 2008 at 9:03 | In Santos | Leave a Comment
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Hoje é dia de San Gennaro, também conhecido como São Januário. Ele foi mártir cristão do século IV, decapitado por ordem do imperador. Na época, alguns fiéis cristãos recolheram seu sangue em duas ampolas, e o guardaram para a posteridade. Uma das ampolas até hoje está guardada numa catedral, em Nápolis, na Itália. E até hoje, desde muitos séculos, no dia do santo, acontece o milagre da liqüefação do seu sangue. Fato comprovado (porém inexplicado) pela ciência.

Encontrei um resumo interessante sobre o fato neste blog. Leia, que vale a pena.

San Gennaro é padroeiro de Nápolis, uma das mais belas cidades italianas; também é padroeiro do bairro da Mooca em São Paulo, histórico reduto da colônia italiana; e também é padroeiro do Palestra Itália – Palmeiras do meu coração…

Rezemos juntos a oração de San Gennaro:

Ó Deus, Pai de Bondade, São Januário derramou o seu sangue em nome de Jesus. Animados por seu testemunho, vivamos hoje atentos aos sinais de vossas maravilhas no mundo e em nossos corações. Amém.

São Januário, rogai por nós.

San Gennaro, piensace tu.

Paz e Bem!

Atualizado às 17h13:

Napoli: miracolo sangue San Gennaro
Lungo applauso nella cattedrale gremita dai fedeli
(ANSA) – NAPOLI, 19 SET – Si e’ ripetuto a Napoli il miracolo di San Gennaro. Alle 9.43 e’ stato dato l’annuncio dell’avvenuta liquefazione del sangue del patrono, nella cattedrale di Napoli gremita da migliaia di fedeli per la festa liturgica del santo. Il rito e’ presieduto dal cardinale Crescenzio Sepe. Il ripetersi del miracolo e’ stato salutato da un lungo applauso.

Créditos da notícia para Renato Gagliardi, do grupo Brava Gente Brasil.

Santa Mônica, modelo de esposa, modelo de mãe

Quarta-feira, 27 Agosto, 2008 at 10:01 | In Matrimônio e Família, Santos | 5 Comments
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Hoje, 27 de agosto, a Igreja celebra a memória de Mônica, santa esposa, santa mãe e santa viúva. Enfim, santa mulher!

Nasceu no ano de 332. Seus piedosos pais confiaram sua educação a uma senhora de grandes virtudes, íntima amiga da família. Esta senhora desde cedo ensinou-a a prática da piedade cristã e das mortificações.

Tal educação fez com que Santa Mônica também se tornasse uma mulher de grandes virtudes. Após receber o santo Batismo, cuja graça conservou por toda a vida pela pureza da fé e santidade de vida, tornou-se praticante de obras de caridade para com os pobres, evitava divertimentos profanos, fugia das ocasiões de perigo e desprezava as exigências e extravagâncias da moda.

Voltando para a casa dos pais, estes lhe arranjaram um rapaz de Tagaste, na Áfriga, para ser seu esposo, conforme o costume da época e do lugar. O marido, chamado Patrício, era homem rude e violento, o que era fonte de muito sofrimento e provações para Santa Mônica. Mas esta sofria tudo com muita paciência, mansidão e docilidade. Santa Mônica não respondia a Patrício, a não ser pela caridade e pela oração. Muitas eram as más línguas que procuravam semear a discórdia no lar da santa mulher, aconselhando-a a abandonar o marido violento, mas Santa Mônica defendia o marido, e jamais tolerava que o difamassem em sua presença. Tanta dedicação e fidelidade foram levadas em consideração pelo Senhor, que lhe concedeu a graça de ver o marido convertido.

Santa Mônica teve com Patrício três filhos, sendo dois homens – Agostinho e Navígio – e uma mulher – Perpétua, que se tornou religiosa.

Agostinho, o filho mais velho, foi também fonte de grandes amarguras para a mãe. Apesar de nunca lhe faltarem os bons conselhos da mãe, que o educou no catolicismo, o filho era desobediente e se mostrava muito inconstante e volúvel. Por esses motivos, Santa Mônica achou por bem não o apresentá-lo para ser batizado, temendo que se o fizesse, ele poderia vir a perder a graça do Batismo. O temor da mãe se mostrou fundado com o passar dos anos. Desde jovem, Agostinho se inclinou para o mal, e mais tarde entrou para a seita dos Maniqueus.

