Papa Bento XVI: “A família está sendo assediada por certas forças e vozes na sociedade atual”
Segunda-feira, 5 Outubro, 2009 at 10:40 | In A Voz do Santo Padre, Matrimônio e Família | 1 CommentTags: Família, matrimônio, Papa, Papa Bento XVI, Santo Padre
DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
AOS PRELADOS DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL
DOS BISPOS DO BRASIL DOS REGIONAIS NORDESTE 1 E 4
EM VISITA «AD LIMINA APOSTOLORUM»
Sala do Consistório
Palácio Apostólico de Castel Gandolfo
Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
Caríssimos Irmãos no Episcopado
Sede bem-vindos! Com grande satisfação acolho-vos nesta casa e de todo coração desejo que a vossa visita ad Limina proporcione o conforto e o encorajamento que esperais. Agradeço a amável saudação que acabais de dirigir-me pela boca de Dom José, Arcebispo de Fortaleza, testemunhando os sentimentos de afeto e comunhão que unem vossas Igrejas particulares à Sé de Roma e a determinação com que abraçastes o urgente compromisso da missão para reacender a luz e a graça de Cristo nas sendas da vida do vosso povo.
Queria falar-vos hoje da primeira dessas sendas: a família assentada no matrimônio, como «aliança conjugal na qual o homem e a mulher se dão e se recebem» (cf. Gaudium et spes, 48). Instituição natural confirmada pela lei divina, está ordenada ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, que constitui a sua coroa (cf. ibid., 48). Pondo em questão tudo isto, há forças e vozes na sociedade atual que parecem apostadas em demolir o berço natural da vida humana. Os vossos relatórios e os nossos colóquios individuais tocavam repetidamente esta situação de assédio à família, com a vida saindo derrotada em numerosas batalhas; porém é alentador perceber que, apesar de todas as influências negativas, o povo de vossos Regionais Nordeste 1 e 4, sustentado por sua característica piedade religiosa e por um profundo sentido de solidariedade fraterna, continua aberto ao Evangelho da Vida.
Sabendo nós que somente de Deus pode provir aquela imagem e semelhança que é própria do ser humano (cf. Gen 1, 27), tal como aconteceu na criação – a geração é a continuação da criação –, convosco e vossos fiéis «dobro os joelhos diante do Pai, de quem recebe o nome toda paternidade no céu e na terra, que por sua graça, segundo a riqueza da sua glória, sejais robustecidos por meio do seu Espírito, quanto ao homem interior» (Ef 3, 14-16). Que em cada lar o pai e a mãe, intimamente robustecidos pela força do Espírito Santo, continuem unidos a ser a bênção de Deus na própria família, buscando a eternidade do seu amor nas fontes da graça confiadas à Igreja, que é «um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Lumen gentium, 4).
Mas, enquanto a Igreja compara a família humana com a vida da Santíssima Trindade – primeira unidade de vida na pluralidade das pessoas – e não se cansa de ensinar que a família tem o seu fundamento no matrimônio e no plano de Deus, a consciência difusa no mundo secularizado vive na incerteza mais profunda a tal respeito, especialmente desde que as sociedades ocidentais legalizaram o divórcio. O único fundamento reconhecido parece ser o sentimento ou a subjetividade individual que exprime-se na vontade de conviver. Nesta situação, diminui o número de matrimônios, porque ninguém compromete a vida sobre uma premissa tão frágil e inconstante, crescem as uniões de fato e aumentam os divórcios. Sobre esta fragilidade, consuma-se o drama de tantas crianças privadas de apoio dos pais, vítimas do mal-estar e do abandono e expande-se a desordem social.
A Igreja não pode ficar indiferente diante da separação dos cônjuges e do divórcio, diante da ruína dos lares e das conseqüências criadas pelo divórcio nos filhos. Estes, para ser instruídos e educados, precisam de referências extremamente precisas e concretas, isto é, de pais determinados e certos que de modo diverso concorrem para a sua educação. Ora é este princípio que a prática do divórcio está minando e comprometendo com a chamada família alargada e móvel, que multiplica os «pais» e as «mães» e faz com que hoje a maioria dos que se sentem «órfãos» não sejam filhos sem pais, mas filhos que os têm em excesso. Esta situação, com as inevitáveis interferências e cruzamento de relações, não pode deixar de gerar conflitos e confusões internas contribuindo para criar e gravar nos filhos uma tipologia alterada de família, assimilável de algum modo à própria convivência por causa da sua precariedade.
