Perigo no Senado Federal: PEC do Divórcio Instantâneo incluído na pauda de 06 de outubro

Terça-feira, 6 Outubro, 2009 at 11:05 | In Matrimônio e Família | Leave a Comment
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Posto aqui, conforme recebi por e-mail:

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PEC DO DIVÓRCIO INSTANTÂNEO INCLUÍDA NA PAUTA DE 6 DE OUTUBRO

Entidade pró-homossexualismo (IBDFAM) envia ofício ao Senado em apoio à matéria
É  necessário manifestar-se urgentemente usando o Alô Senado
0800 612211

Está para ser votada no dia 6 de outubro a Proposta de Emenda Constitucional 28/2009, que “dá nova redação ao § 6º do art. 226 da Constituição Federal, que dispõe sobre a dissolubilidade do casamento civil pelo divórcio, suprimindo o requisito de prévia separação judicial por mais de 1 (um) ano ou de comprovada separação de fato por mais de 2 (dois) anos”.
Talvez por causa dos protestos que a proposta vinha recebendo, os senadores decidiram em agosto postergar a votação para setembro. No dia 13/08/2009, o Senado Federal  aprovou o Requerimento nº 1.015, de 2009, de adiamento da discussão da PEC 28/2009 para o dia 24 de setembro de 2009.
A matéria não foi apreciada nos dias 24, 29, 30 de setembro, nem no dia 1º de outubro. Está na pauta do dia 6 de outubro. Poderá ou não ser votada. De qualquer maneira, é preciso estar atento e entrar em contato com os senadores pedindo que votem pela sua rejeição.



O Instituto Brasileiro de Direito de Família (que milita em favor do “casamento” pessoas do mesmo sexo) enviou ao Senado o Ofício n.º 51/2009, manifestando seu apoio à aprovação da PEC 28/2009. (Ver apoio do IBDFAM em http://www.ibdfam.org.br, que considera a PEC uma “revolução paradigmática“)

Essa proposta (PEC 28/2009), oriunda da Câmara, de autoria do deputado Antonio Carlos Biscaia, recebeu no Senado parecerfavorável do relator Senador Demóstenes Torres (DEM/GO), que foi aprovado em .

Atualmente, assim se exprime a Constituição Federal acerca do divórcio:

Art. 226, §6º – O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio, após prévia separação judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei, ou comprovada separação de fato por mais de dois anos.

A PEC 28/2009 pretende simplesmente suprimir o texto acima sublinhado, dando ao dispositivo a seguinte redação:

Art. 226, §6º – O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio.

Isso significa que o legislador ordinário poderá, se quiser, instituir o divórcio sem quaisquer condições: sem prévia separação judicial, sem prazo de convivência, sem prévia separação de fato…

Se essa proposta de emenda for aprovada, o que deve acontecer em breve, não haverá mais nenhum obstáculo constitucional ao divórcio instantâneo, que tanto estrago fez e está fazendo à família espanhola. Casa-se hoje. Divorcia-se amanhã. Recasa-se depois de amanhã.

Se não fizermos alguma coisa, acabará o resíduo de proteção à família que a Constituição promete no caput do mesmo artigo 226: “A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado“.

Para que se tenha uma idéia da gravidade e da urgência da situação, relato o que ocorreu na Espanha:

Em 17 de novembro de 2007, o jornal italiano Avvenire noticiava que a Espanha estava sendo devastada pela lei do “divórcio express”, introduzida em 2005 pelo Partido Socialista Operário Espanhol. Essa lei permite o fim da união matrimonial por decisão de uma das partes, sem necessidade de separação prévia ou de explicar as razões. O Instituto Nacional de Estatística registrou em 2006 um aumento de 330% de divórcios entre casais casados a menos de um ano. A Espanha tornou-se o país da Europa com maior índice de divórcios.

Em 8 de julho de 2009, a ACI Digital noticiava “Mais de 500 mil separações demonstram efeito nefasto da lei do divórcio express. Esse foi o número de divórcios na Espanha depois de quatro anos em vigor da lei, com prejuízo incalculável para os cônjuges, para os filhos e para a sociedade em geral.

MANIFESTE-SE USANDO O “ALÔ SENADO”

O procedimento é simples e gratuito. Primeiro, tenha em mãos o número de seu CEP. Depois disque gratuitamente 0800 612211 A telefonista do “Alô Senado” atenderá perguntando o seu nome. Perguntará se é a primeira vez que você liga para o “Alô Senado”. Depois, ela perguntará o número do seu CEP, a fim de fazer sua ficha, para novas ligações. Feita sua ficha, ela anotará sua mensagem, que pode ser, por exemplo:

Quero que os senadores votem pela rejeição total da PEC 28/2009, que abre caminho para o divórcio instantâneo no país. A família merece proteção constitucional.