Agostinho perdeu o pai com dezessete anos, e desde então saiu de casa para estudar em Cartago. Santa Mônica ficava tão desolada com as notícias que recebia do filho que chegou a proibi-lo de entrar em sua casa. Mas Deus consolava o coração da pobre mãe, revelando-lhe, através de visões misteriosas, a futura conversão do filho. Tal consolo fez com que a mãe novamente aceitasse o filho em casa.

Certa vez procurou um bispo para recomendar-lhe seu filho, ao que o bispo respondeu a Santa Mônica: “O coração de teu filho não está ainda preparado, mas Deus determinará o momento. Vai e  continua a rezar: é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.

Tantas foram as orações, súplicas e penitências de Santa Mônica pela conversão de seu filho Agostinho que esta aconteceu. Em 387 Agostinho recebeu, com seu filho Adeodato, o santo Batismo. Depois disso Santa Mônica afirmou: “Vendo-te hoje cristão Católico, nada mais me resta fazer neste mundo”. Contraiu doença grave, e morreu com 56 anos.

O filho Agostinho, convertido com a graça das orações maternas, tornou-se, mais tarde, venerável bispo, homem de grande virtude e grande sabedoria, alcançou também a santidade, e é Doutor da Igreja.

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Reflexão

Que exemplo, não? Esta mulher teve mau marido, mau filho, e pessoas más aconselhando-a a abandonar a família. Quantas vezes isso não acontece hoje? Quantas pessoas não caem na tentação de abandonar suas famílias, tentadas a se verem livres do sofrimento ao invés de sacrificar-se pela família?

Quantas almas deixam de ser salvas – como foram salvas a de Patrício e Agostinho – porque somos covardes demais para assumir nossa condição de verdadeiros cristãos. Sim, porque o que Mônica fez foi simplesmente levar a sério a promessa que fez no altar, de ser fiel e amar o esposo na alegria e na tristeza, e educar os filhos nas virtudes cristãs. Santa Mônica foi corajosa e perseverante.

A vocação da família é a santificação de seus membros. Santa Mônica enfretou tudo com zelo cristão, e é virtuoso exemplo de como uma mulher pode ser o sustento de uma casa, de uma família.

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Oração

Nobilíssima Santa Mônica, rogai por todas as mães, principalmente por aquelas mães que se esquecem que ser mãe é sacrificar-se.

Rogai, virtuosa Santa Mônica, para que abram-se os olhos e as almas de todas as mães, para que elas enxerguem a beleza da vocação materna. A beleza do sacrifício materno.

Em um tempo em que se questiona por quê se deve deixar nascer um bebê anencéfalo, rogai, Santa Mônica, para que todas as mães saibam abraçar com Fé o sofrimento e a dor, assumam seus filhos com coragem, como instrumento de santificação para suas famílias, e para sua própria santificação. Amém.

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Paz e Bem!

São Maximiliano Maria Kolbe, mártir da caridade, patrono da imprensa

Quinta-feira, 14 Agosto, 2008 at 9:19 | In Santos | 4 Comments
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Hoje, 14 de agosto, a Igreja celebra a memória de São Maximiliano Maria Kolbe, mártir da caridade e patrono da imprensa. Um santo pró-vida, como pode-se constatar pela micro-biografia abaixo:

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Raymond Kolbe, filho de Júlio Kolbe e Maria Dabrowska, nasceu aos 8 de janeiro de 1894, em Zdunska Wola, perto de Lódz, na Polônia. Por volta dos nove anos, ajoelhado diante do oratório, apareceu-lhe a Virgem Maria, segurando uma flor branca – representando a virgindade – e uma vermelha – simbolizando o martírio – e perguntou-lhe qual preferia; ele, angustiado pela difícil escolha, respondeu: “As duas”.

Aos 13 anos, entrou no seminário dos Frades Menores Conventuais, onde recebeu o nome de Maximiliano Maria. Enviado a Roma para obter doutorado em filosofia e teologia, em 1917, movido por um incondicional amor a Maria, fundou o movimento de apostolado mariano “Milícia da Imaculada”. No ano seguinte, 1918, foi designado para lecionar no Seminário Franciscano, em Cracóvia. Mas o amor por Maria e seu apostolado Mariano, começou a evangelizar através da imprensa escrita e através de rádio também. Em 1922, sem recursos financeiros, fundou uma revista mensal intitulada “Cavaleiro da Imaculada”, chegando a incrível marca de 1.000.000 de exemplares. Seguiu-se com outras publicações como revistas para crianças ou para os fiéis latino-americanos. Verdadeiramente o carisma presente em São Maximiliano era o da imprensa.