É firme convicção da Igreja que os problemas atuais, que encontram os casais e debilitam a sua união, têm a sua verdadeira solução num regresso à solidez da família cristã, lugar de confiança mútua, de dom recíproco, de respeito da liberdade e de educação para a vida social. É importante recordar que, «pela sua própria natureza, o amor dos esposos exige a unidade e a indissolubilidade da sua comunidade de pessoas, a qual engloba toda a sua vida» (Catecismo da Igreja Católica, 1644). De fato, Jesus disse claramente: «O que Deus uniu, o homem não separe» (Mc 10, 9), e acrescenta: «Quem despede a sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. E se uma mulher despede o seu marido e se casa com outro, comete adultério também» (Mc 10, 11-12). Com toda a compreensão que a Igreja possa sentir face a tais situações, não existem casais de segunda união, como os há de primeira; aquela é uma situação irregular e perigosa, que é necessário resolver, na fidelidade a Cristo, encontrando com a ajuda de um sacerdote um caminho possível para pôr a salvo quantos nela estão implicados.
Para ajudar as famílias, vos exorto a propor-lhes, com convicção, as virtudes da Sagrada Família: a oração, pedra angular de todo lar fiel à sua própria identidade e missão; a laboriosidade, eixo de todo matrimônio maduro e responsável; o silêncio, cimento de toda a atividade livre e eficaz. Desse modo, encorajo os vossos sacerdotes e os centros pastorais das vossas dioceses a acompanhar as famílias, para que não sejam iludidas e seduzidas por certos estilos de vida relativistas, que as produções cinematográficas e televisivas e outros meios de informação promovem. Tenho confiança no testemunho daqueles lares que tiram as suas energias do sacramento do matrimônio; com elas torna-se possível superar a prova que sobrevém, saber perdoar uma ofensa, acolher um filho que sofre, iluminar a vida do outro, mesmo fraco ou diminuído, mediante a beleza do amor. É a partir de tais famílias que se há de restabelecer o tecido da sociedade.
Estes são, caríssimos Irmãos, alguns pensamentos que deixo-vos ao concluirdes a vossa visita ad Limina, rica de notícias consoladoras mas também carregada de trepidação pela fisionomia que no futuro possa adquirir a vossa amada Nação. Trabalhai com inteligência e com zelo; não poupeis fadigas na preparação de comunidades ativas e cientes da própria fé. Nestas se consolidará a fisionomia da população nordestina segundo o exemplo da Sagrada Família de Nazaré. Tais são os meus votos que corroboro com a Bênção Apostólica que concedo a todos vós, extensiva às famílias cristãs e diversas comunidades eclesiais com seus pastores e todos os fiéis das vossas diletas dioceses.
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1963: Discurso de Paulo VI às Famílias Numerosas
Quarta-feira, 29 Abril, 2009 at 10:46 | In A Voz do Santo Padre, Filhos / Educação dos Filhos, Matrimônio e Família | 1 CommentTags: Família, famílias numerosas, fecundidade, filhos, matrimônio, prole
DISCURSO DE PAULO VI À FEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DAS FAMÍLIAS NUMEROSAS
Sábado, 14 de dezembro de 1963
Com comovida alegria vos dirigimos as nossas paternas boas-vindas, diletos filhos e filhas, que nos trazem nesta manhã o afeto de todas as famílias numerosas da Itália. Ao receber, de fato, os distintos representantes da Federação Nacional das Associações de famílias numerosas, e as duas Associações romana e lombarda, o nosso coração se abre para saudar todas aquelas famílias, cuja fecundidade, coroada por um magnífico florescimento de filhos, é clara demonstração de uma alta e corajosa concepção da família, e de fé viva e consciente.
Retornam ao nosso pensamento as amáveis ocasiões, nas quais em Milão fomos consolados pelo encontro com os Dirigentes da Associação lombarda, que vemos aqui hoje representada por seu Presidente e por um grosso número de membros; e nos é caro recordar como ela desejou sempre manter-nos informados de suas solicitudes e ânsias, de seus projetos e propósitos, com o intuito de levantar e valorizar energias tão preciosas e caras. Hoje aquele conforto se renova, porque ao lado dos amigos de um tempo, vemos os amigos da nossa diocese romana, reunidos na sua Associação, unidos à Federação Nacional e ao seu notável e caro Presidente.