Depois de ter anotado com atenção sua mensagem, a telefonista perguntará a quem você quer enviar a mensagem.

Você pode responder: a todos os senadores.

E ainda poderá acrescentar: Quero que os senadores de meu Estado usem a tribuna para protestar contra a PEC 28/2009

É fácil e é grátis. Ligue e ensine outros a ligar. Coragem!

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MANIFESTE-SE USANDO O SÍTIO DO SENADO FEDERAL
Você pode também ir até o sítio do Senado para se manifestar.
Navegue até http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/?page=alo_sugestoes&area=alosenado
Preencher o campo “Remeter para” com “Comissão e Liderança”
Preencher o campo “Destinatário” com “Todos os Senadores”.
Clique em “Solicitação”
Preencha os campos “Remente”, “E-mail”, “Telefone”, “Cidade” e “UF” (obrigatórios)
Escreva a mensagem no campo “Sua mensagem”. Pode ser, por exemplo:
Quero que os senadores votem pela rejeição total da PEC 28/2009, que abre caminho para o divórcio instantâneo no país. A família merece proteção constitucional.
Preencha os dados pessoais marcados com asterisco.
Clique em Enviar.

MANIFESTE-SE USANDO O SÍTIO DO SENADO FEDERAL

Você pode também ir até o sítio do Senado para se manifestar.

Navegue até http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/?page=alo_sugestoes&area=alosenado

Preencher o campo “Remeter para” com “Comissão e Liderança”

Preencher o campo “Destinatário” com “Todos os Senadores”.

Clique em “Solicitação”

Preencha os campos “Remente”, “E-mail”, “Telefone”, “Cidade” e “UF” (obrigatórios)

Escreva a mensagem no campo “Sua mensagem”. Pode ser, por exemplo:

Quero que os senadores votem pela rejeição total da PEC 28/2009, que abre caminho para o divórcio instantâneo no país. A família merece proteção constitucional.

Preencha os dados pessoais marcados com asterisco.

Clique em Enviar.

—————–

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis

Telefax: 55+62+3321-0900

Caixa Postal 456

75024-970 Anápolis GO

http://www.providaanapolis.org.br

“Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto”


Cf. Spagna devastata dal “divorzio express”. Avvenire, 17-11-2007, p. 16.

Papa Bento XVI: “A família está sendo assediada por certas forças e vozes na sociedade atual”

Segunda-feira, 5 Outubro, 2009 at 10:40 | In A Voz do Santo Padre, Matrimônio e Família | 1 Comment
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DISCURSO DO PAPA BENTO XVI

AOS PRELADOS DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL

DOS BISPOS DO BRASIL DOS REGIONAIS NORDESTE 1 E 4

EM VISITA «AD LIMINA APOSTOLORUM»

Sala do Consistório

Palácio Apostólico de Castel Gandolfo

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Caríssimos Irmãos no Episcopado

Sede bem-vindos! Com grande satisfação acolho-vos nesta casa e de todo coração desejo que a vossa visita ad Limina proporcione o conforto e o encorajamento que esperais. Agradeço a amável saudação que acabais de dirigir-me pela boca de Dom José, Arcebispo de Fortaleza, testemunhando os sentimentos de afeto e comunhão que unem vossas Igrejas particulares à Sé de Roma e a determinação com que abraçastes o urgente compromisso da missão para reacender a luz e a graça de Cristo nas sendas da vida do vosso povo.

Queria falar-vos hoje da primeira dessas sendas: a família assentada no matrimônio, como «aliança conjugal na qual o homem e a mulher se dão e se recebem» (cf. Gaudium et spes, 48). Instituição natural confirmada pela lei divina, está ordenada ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, que constitui a sua coroa (cf. ibid., 48). Pondo em questão tudo isto, há forças e vozes na sociedade atual que parecem apostadas em demolir o berço natural da vida humana. Os vossos relatórios e os nossos colóquios individuais tocavam repetidamente esta situação de assédio à família, com a vida saindo derrotada em numerosas batalhas; porém é alentador perceber que, apesar de todas as influências negativas, o povo de vossos Regionais Nordeste 1 e 4, sustentado por sua característica piedade religiosa e por um profundo sentido de solidariedade fraterna, continua aberto ao Evangelho da Vida.

Sabendo nós que somente de Deus pode provir aquela imagem e semelhança que é própria do ser humano (cf. Gen 1, 27), tal como aconteceu na criação – a geração é a continuação da criação –, convosco e vossos fiéis «dobro os joelhos diante do Pai, de quem recebe o nome toda paternidade no céu e na terra, que por sua graça, segundo a riqueza da sua glória, sejais robustecidos por meio do seu Espírito, quanto ao homem interior» (Ef 3, 14-16). Que em cada lar o pai e a mãe, intimamente robustecidos pela força do Espírito Santo, continuem unidos a ser a bênção de Deus na própria família, buscando a eternidade do seu amor nas fontes da graça confiadas à Igreja, que é «um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Lumen gentium, 4).