Em 1931 aceitou a tarefa proposta pelo Santo Padre de ajudar na evangelização ao redor do mundo e foi para o Japão. Em Nagasaki fundou a revista “Cavaleiro da Imaculada” que se tornou famosa no meio católico. O sonho de São Maximiliano era de espalhar pelo mundo a devoção à Imaculada. No entanto teve de retornar à Polônia no início da Segunda Guerra Mundial.

Em setembro de 1939, Frei Maximiliano e cerca de 40 outros frades foram levados para os campos de concentração. Na celebração da Imaculada Conceição do mesmo ano foram libertos. Mas os nazistas tinham uma preferência maior por judeus e padres.

A Gestapo permitiu uma impressão final do “Cavaleiro da Imaculada”, em dezembro de 1940, para poder incriminá-lo. Em Maio de 1941, foi levado ao campo de extermínio de Auschwitz. Nestes campos, milhares de pessoas foram exterminados.

Quando o chefe militar viu Frei Maximiliano vestido de hábito religioso, ficou furioso. Agarrou o crucifixo do frade e, puxando-o, gritou: “E tu acreditas nisso?” “Creio, sim!” Uma tremenda bofetada seguiu a resposta de Frei Kolbe. Três vezes repetiu-se a pergunta. Três vezes Maximiliano confessou sua fé. Três vezes levou bofetada. Frei Maximiliano demonstrava profunda devoção à Imaculada e em contra ponto aos horrores dos nazistas ele perdoava e aconselhava os prisioneiros a confiar em Maria Santíssima e orar pelos assassinos. Os judeus tinham o direito de viver duas semanas e os padres um mês. Frei Maximiliano era conhecido pela caridade mesmo nos momentos mais difíceis. Dava seu alimento a quem precisava e era o último a ser atendido pela enfermaria, mesmo tendo tuberculose. Dizia: “O ódio não é a força criativa; a força criativa é o amor”.

Um prisioneiro escapou com sucesso da mesma seção onde Frei Maximiliano estava detido. Em represália, o comandante ordenou a morte por inanição de 10 prisioneiros, escolhidos aleatoriamente. O sargento Franciszek Gajowniczek, que fora escolhido para morrer, gritou lamentando que nunca mais veria a esposa e os filhos. Então, saiu da fila o prisioneiro nº 16670, pedindo ao comandante o favor de poder substituir aquele pai de família. O comandante perguntou, aos berros, quem era aquele “louco”, e, ao ouvir ser um padre católico, aceitou o pedido.

Os 10 prisioneiros, despidos, foram empurrados numa pequena, úmida e totalmente escura cela dos subterrâneos, para morrer de fome. Durante 10 dias Frei Maximiliano conduziu os outros prisioneiros com cânticos e orações, e os consolou um a um na hora da morte. Após esses dias, como ainda estava vivo, recebeu uma injeção letal. Era o dia 14 de agosto de 1941.

O corpo de Maximiliano Kolbe foi cremado e suas cinzas atiradas ao vento. Numa carta, quase prevendo seu fim, escrevera: “Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo”.

Ao final da Guerra, começou um movimento pela beatificação do Frei Maximiliano Maria Kolbe, que ocorreu em 17 de outubro de 1971, pelo Papa Paulo VI. Em 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, que sobreviveu aos horrores do campo de concentração, São Maximiliano foi canonizado pelo Papa João Paulo II, como mártir da caridade. Por seu intenso apostolado, é considerado o patrono da imprensa.

“Toda a vida de Maximiliano está marcada pelo encanto de duas coroas: a coroa branca da inocência e a coroa vermelha do martírio. O branco e o vermelho, cores da bandeira polonesa, símbolos da Imaculada e do Espírito Santo, da pureza e do amor, são as cores desta vida exemplar, a bandeira de uma humanidade mais autêntica e mais fraterna” – [Luciano Marini,"L'Osservatore Romano", 10 de outubro de 1982]

Fonte: Blog Comunidade Católica Apostólica Romana

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Paz e Bem!