Diletos filhos,
Vós esperais uma palavra de elogio e de encorajamento do humilde Vigário de Jesus Cristo; e como não poderia dizer-lhe de todo o coração, Ele que bem conhece a vossa posição na sociedade, as dificuldades e as provas que encontram, as aspirações e ideais que vos movem? A vossa presença no mundo é um testemunho de fé, de coragem, de otimismo; é um ato de confiança viva e total na Providência Divina, e uma celebração eloqüente dos valores mais altos e santos da família; é um atestado de reta consciência moral, em uma sociedade e em um particular momento que apresentam, às vezes, sintomas preocupantes de egoísmo, de indiferença, de hedonismo estreito e freqüentemente conformista aos costumes decadentes.
Vós tens uma grande e complexa função a cumprir: aquela de defender, junto com outras nossas beneméritas iniciativas, o instituto familiar, na sagrada e inviolável firmeza dos sentimentos e dos vínculos que a constituem, aquela de honrar a família na sua primária finalidade, que é aquela de ser nascente bendita e fecunda da vida humana, aquela de assistir os lares onde a prole é numerosa e há a necessidade de particular cuidado e de solidariedade social, aquela de sugerir aos legisladores a emanação de peculiares provimentos jurídicos idôneos para confortar os núcleos domésticos em sua orgânica e natural coesão e no cumprimento de sua missão educativa, aquela de oferecer à sociedade o exemplo e a apologia de famílias exemplares, as quais pela abundância mesma dos filhos experimentam exercícios de virtude humana e cristã de altíssimo valor, e derivam muitas vezes mais profundas e admiráveis expressões de amor mútuo, de piíssima religiosidade, de incomparáveis afetos e de pura felicidade.
Nós não hesitamos, portanto, em comparar esta vossa atividade a respeito da sociedade moderna, ao fermento evangélico que, embora exíguo e pouco aparente, faz fermentar a massa (cf. Mt 13,33), permeando-a e levantando-a toda; e por isso amamos atestar-vos a nossa paterna simpatia, com o encorajamento de continuar com perseverante confiança no caminho, que realizas junto com os vossos filhinhos: caminho muitas vezes duro e desconfortável, mas também bendito de tanta satisfação humana e, sobretudo, de copiosas graças celestes, que vos preparam uma luminosa coroa no Céu.
Coragem, diletos filhos e filhas: nós estamos com vocês na oração cotidiana, a fim de que o Senhor vos acompanhe sempre com seu terníssimo e providente amor, sustentando-vos no cumprimento dos vossos deveres de educadores e de plasmadores de consciências, ajudando-vos a superar as provas, confortando-vos sempre, em cada hora da vossa vida.
E invocando-vos os dons contínuos da sua paz, transmitimos a todos vós, aqui presentes, aos que vos são caros, às vossas Associações e a todas as famílias numerosas da Itália, nossa propícia Bênção Apostólica.
Tradução livre. Original em http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1963/documents/hf_p-vi_spe_19631214_famiglie_it.html.
Mensagem “Urbi et Orbe” – Papa Bento XVI – Páscoa 2009
Domingo, 12 Abril, 2009 at 18:23 | In A Voz do Santo Padre | Leave a CommentTags: Papa, Papa Bento XVI, Páscoa, Santo Padre, Urbi et Orbe, Vaticano
Com legendas em português:
Alguém se lembra de Alagoinha?