Mas, enquanto a Igreja compara a família humana com a vida da Santíssima Trindade – primeira unidade de vida na pluralidade das pessoas – e não se cansa de ensinar que a família tem o seu fundamento no matrimônio e no plano de Deus, a consciência difusa no mundo secularizado vive na incerteza mais profunda a tal respeito, especialmente desde que as sociedades ocidentais legalizaram o divórcio. O único fundamento reconhecido parece ser o sentimento ou a subjetividade individual que exprime-se na vontade de conviver. Nesta situação, diminui o número de matrimônios, porque ninguém compromete a vida sobre uma premissa tão frágil e inconstante, crescem as uniões de fato e aumentam os divórcios. Sobre esta fragilidade, consuma-se o drama de tantas crianças privadas de apoio dos pais, vítimas do mal-estar e do abandono e expande-se a desordem social.

A Igreja não pode ficar indiferente diante da separação dos cônjuges e do divórcio, diante da ruína dos lares e das conseqüências criadas pelo divórcio nos filhos. Estes, para ser instruídos e educados, precisam de referências extremamente precisas e concretas, isto é, de pais determinados e certos que de modo diverso concorrem para a sua educação. Ora é este princípio que a prática do divórcio está minando e comprometendo com a chamada família alargada e móvel, que multiplica os «pais» e as «mães» e faz com que hoje a maioria dos que se sentem «órfãos» não sejam filhos sem pais, mas filhos que os têm em excesso. Esta situação, com as inevitáveis interferências e cruzamento de relações, não pode deixar de gerar conflitos e confusões internas contribuindo para criar e gravar nos filhos uma tipologia alterada de família, assimilável de algum modo à própria convivência por causa da sua precariedade.

É firme convicção da Igreja que os problemas atuais, que encontram os casais e debilitam a sua união, têm a sua verdadeira solução num regresso à solidez da família cristã, lugar de confiança mútua, de dom recíproco, de respeito da liberdade e de educação para a vida social. É importante recordar que, «pela sua própria natureza, o amor dos esposos exige a unidade e a indissolubilidade da sua comunidade de pessoas, a qual engloba toda a sua vida» (Catecismo da Igreja Católica, 1644). De fato, Jesus disse claramente: «O que Deus uniu, o homem não separe» (Mc 10, 9), e acrescenta: «Quem despede a sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. E se uma mulher despede o seu marido e se casa com outro, comete adultério também» (Mc 10, 11-12). Com toda a compreensão que a Igreja possa sentir face a tais situações, não existem casais de segunda união, como os há de primeira; aquela é uma situação irregular e perigosa, que é necessário resolver, na fidelidade a Cristo, encontrando com a ajuda de um sacerdote um caminho possível para pôr a salvo quantos nela estão implicados.

Para ajudar as famílias, vos exorto a propor-lhes, com convicção, as virtudes da Sagrada Família: a oração, pedra angular de todo lar fiel à sua própria identidade e missão; a laboriosidade, eixo de todo matrimônio maduro e responsável; o silêncio, cimento de toda a atividade livre e eficaz. Desse modo, encorajo os vossos sacerdotes e os centros pastorais das vossas dioceses a acompanhar as famílias, para que não sejam iludidas e seduzidas por certos estilos de vida relativistas, que as produções cinematográficas e televisivas e outros meios de informação promovem. Tenho confiança no testemunho daqueles lares que tiram as suas energias do sacramento do matrimônio; com elas torna-se possível superar a prova que sobrevém, saber perdoar uma ofensa, acolher um filho que sofre, iluminar a vida do outro, mesmo fraco ou diminuído, mediante a beleza do amor. É a partir de tais famílias que se há de restabelecer o tecido da sociedade.

Estes são, caríssimos Irmãos, alguns pensamentos que deixo-vos ao concluirdes a vossa visita ad Limina, rica de notícias consoladoras mas também carregada de trepidação pela fisionomia que no futuro possa adquirir a vossa amada Nação. Trabalhai com inteligência e com zelo; não poupeis fadigas na preparação de comunidades ativas e cientes da própria fé. Nestas se consolidará a fisionomia da população nordestina segundo o exemplo da Sagrada Família de Nazaré. Tais são os meus votos que corroboro com a Bênção Apostólica que concedo a todos vós, extensiva às famílias cristãs e diversas comunidades eclesiais com seus pastores e todos os fiéis das vossas diletas dioceses.