11 de agosto, dia de Santa Clara de Assis

Segunda-feira, 11 Agosto, 2008 at 17:09 | In Santos | 1 Comment
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Contemporânea e conterrânea de Francisco de Assis, Santa Clara de Assis era “clara de nome, mais clara de vida e claríssima de virtudes”!

Celebra-se hoje, 11 de agosto, sua memória. Bela pela natureza, pobre por opção. Nasceu em 1193 de família nobre e, 18 anos depois, apaixonou-se pelo estilo de vida pobre e contemplativo de um certo Francisco. Resultado: abandonou o lar e correu até a Porciúncula para encontrar Francisco. Desde então entregou-se, casta e virgem, ao Seu Cristo, e foi habitar com suas clarissas a pequena igreja de São Damião, aquela mesma onde Francisco ouviu o Cristo lhe ordenar que reconstruísse Sua Igreja — missão na qual Clara certamente seria sua coadjutora.

Santa Clara conseguiu, certa vez, assistir a uma Santa Missa, sem sair de seu leito. Por isso é considerada padroeira da televisão.

Portanto, que Santa Clara de Assis, rogue a Deus, nosso Pai, que intervenha na programação da TV, que muito tem promovido o adultério, orgias, homossexualismo, obscurantismo e todo tipo de comportamentos transgressores, a fim de resguardar na pureza e na castidade as nossas famílias, a exemplo dela própria.

Santa Chiara di Assisi, prega per noi!

Pace e Bene!

Solenidade do “Perdão de Assis”

Sexta-Feira, 1 Agosto, 2008 at 16:18 | In Santos | 2 Comments
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«Quero mandar-vos todos para o Paraíso.»

Com estas palavras, no dia 2 de agosto de 1216, São Francisco, o pobrezinho de Assis, anunciava ao povo diante da Porciúncula (a igrejinha de Santa Maria dos Anjos, foto acima) que havia conseguido, junto ao Santo Padre Honório III, a indulgência plenária para todos que a visitassem, arrependidos e confessados. Nascia ali a Solenidade do “Perdão de Assis”.

Hoje em dia, o Perdão de Assis tomou dimensões mundiais, e a indulgência plenária que São Francisco conseguiu para os fiéis que visitassem a Porciúncula, se extendeu para todas as igrejas franciscanas do mundo.

Por isso, das 12h do dia 1° de agosto, até a 0h do dia 2 de agosto, é possível lucrar para si ou para algum fiel defunto, a indulgência plenária, visitando uma igreja franciscana, ou dedicada a São Francisco de Assis.

As condições para se receber a indulgência plenária são:

- Confessar-se;

- Participar da Eucaristia;

- Rezar o Credo, o Pai-Nosso, e rezar pelas intenções do Santo Padre.

O quê? Você não sabe o que é uma indulgência plenária?! Clique aqui!

E então? O que você está fazendo aí sentado? :)

Paz e Bem!

Pobrezinho de Assis

Quinta-feira, 4 Outubro, 2007 at 11:08 | In Santos | 2 Comments
“São Francisco de Assis” 

Óleo sobre tela 81 * 65 cm

Luciana Teruz

Há exatos 781 anos, na pequena Assis, Itália, morria um dos santos mais populares da Igreja Católica: São Francisco.

Aliás, morria não, abraçava a irmã morte, passagem triunfante para a verdadeira Vida que conquistou, a Eterna.

Quase oito séculos depois, o exemplo de humildade, simplicidade e fidelidade evangélica do pobrezinho continua atual. Sua contemplação quase extática da Criação de Deus, e sua capacidade de enxergar o amor de Deus na beleza de suas criaturas, fê-lo ser considerado padroeiro da fauna e flora.

Sou devotíssimo de São Francisco, a quem carinhosamente gosto de chamar de “Chiquinho”. Procuro praticar principalmente seu modelo de simplicidade e de oração.

Tão simples, pouco instruído na sabedoria dos homens, compôs orações e cânticos tão belos que nos ensinam uma grata lição: a sabedoria e inspiração só poderiam ter como fonte o próprio Criador!

Um santo sem grandes obras escritas, mas com um legado tão grandioso quanto: seu modo de vida se espalhou por todo o mundo com seus frades menores, as clarissas e os franciscanos seculares.