Sexta-Feira, 3 Abril, 2009 at 15:01 | In A Voz do Santo Padre | 2 CommentsTags: aborto, Alagoinha, Casti Connubii, Igreja, Mandamentos, Não matar, Papa Pio IX, Pernambuco

P.P. Pius XI
Um excerto interessante e muito atual da carta encíclica Casti Connubii, do Papa Pio XI sobre o matrimônio cristão. Leia:
«No que respeita, porém, à “indicação médica e terapêutica” — para Nos servirmos de suas próprias palavras — já dissemos, Veneráveis Irmãos, quanta compaixão sentimos pela mãe a quem o cumprimento do seu dever natural expõe a graves perigos da saúde e até da própria vida; mas que causa poderá jamais bastar para desculpar de algum modo a morte direta do inocente? Porque é desta que aqui se trata. Quer a morte seja infligida à mãe, quer ao filho, é contra o preceito de Deus e a voz da natureza: “Não matar” (Ex 20, 13; Cf. Decr. Santo Ofício, 4 maio 1898, 24 julho 1895, 31 maio 1884). A vida de um e de outro é de fato coisa igualmente sagrada, que ninguém, nem sequer o poder público, terá jamais o direito de destruir. Insensatissimamente se faz derivar contra os inocentes o jus gladii, que não tem valor senão contra os culpados; também de maneira nenhuma existe aqui o direito de defesa até ao sangue contra o injusto agressor (pois quem chamará injusto agressor a uma criancinha inocente?); tampouco o chamado direito de extrema necessidade, que pode ir até à morte direta do inocente. Os médicos que têm probidade e ciência profissional louvavelmente se esforçam por defender e conservar ambas as vidas, a da mãe e a do filho; pelo contrário, mostrar-se-iam indigníssimos do nobre título e da glória de médicos aqueles que, sob a aparência de arte médica ou movidos de mal-entendida compaixão, se entregassem a práticas assassinas.
(…)
Aquilo, porém, que se propõe acerca da indicação social e eugênica pode e deve ser tomado em consideração, contanto que se proceda de modo lícito e honesto e dentro dos devidos limites; mas, quanto a querer prover à necessidade em que se apóia com a morte dos inocentes, repugna à razão e é contrário ao preceito divino, promulgado aliás por aquelas palavras apostólicas: “não se deve fazer mal para que daí venha bem” (Cf. Rom. III, 8).
Aqueles, enfim, que têm o supremo governo das nações e o poder legislativo não podem licitamente esquecer-se de que é dever da autoridade pública defender a vida dos inocentes com leis oportunas e sanções penais, tanto mais quanto menos se podem defender aqueles cuja vida está em perigo e é atacada, entre os quais ocupam, sem dúvida, o primeiro lugar as crianças ainda escondidas no seio materno. Se os magistrados públicos não só não defenderem essas crianças mas, por leis e decretos, as deixarem ou até entregarem a mãos de médicos ou de outros para serem mortas, lembrem-se de que Deus é juiz e vingador do sangue inocente, que da terra clama ao céu (Cf. Gn 4, 10).» — Casti Connubii, S.S. Pio XI, 31.12.1930
Os grifos e destaques são meus, mas as palavras são do Sucessor de Pedro. Alguém aí se lembrou de algo que ocorreu recentemente em Alagoinha-PE?
Paz e Bem!
O Batismo e o VI Encontro Mundial das Famílias
Segunda-feira, 12 Janeiro, 2009 at 15:39 | In A Voz do Santo Padre, Matrimônio e Família | Leave a CommentTags: batismo, Batismo de Jesus, Batismo do Senhor, Cidade do México, EMF, Encontro Mundial das Famílias, Família, matrimônio, México, sacramento, sacramentos, VI Encontro Mundial das Famílias
Abaixo, alocução do Santo Padre no Angelus de ontem, Solenidade do Batismo do Senhor.
O Papa fez um maravilhoso entrelaçamento entre o tema da importância e a responsabilidade do Batismo, e o VI Encontro Mundial das Famílias, que começa amanhã na Cidade do México, e vai até Domingo.
Leiam:
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Queridos irmãos e irmãs,
No domingo de hoje, que se segue à solenidade da Epifania, celebramos o Batismo do Senhor. Este foi o primeiro ato de sua vida pública, narrado nos quatro Evangelhos. Chegado à idade de cerca de trinta anos, Jesus deixou Nazaré, chegou ao rio Jordão e, em meio a muita gente, se fez batizar por João. O evangelista Marcos escreveu: «enquanto saiu da água viu que os céus se abriam e que o Espírito, em forma de pombo, descia sobre ele. E ouviu uma voz que vinha dos céus: “Tu és meu Filho amado, em ti me comprazo”. Nestas palavras: “Tu és meu filho amado”, revela-se o que é a vida eterna: é a relação filial com Deus, tal e como Jesus viveu e nos revelou e entregou.