© Copyright 2009 – Libreria Editrice Vaticana

Sobre filhos e valores, ou melhor, imposição de valores

Quinta-feira, 3 Setembro, 2009 at 8:47 | In Bioética / Defesa da Vida, Filhos / Educação dos Filhos, Matrimônio e Família | 1 Comment
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«O casal nunca abortou um filho – e, como se sabe, o procedimento do aborto movimenta uma indústria de milhões de dólares nos EUA. O motivo da “inconveniência” da família Duggar é que ela vive bem usando roupas usadas e sem receber “dinheiro público” para cuidar de seus filhos.»

Leia n’O Possível e O Extraordinário sobre o casal Duggar, do Arkansas, nos EUA; sobre seus 18 (quase 19) filhos; e principalmente sobre o que isso tem a ver com o dinheiro movimentado pela indústria do aborto.

Paz e Bem!

Divórcio a um clique…

Quarta-feira, 2 Setembro, 2009 at 15:54 | In Matrimônio e Família | 2 Comments
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divorcio300Não bastasse a lambança que já se vê por esses dias no Senado Federal, nossos legisladores resolveram aparecer com mais uma avacalhação. Dessa vez a vítima é a família brasileira.

Eu não sou lá muito entendido de Direito, mas sempre soube que a família, base da sociedade, sempre teve especial proteção do Estado. Isso está no Art. 226 da Constituição Federal. Por isso, quando um casal decide se divorciar, o juiz tem que se convencer de que ambos, marido e mulher, desejam realmente a separação livremente e sem hesitações. Um juiz mais sensato e sentível ainda tentará dissuadir o casal, pelo bem de si próprio e dos possíveis filhos. Isso sempre foi praxe, até onde sei.

Mas agora, segundo notícia do Plantão Info, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal aprovou em caráter terminativo um projeto que autoriza o uso da internet para “acelerar a separação entre os casais”. É o divórcio a um clique…

São nossos nobres Senadores, fazendo o possível para facilitar ao máximo possível a desintegração das nossas famílias.

Mãe Aparecida, rogai pelas famílias brasileiras, pra que encontrem na Santa Igreja o único porto seguro desta vida de exílio.

Paz e Bem!

Até que a morte os separe…

Quarta-feira, 2 Setembro, 2009 at 10:20 | In Matrimônio e Família | 1 Comment
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Leiam a notícia abaixo e me digam se não é exatamente por isso — passar a vida ao lado de alguém que se ama de verdade, exclusivamente, até a morte — que os nossos corações anseiam, sem que tenhamos plena consciência

Britânico morre aos 101 anos depois de 81 anos de casados

Notícia trazida pela leitora Karina.

Paz e Bem!

10 Coisas a Considerar ao Planejar a Celebração do Matrimônio na Igreja Católica

Terça-feira, 1 Setembro, 2009 at 14:53 | In Matrimônio e Família | Leave a Comment
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Catholic_Marriage

10 COISAS A CONSIDERAR AO PLANEJAR A CELEBRAÇÃO DO MATRIMÔNIO NA IGREJA CATÓLICA

1. O Matrimônio é um Sacramento! A celebração do Matrimônio não é somente uma cerimônia religiosa. Um matrimônio entre dois cristãos é um sacramento, ou seja, um encontro com Jesus Cristo. De uma maneira particular, a noiva e o noivo, ao oferecer suas vidas um ao outro (oferta esta simbolizada por seus votos), prometem amor oblativo um pelo outro. Este amor oblativo, ou seja, amor que se doa, incorpora e torna presente o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu-se a si mesmo por amor ao seu povo. Todos aqueles que estão presentes num casamento podem olhar para a noiva e o noivo e verem Nosso Senhor Jesus Cristo. Mais importante, a noiva e o noivo, ao olharem um para o outro, vêem o amor do Senhor Jesus.

2. A Noiva e o Noivo são os Ministros do Sacramento. De algum modo, o matrimônio diz menos respeito à cerimônia ou à celebração sacramental do que à vivência diária da vida conjugal. O padre (ou diácono) não é o ministro do sacramento. Ele atua como uma simples testemunha oficial da Igreja e do Estado (é claro que se o casamento toma lugar numa Missa, o padre é o celebrante da Missa). A noiva e o noivo desposam um ao outro, e como tal, são eles os ministros do sacramento. A celebração do matrimônio, portanto, deveria ser um reflexo da fé e do amor do casal.

3. O Matrimônio é uma matéria de fé. Como um sacramento é uma ação da Igreja, o matrimônio não só pressupõe a fé, como também a renova e a fortalece. O processo de preparação para o matrimônio convida casais para refletir sobre a presença de Deus em suas vidas. No Sacramento do Matrimônio, Deus “enriquece e fortalece” o marido e a esposa doando-lhes seu dom especial da graça para capacitá-los a viver o dia-a-dia do matrimônio “em fidelidade duradoura e mútua”.