Santos são feitos pra serem imitados. Imitemos, pois, o pobrezinho de Assis, que nos ensina que a verdadeira essência da vida não não se encontra apenas nos livros, nas riquezas ou na vida abastada. Há esperança! A felicidade pode ser encontrada na simplicidade, na contemplação do Criador através das criaturas, e principalmente no seguimento dos passos de Cristo através do Evangelho.

O CÂNTICO DAS CRIATURAS

Altíssimo, onipotente, bom Senhor
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar
Louvado sejas, meu Senhor
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o senhor irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo, é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste as claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo,
Pelo qual às tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Água,
Que é muito útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite,
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra,
Que nos sustenta e governa
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados os que as sustentam em paz,
Que por Ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes à tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!
Louvai e bendizei ao meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.

A verdadeira simplicidade

Terça-feira, 25 Setembro, 2007 at 12:14 | In Santos | 1 Comment

A santa simplicidade, filha da graça, irmã da sabedoria, mãe da justiça, era o ideal a que desejava chegar o santo, era a virtude que ele gostava de ver nos outros. Mas não aprovava qualquer simplicidade: apenas aquela que, contente com o seu Deus, despreza todas as outras coisas. É aquela que se gloria no temor de Deus, que não sabe fazer nem dizer mal. Aquela que examina a si mesma e não condena ninguém, que entrega o devido comando ao melhor e não deseja mandar em ninguém. Aquela que não acha que as melhores glórias são as da cultura e por isso prefere fazer e não aprender ou ensinar. Aquela que, em todas as leis divinas, deixa para os que vão perecer toda verbosidade, ostentação e preciosidade, enfeites e curiosidades, e vai atrás da medula e não da casca, do conteúdo e não do invólucro, não das muitas coisas, mas daquele bem que é o grande, o maior, o estável. O pai santíssimo exigia essa simplicidade nos frades letrados e nos leigos, achando que não era adversária, mas irmã da sabedoria, embora, para os pobres, seja mais fácil de adquirir e mais proveitosa que a ciência. Por isso, disse nos Louvores das Virtudes: “Salve, rainha sabedoria! Deus te salve, com tua irmã a pura e santa simplicidade!”

(Fontes Franciscanas, Tomás de Celano, Vida II, n. 189.)

No decurso de nossas vidas é natural a aquisição de experiências e o conseqüente acúmulo de conhecimento. É natural e belo.

Porém, pessoas bem-aventuradas, que recebem da vida — de Deus? — a oportunidade de adquirirem mais conhecimento que a maioria das pessoas, devem retribuir à vida — a Deus? — de alguma forma?

Mesmo que a pessoa seja sábia a ponto de ser consultada por outros a respeito de determinado assunto, deve esta pessoa fechar-se em seu próprio pedantismo? É certo ela sentir tanto orgulho que a faça começar a achar-se auto-suficiente e talvez até deixar de buscar mais conhecimento?

Será que as pessoas simples, “feitas de barro”, não têm nada a ensinar?

São Francisco de Assis, ensina-me a contemplar e viver a verdadeira simplicidade, como tu!

Paz e Bem!

San Gennaro!

Terça-feira, 18 Setembro, 2007 at 14:41 | In Santos | Leave a Comment

Amanhã, 19 de setembro, é dia de San Gennaro, ou São Januário, em seu desdobramento lusitano.

Muita gente não sabe, mas San Gennaro, padroeiro de Nápolis e santo de muita devoção dos italianos, é também padroeiro da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Lá na Itália, a cidade onde há a basílica em sua honra, acontece quase todos os anos, desde muitos séculos, um milagre incomum: o sangue do santo, cuidadosamente guardado em uma ampola e que fica coagulado o ano inteiro, no dia do santo costuma misteriosamente se liquefazer.

No Brasil, San Gennaro é, sem dúvida, também um dos santos mais queridos, certamente em função da cultura trazida pelos oriundis italianos, e pelo fato dos ítalo-descendentes, até os dias de hoje, fazem pelas capitais e interior do Brasil, tradicionais festas em sua homenagem.

San Gennaro é, portanto, um santo como o Palmieras: italiano no sangue, e brasileiro na fibra!

San Gennaro, patrono di nostro Parmêra, piensace tu!

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