Esta manhã, segundo a tradição, na Capela Sixtina, administrei o sacramento do Batismo a recém-nascidos. Aos pais, aos padrinhos e às madrinhas, o celebrante pergunta: «o que pedis à Igreja para vossos filhos?»; a sua resposta é: «O Batismo», ele replica: «E que lhes dá o Batismo?». «A vida eterna», respondem eles. Esta é a estupenda realidade: a pessoa humana, mediante o Batismo, insere-se na relação única e singular de Jesus com o Pai, de forma que as palavras que ressoaram no céu sobre o Filho Unigênito se fazem verdadeiras para cada homem e toda mulher que renasce da água e do Espírito Santo: Tu és meu Filho, o amado.
Queridos amigos, como é grande o dom do Batismo! Se nos déssemos conta plenamente, nossa vida se converteria em um “obrigado” contínuo. Que alegria para os pais cristãos, que viram surgir de seu amor esta nova criatura, levá-la à fonte batismal e vê-la renascer do seio da Igreja, para uma vida que nunca terá fim! Presente, alegria, mas também responsabilidade! Os pais, de fato, junto com os padrinhos, devem educar seus filhos segundo o Evangelho. Isto me faz recordar o tema do VI Encontro Mundial das Famílias, que acontecerá nos próximos dias no México: «A família, formadora nos valores humanos e cristãos». Este grande meeting familiar, organizado pelo Conselho Pontifício para a Família, se desenvolverá em três momentos: em primeiro lugar, o Congresso teológico-pastoral, no qual se aprofundará no tema, também mediante o intercâmbio de experiências significativas; depois, o momento de beleza e de testemunho, que fará emergir a beleza de encontrar-se entre as famílias de todas as partes do mundo, unidas pela mesma fé e o mesmo compromisso; e, finalmente, a solene Celebração Eucarística, como ação de graças ao Senhor pelos dons do matrimônio, da família e da vida. Encarreguei o cardeal secretário de Estado, Tarcísio Bertone, que me represente, mas eu mesmo seguirei com viva participação o extraordinário acontecimento, acompanhando-o com a oração e intervindo em vídeo-conferência. Desde agora, queridos irmãos e irmãs, vos convido a imprimir sobre este encontro mundial das famílias a importância das graças divinas. O fazemos invocando a materna intercessão da Virgem Maria, rainha da Família.
Fonte e tradução: Zenit
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Paz e Bem!
Papa Bento XVI reafirma a Humanae Vitae
Sexta-Feira, 3 Outubro, 2008 at 9:43 | In A Voz do Santo Padre, Matrimônio e Família, Moral e Sexualidade | 1 CommentTags: contracepção, Humanae Vitae, Igreja, Papa Bento XVI, Paulo VI, Santo Padre
Fonte: Rádio Vaticano
Comento depois.
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03/10/2008 13.57.31
Só os olhos do coração compreendem as exigências de um grande amor que sabe dar sem reservas: Bento XVI, a propósito dos 40 anos da “Humanae vitae”
Na geração dos filhos, o amor conjugal “não só se assemelha ao amor de Deus, mas participa mesmo nesse Amor”. Um grande amor que sabe dar sem reservas e cujas exigências só os olhos do coração são capazes de compreender. Afirmações de Bento XVI numa mensagem dirigida ao Congresso promovido pelo Instituto João Paulo II para os Estudos sobre o Matrimônio e a Família e pela Universidade Católica Italiana (do Sagrado Coração). Na mensagem, enviada ao Presidente daquele Instituto Pontifício, Mons. Lívio Melina, o Papa sublinha que a Encíclica de Paulo VI nos convida a compreender “o grande sim que implica o amor conjugal”.
“Qualquer forma de amor tende a difundir a plenitude de que vive, mas o amor conjugal tem um modo próprio de se comunicar: gerar os filhos” – escreve Bento XVI. “Excluir esta dimensão comunicativa mediante uma acção que vise impedir a procriação significa negar a verdade íntima do amor esponsal com que se comunica o dom divino”.
A quarenta anos da publicação da “Humanae vitae” – sublinha o Papa – estamos em condições de compreender que “os filhos não são o objectivo de um projecto humano, mas são reconhecidos como um verdadeiro dom, a acolher numa atitude de generosa responsabilidade para com Deus, primeiro manancial da vida humana”. Este “grande sim à beleza do amor – lê-se na mensagem – comporta certamente a gratidão, tanto dos pais aos receber o dom de um filho, como também do próprio filho, ao saber que a origem da sua vida está ligada a um amor tão grande e acolhedor”.