4. As Escrituras: A Palavra de Deus pra você, e a tua palavra para o mundo. Os casais são convidados a escolher as leituras bíblicas que serão proclamadas na Liturgia do seu matrimônio. Normalmente três leituras (uma do Antigo Testamento, uma das cartas do Novo Testamento, e uma dos Evangelhos) são proclamadas. A Igreja fornece muitas opções para cada uma, e muitas paróquias fornecem recursos com informações sobre cada possível escolha. A Escritura é a própria Palavra de Deus falando à Igreja. Os casais devem refletir sobre o que eles acreditam que Deus esteja falando a eles quando eles entram no Matrimônio, e eles devem também considerar o que eles querem comunicar a respeito de sua própria fé, àqueles que se reunirão para celebrar com eles o seu matrimônio.

5. Os Votos: o que você diz, o que você promete, o que você vive. O coração do Rito do Matrimônio é a troca de consentimento entre a noiva e o noivo. Neste momento, eles, enquanto ministros do sacramento, expressam seu compromisso vitalício de amar e honrar um ao outro, enquanto o padre (ou diácono) atua como uma testemunha. É sempre sugerido que os casais memorizem seus votos não somente para experimentar a troca de consentimento de forma mais poderosa, mas também para os falar com o coração, ao invés de repeti-los frase por frase depois do padre. Desta forma eles vão também gastar algum tempo ponderando sobre o que os votos significam, e espera-se que se lembrem das palavras nos anos que virão, e que as palavras tomem mais e mais sentido em seu amor e cuidado do dia-a-dia, um para com o outro.

6. A Música: Para suscitar a alma e erguer a mente. A música para a celebração do Matrimônio não somente adiciona beleza e dignidade à cerimônia, mas possui uma função litúrgica mais importante. Além de acompanhar a procissão dos padrinhos e a marcha nupcial, a música é uma parte integral da própria Liturgia: o canto das aclamações e respostas pela assembléia, hinos e canções na entrada (acolhimento) e procissão da comunhão são prescritos no Rito do Matrimônio. A música deve refletir e comunicar, acima de tudo, o mistério do amor de Deus em Jesus Cristo, especialmente no que se refere ao casal que está se unindo em matrimônio.

7. A Procissão: Eis a noiva… e o noivo! O que os filmes retratam não é necessariamente a visão da Igreja. A noiva e o noivo entram no matrimônio livremente e igualmente, e a procissão de entrada simboliza isso, na medida em que o casal se aproxima do altar para ficar diante do Senhor. O Rito do Matrimônio sugere que os ministros litúrgicos (padre, diácono, leitores e acólitos) puxem a procissão, seguidos da noiva e do noivo, cada um escoltado por “ao menos seus pais e as testemunhas”. Também pode o noivo entrar primeiro, levado por seus padrinhos e escoltado por seus pais, seguido da noiva, levada por seus padrinhos e escoltada por seus pais.

8. Os padrinhos: Mais do que figurantes. Uma das mais importantes tarefas desempenhadas pelos casais ao planejar seu casamento é a seleção dos padrinhos. Os casais convidam irmãos, primos e amigos próximos, que mostram seu apoio através de sua presença próxima. Eles também realizam a função litúrgica de testemunhas oficiais do rito matrimonial. Há outros ministros litúrgicos que também devem ser considerados: leitores para proclamar as leituras das Escrituras e anunciar as intenções das intercessões gerais, familiares ou amigos para apresentar os dons do pão e vinho no ofertório, ou talvez os próprios acólitos para servir o altar, e ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, quando for o caso. Todo este preparativo toma lugar quando os casais trabalham junto com o padre (ou diácono), que fornece suporte ao longo do processo.

9. Família + Amigos = Assembléia Litúrgica. Os casais convidam seus amigos próximos e membros de suas famílias para tomar parte no dia do seu casamento. Esta reunião também representa a comunidade da Igreja, uma vez que eles circundam o casal com seu encorajamento e com suas orações. Acima de tudo, esta é uma ocasião para adorar ao Senhor: ao celebrar o sacramento, o casal, junto com sua família e amigos, formam uma assembléia litúrgica, que se coloca diante do Senhor com os corações abertos ao seu poder amoroso.

10. Acima de tudo, reze! A liturgia do casamento (quando celebrada dentro ou fora de uma Missa**) é um ato de adoração. Como tal, é um momento de oferecer preces e ação de graças a Deus por seus dons, e buscar suas contínuas bençãos e auxílio em suas vidas. Em particular, agradeça a Deus pelo dom de sua(eu) esposa(o), e reze ao Senhor pedindo que Ele os abençoe e os guie para que vocês se tornem testemunhas de Seu amor um para o outro, e ambos para o mundo.