O Papa constata que também hoje muitos fiéis têm dificuldade em compreender a mensagem da Igreja que “defende a beleza do amor conjugal na sua manifestação natural”. A solução técnica aparece muitas vezes como a mais fácil, mas na realidade esconde a questão de fundo, que diz respeito ao sentido da sexualidade humana e à necessidade de um auto-domínio responsável, para que o seu exercício se possa tornar expressão de amor pessoal.
A técnica – adverte o Santo Padre – “não pode substituir a maturação da liberdade, quando está em jogo o amor”. Por outro lado, “também a razão não basta, é preciso que seja o coração a ver”. “Só os olhos do coração conseguem advertir as exigências próprias de um grande amor, capaz de abranger a totalidade do ser humano”.
Por outro lado, Bento XVI reconhece que no caminho do casal podem verificar-se circunstâncias graves que tornem “prudente” distanciar os nascimentos dos filhos ou mesmo renunciar a novas gestações. É aqui que – explica o Papa – “se torna importante para a vida dos cônjuges o conhecimento dos ritmos naturais de fertilidade da mulher”. Estes métodos consentem ao casal “administrar o que o Criador sapientemente inscreveu na natureza humana, sem perturbar o significado integral da doação sexual”. Obviamente, afirma o Pontífice, estes métodos que respeitam a verdade plena do amor dos cônjuges requerem “uma maturidade no amor que não é imediata, mas comporta um diálogo e uma escuta recíproca e um singular domínio do impulso sexual num caminho de crescimento na virtude”.
A concluir a sua mensagem, nos quarenta anos da “Humanae Vitae”, Bento XVI menciona com apreço a actividade de centros como o Instituto Internacional Paulo VI, querido por João Paulo II que fazem “Progredir o conhecimento das metodologias tanto para a regulação natural da fertilidade humana como também para a superação natural de uma eventual infertilidade”.
Como que em eco à “Donum vitae”, do Papa Wojtyla, a mensagem do atual pontífice sublinha que muitos investigadores, “salvaguardando plenamente a dignidade da procriação humana” chegaram a “resultados que antes parecia impossível alcançar”. Bento XVI faz votos de que, na sua pastoral matrimonial e familiar, a Igreja saiba orientar os casais, levando-os a “compreender com o coração o maravilhoso projecto que Deus inscreveu no corpo humano”. Finalmente, a exortação – aos cônjuges católicos – a serem “testemunhas credíveis da beleza do amor”.
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É muito bom ver o Papa defendendo as verdades de sempre da Doutrina Católica. O mundo moderno está sedento de um líder que aponte caminhos seguros para a felicidade e para o amor. Povos todos, eis o líder que o próprio Cristo instituiu: o sucessor de Pedro! Basta ouvir o Papa!
A beleza do amor conjugal está em refletir o Amor Divino em todas as suas dimensões: livre, total, fiel e fecundo! A união conjugal onde os esposos voluntariamente se tornam infecundos é uma união enganadora, pois não expressa amor. Amor é entrega total, ainda que exija sacrifícios!
Como o Papa João Paulo II ensinou, e o atual Santo Padre bem lembrou, nos nossos corpos está inscrito um projeto maravilhoso de Deus, uma linguagem profética, porque comunica o amor de Deus. E nenhum lugar favorece melhor essa comunicação do que no matrimônio cristão, onde acontece aquela comunhão de pessoas, a união numa só carne, na qual o casal co-participa da criação junto com o Criador, dando origem a uma nova vida, dom de Deus!
Casais cristãos, sejamos “testemunhas credíveis da beleza do amor”, conforme nos pede o Vigário de Cristo!
VIVA O PAPA! VIVA A HUMANAE VITAE!
Paz e Bem!
Santo Padre dá mensagem de esperança aos casais em crise
Domingo, 28 Setembro, 2008 at 13:22 | In A Voz do Santo Padre, Matrimônio e Família | 3 CommentsTags: crises familiares, crises matrimoniais, Família, matrimônio, Movimento Retrouaville
É possível superar crises matrimoniais, assegura Papa
Recuperar a esperança para que a chama do amor volte a arder
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 26 de setembro de 2008 (ZENIT.org) – Bento XVI não só está convencido de que é possível superar as crises matrimoniais, mas também constata que a relação dos casais que conseguem isso se torna mais profunda, seu amor fica reforçado.