Adaptado do artigo de Pe. Rick Hilgartner, Diretor Associado da Secretaria do Culto Divino da Congregação dos Bispos dos Estados Unidos, publicado originalmente em www.foryourmarriage.org.

* A Igreja Católica recomenda e incentiva que a celebração do Sacramento do Matrimônio tome lugar dentro da Celebração Eucarística, conforme pode-se constatar no § 1621 do Catecismo da Igreja Católica.

Leia também:

Dom Orani: Família humana deve ser reflexo da Santíssima Trindade

Quinta-feira, 13 Agosto, 2009 at 17:15 | In Matrimônio e Família | 3 Comments
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RIO DE JANEIRO, quinta-feira, 13 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- No contexto da Semana da Família no Brasil, o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, fez um convite a que as famílias humanas busquem ser como a família trinitária.

“Sendo a família humana uma instituição de origem divina, com semelhança da família trinitária, ela somente readquirirá a dignidade perdida quando voltar a ser o reflexo da família trinitária, na qual Deus não só é Pai, mas paternidade, Jesus Cristo não é apenas filho, mas filiação e o Espírito Santo, não é somente união, mas unidade”, afirma o arcebispo, em seu artigo semanal.

Segundo Dom Orani, a família, hoje, “para cumprir sua missão de promotora do bem-estar do ser humano, terá que cada vez mais ser poço de paternidade, berço da filiação e comunidade de amor”.

“É bom relembrar o compromisso solene do casamento cristão, que sempre é proclamado pelos noivos perante a comunidade eclesial: ‘Recebo-te por minha (por meu) esposa (esposo) e te prometo ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-te e respeitando-te todos os dias de minha vida’.”

Vê-se, pois –prossegue o arcebispo–, “que o vínculo matrimonial que nasce do amor recíproco se exprime por esse juramento conjugal, que começa e se realiza diante da infinita majestade de Deus por aquele mesmo amor com que o Pai nos amou no seu Filho, Jesus Cristo, e nos santifica pelo Espírito desse Amor, que é o Espírito Santo”.

Dom Orani destaca que, ao celebrar a Semana Nacional da Família, a Igreja no Brasil “quer, uma vez mais, salientar a importância da família, que, talvez mais que outras instituições, tem sido posta em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura”.

“Por isso, é fundamental um olhar atento, dirigido com carinho, afeto e atenção à família, patrimônio da humanidade e tesouro dos povos”, escreve.

Segundo o arcebispo, “valorizando a família autêntica, de marido e mulher, com uma família bem estruturada, a Igreja no Brasil conclama a todos para que prossigam no objetivo pastoral de Evangelizar pela Família e para a Vida”.

“Quero convidá-los para que junto de sua esposa e filhos sejam cada vez mais comprometidos com a valorização de sua família, e para não medirmos esforços em protegê-la e defendê-la das grandes pressões externas.”

“Que a família brasileira seja respeitada como espaço privilegiado para a existência e a convivência humana”, deseja o arcebispo do Rio de Janeiro.

Fonte: Agência Zenit

Ideologia de Gênero, a imbecilidade da vez

Sexta-Feira, 3 Julho, 2009 at 21:17 | In Feminilidade / Anti-Feminismo, Filhos / Educação dos Filhos, Matrimônio e Família | 3 Comments
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sexo-generoLeiam o que vai abaixo, extraído do blog Mulher 7 por 7, da revista Época. Comento depois:

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Pais não revelam sexo de sua criança de dois anos e meio (por Kátia Mello)

Alguns pais decidem não querer saber o sexo da criança durante a gestação. Esperam pela hora do parto para descobrirem se é um menino ou uma menina. Um casal de 24 anos na Suécia levou esta prática além dessa realidade. Eles se recusam a dizer o sexo de sua criança, que já tem dois anos e meio de idade. “Queremos que Pop cresça com maior liberdade e que não seja forçado a um gênero que o/a moldará”, disse a mãe. Pop (um nome fictício para proteção da criança) usa vestidos e também calças masculinas e seu cabelo muda do estilo feminino para o masculino a cada manhã. Apesar de Pop saber as diferenças entre um menino e uma menina, os pais se recusam a adotar pronomes para chamar a criança. A controversa atitude do casal gerou um intenso debate no país.

O jornal sueco que entrevistou os pais, The Local, conversou com a pediatra sueca Anna Nodenström do Instituto Karolinska sobre os efeitos a longo prazo no comportamento da criança. “Afetará a criança, mas é difícil de dizer se fará mal a ela”, diz a pediatra. “Não sei o que os pais querem com isso, mas certamente ela será diferente”, completou. Anna ainda afirmou que quando Pop entrar na escola, se seu gênero ainda for desconhecido, ela chamará muito a atenção dos coleguinhas.

A psicóloga canadense Susan Pinker autora do livro The Sexual Paradox, também entrevistada pelo jornal sueco, disse que será difícil manter incógnito o sexo da criança por muito mais tempo. “As crianças são curiosas sobre suas identidades e tendem a gravitar em torno das de mesmo sexo no começo da infância”.

Pop logo ganhará um irmãozinho ou irmãzinha, porque a mãe está grávida. Ela afirmou que irão revelar o gênero ”quando Pop quiser”.

***

Eis o tipo de aberração à qual a tal “ideologia de gênero” dá origem.

A ideologia de gênero, loucura da vez entre os modernos, “descolados”, não é tão nova assim. Pra quem nunca ouviu falar, é fruto do pensamento marxista (saiba mais neste artigo do Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz). Fundamentalmente, ela diz que não existe um homem natural, nem uma mulher natural. O ser humano nasceria neutro, e a sociedade é que se encarregaria de determinar, ou “impor”, como preferem dizer seus defensores, os papéis de homem ou mulher ao indivíduo. Conforme fosse crescendo e se amadurecendo, o ser humano poderia “adotar” um gênero qualquer, independente de seu sexo biológico. A teoria da ideologia de gênero diz também que a atração heterossexual é muitas vezes “aprendida”, e não inata ao ser humano. Além disso, também diz que o instinto maternal não existe. É algo a que as mulhere são submetidas, uma imposição sócio-cultural.

É claro que um pensamento como este deve ser rechaçado com muito vigor, principalmente pelos cristãos, pois é uma profunda ameaça à família e até mesmo à própria humanidade, pois contraria o direito natural em seus fundamentos mais básicos!

Não é preciso ser nenhum profundo conhecedor da psicologia, ou antropologia, ou seja lá o que for, pra imaginar o dano que os pais da notícia acima estão causando à personalidade e ao caráter sexual de seu(ua) filho(a), na ânsia de protegê-lo(a). Ao invés de educar e conduzir seu(ua) filho(a) a uma descoberta saudável de sua verdadeira identidade sexual (aquela que Deus lhe concedeu, biológica e intelectualmente), os pais dessa criança a educam de forma que ela cresça acreditando que o papel sexual é optativo, que a sexualidade não tem nenhuma função vinculada à vida, que as relações de amor entre as pessoas não passa de uma busca egoísta por prazer, e que nada pode ser duradouro e verdadeiro.

A cada dia que passa o testemunho dos casais cristãos é mais e mais necessário. Devemos dar a nossa vida, se preciso for, para defender a ordem que Deus estabeleceu na criação do mundo. Que o homem assuma seu papel de homem e encontre, assim, sua liberdade. Que a mulher assuma seu papel de mulher e encontre, assim, sua liberdade, porque a verdade é que liberta (Jo 8,32). Já dizia Dom Bosco, se não me engano: “Ser livre não é fazer aquilo que se deseja. Ser livre é desejar aquilo que se deve fazer.”

Pax et Bonum!

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Mais uma família começa…

Segunda-feira, 18 Maio, 2009 at 17:07 | In Matrimônio e Família | 3 Comments
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Nós e os noivos

Mas ao mesmo tempo não é “mais uma” família. É uma família iniciada por duas pessoas maduras na fé, tementes a Deus, e que amam a Igreja.

Enfim, começa uma família daquelas onde o Amor reina sobre o egoísmo; onde a Vida reina sobre a morte; onde Cristo reina sobre os corações, dele e dela.

Minha esposa e eu estivemos na cerimônia, assim como o Wagner Moura, e mesmo não sendo padrinhos, Cristiane e Luiz Fernando sabem que poderão contar sempre com nossas preces.

A cerimônia foi no Rito Maronita, muito bonito, cheio de simbolismos e com belíssimas orações e preces, pedindo a Deus que conceda aos noivos as virtudes necessárias para bem viver o Sacramento do Matrimônio.

Tornou-se, infelizmente, cada vez mais raro participar de cerimônias em que o Sacramento do Matrimônio é recebido por casais que realmente sabem o que isso significa. Quando isso acontece, ou seja, quando o casal de noivos sabe das responsabilidades, da missão, do sentido cristão deste Sacramento, percebe-se na atmosfera algo de diferente, algo que nos faz ter a certeza de que, enquanto houver na face da Terra uma família temente a Deus, haverá ainda alguma semente de esperança.

Naquela humilde e antiga Igreja de São Charbel, nasceu uma flor de esperança no seio da Igreja Católica: uma família linda, que hoje é apenas uma muda, mas que certamente se tornará uma belíssima e frondosa árvore que produzirá muitos frutos.

Cristiane e Luiz Fernando, que vocês sejam felizes cumprindo a vossa missão de casal cristão: testemunhar o Amor de Cristo onde quer que estejam; e dando ao mundo filhos educados no Amor de Cristo e na lei da Igreja.

Que Nossa Senhora Desatadora dos Nós, Auxilium Christianorum, lhes seja sempre a ajuda de todas as horas.

Paz e Bem!

Abaixo uma pequena homenagem do casal de amigos (e irmãos) francanos:

1963: Discurso de Paulo VI às Famílias Numerosas

Quarta-feira, 29 Abril, 2009 at 10:46 | In A Voz do Santo Padre, Filhos / Educação dos Filhos, Matrimônio e Família | 1 Comment
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DISCURSO DE PAULO VI À FEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DAS FAMÍLIAS NUMEROSAS

Sábado, 14 de dezembro de 1963

famiglianumerosaCom comovida alegria vos dirigimos as nossas paternas boas-vindas, diletos filhos e filhas, que nos trazem nesta manhã o afeto de todas as famílias numerosas da Itália. Ao receber, de fato, os distintos representantes da Federação Nacional das Associações de famílias numerosas, e as duas Associações romana e lombarda, o nosso coração se abre para saudar todas aquelas famílias, cuja fecundidade, coroada por um magnífico florescimento de filhos, é clara demonstração de uma alta e corajosa concepção da família, e de fé viva e consciente.

Retornam ao nosso pensamento as amáveis ocasiões, nas quais em Milão fomos consolados pelo encontro com os Dirigentes da Associação lombarda, que vemos aqui hoje representada por seu Presidente e por um grosso número de membros; e nos é caro recordar como ela desejou sempre manter-nos informados de suas solicitudes e ânsias, de seus projetos e propósitos, com o intuito de levantar e valorizar energias tão preciosas e caras. Hoje aquele conforto se renova, porque ao lado dos amigos de um tempo, vemos os amigos da nossa diocese romana, reunidos na sua Associação, unidos à Federação Nacional e ao seu notável e caro Presidente.

Diletos filhos,

Vós esperais uma palavra de elogio e de encorajamento do humilde Vigário de Jesus Cristo; e como não poderia dizer-lhe de todo o coração, Ele que bem conhece a vossa posição na sociedade, as dificuldades e as provas que encontram, as aspirações e ideais que vos movem? A vossa presença no mundo é um testemunho de fé, de coragem, de otimismo; é um ato de confiança viva e total na Providência Divina, e uma celebração eloqüente dos valores mais altos e santos da família; é um atestado de reta consciência moral, em uma sociedade e em um particular momento que apresentam, às vezes, sintomas preocupantes de egoísmo, de indiferença, de hedonismo estreito e freqüentemente conformista aos costumes decadentes.

Vós tens uma grande e complexa função a cumprir: aquela de defender, junto com outras nossas beneméritas iniciativas, o instituto familiar, na sagrada e inviolável firmeza dos sentimentos e dos vínculos que a constituem, aquela de honrar a família na sua primária finalidade, que é aquela de ser nascente bendita e fecunda da vida humana, aquela de assistir os lares onde a prole é numerosa e há a necessidade de particular cuidado e de solidariedade social, aquela de sugerir aos legisladores a emanação de peculiares provimentos jurídicos idôneos para confortar os núcleos domésticos em sua orgânica e natural coesão e no cumprimento de sua missão educativa, aquela de oferecer à sociedade o exemplo e a apologia de famílias exemplares, as quais pela abundância mesma dos filhos experimentam exercícios de virtude humana e cristã de altíssimo valor, e derivam muitas vezes mais profundas e admiráveis expressões de amor mútuo, de piíssima religiosidade, de incomparáveis afetos e de pura felicidade.

Nós não hesitamos, portanto, em comparar esta vossa atividade a respeito da sociedade moderna, ao fermento evangélico que, embora exíguo e pouco aparente, faz fermentar a massa (cf. Mt 13,33), permeando-a e levantando-a toda; e por isso amamos atestar-vos a nossa paterna simpatia, com o encorajamento de continuar com perseverante confiança no caminho, que realizas junto com os vossos filhinhos: caminho muitas vezes duro e desconfortável, mas também bendito de tanta satisfação humana e, sobretudo, de copiosas graças celestes, que vos preparam uma luminosa coroa no Céu.

Coragem, diletos filhos e filhas: nós estamos com vocês na oração cotidiana, a fim de que o Senhor vos acompanhe sempre com seu terníssimo e providente amor, sustentando-vos no cumprimento dos vossos deveres de educadores e de plasmadores de consciências, ajudando-vos a superar as provas, confortando-vos sempre, em cada hora da vossa vida.

E invocando-vos os dons contínuos da sua paz, transmitimos a todos vós, aqui presentes, aos que vos são caros, às vossas Associações e a todas as famílias numerosas da Itália, nossa propícia Bênção Apostólica.

Tradução livre. Original em http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1963/documents/hf_p-vi_spe_19631214_famiglie_it.html.

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