Porém, para que a chama do amor volte a arder, o Papa constata a necessidade de pessoas que apóiem os cônjuges nos momentos de escuridão, sobretudo dando-lhes esperança, contra a corrente comum hoje em dia de apresentar o divórcio como a solução.
Assim explicou o pontífice nesta sexta-feira, ao receber os participantes do encontro internacional do movimento Retrouvaille (http://www.retrouvaille.org), iniciativa surgida da «providencial intuição» – assim a qualificou o Santo Padre – do casal canadense Guy e Jeannine Beland, em 1977, para ajudar os casais em grave crise.
O bispo de Roma considerou que a crise conjugal – falava de «crises sérias e graves» – constitui uma realidade «com duas faces».
Por um lado, explicou, «apresenta-se, especialmente em sua fase aguda mais dolorosa, como um fracasso, como a prova de que o sonho acabou ou se transformou em um pesadelo e, infelizmente, ‘não há nada a fazer’».
No entanto, segundo o Papa «há outra face, que nós desconhecemos com freqüência, mas que Deus vê. Toda crise, de fato – a natureza nos ensina -, constitui o passo a uma nova fase da vida. Ainda que no caso das criaturas inferiores isso aconteça de maneira automática, no ser humano implica a liberdade, a vontade e, portanto, uma ‘esperança maior’ que o desespero».
É nesse momento que o trabalho de pessoas como as que participam no movimento Retrouvaille é necessária, indicou o Papa.
«Nos momentos mais escuros, os cônjuges perderam a esperança; então se dá a necessidade de outras pessoas que a custodiem, de um ‘nós’, de uma companhia de autênticos amigos que, com o máximo respeito, mas também com sincera vontade de bem, estejam dispostos a compartilhar algo de sua própria esperança com quem a perdeu. Mas não de maneira sentimental ou superficial, e sim organizada e realista.»
Deste modo, no momento da ruptura, oferecem ao casal «uma referência positiva na qual confiar frente ao desespero».
«De fato, quando a relação se degenera, os cônjuges caem na solidão, tanto individual como de casal. Perdem o horizonte da comunhão com Deus, com os demais e com a Igreja. Então, vossos encontros oferecem o ‘amparo’ para não se perder totalmente e para voltar a subir pouco a pouco a montanha.»
Por este motivo, apresentou às pessoas que ajudam os casais em Cristo como «custódios de uma esperança maior para os esposos que a perderam».
«Quando um casal em dificuldade ou – como demonstra vossa experiência – inclusive já separado, se encomenda a Maria e se dirige Àquele que fez dos dois ‘uma só carne’, pode estar seguro de que a crise se converterá, com a ajuda do Senhor, em um momento de crescimento e que o amor será purificado, amadurecido, reforçado.»
Isso, advertiu Bento XVI, «só Deus pode fazer, Ele que quer servir-se de seus discípulos como de válidos colaboradores para aproximar-se dos casais, escutá-los, ajudá-los e redescobrir o tesouro escondido do matrimônio, o fogo que foi sepultado sob as cinzas».
«Reaviva e faz que volte a arder a chama; certamente, não como no enamoramento, mas de uma maneira diferente, mais intensa e profunda: porém, é sempre a mesma chama», afirmou.
O Programa Retrouvaille, segundo explica em seu site, consiste em viver um fim de semana combinado com uma série de 6 a 12 sessões de fim de semana durante três meses.
Oferece instrumentos para ajudar o casal a reordenar a sua vida. O programa sublinha particularmente a comunicação no matrimônio entre o homem e a mulher, dando aos esposos a oportunidade de redescobrir-se mutuamente e de examinar suas vidas juntos de uma maneira positiva e nova.
40 anos de Humanae Vitae!
Sexta-Feira, 25 Julho, 2008 at 0:54 | In A Voz do Santo Padre, Bioética / Defesa da Vida, Moral e Sexualidade, Teologia do Corpo | 1 CommentTags: Christopher West, contracepção, Humanae Vitae, João Paulo II, Paulo VI, Sexualidade, Teologia do Corpo

Hoje algo muito importante faz aniversário. É a Encíclica Humanae Vitae, do saudoso Santo Padre Papa Paulo VI. Um marco na história da Igreja, no que diz respeito à defesa da vida, e da reflexão sobre a vocação da família e do casal cristão. Eis um trecho:
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“São muitas as vozes, amplificadas pelos meios modernos de propaganda, que estão em contraste com a da Igreja. A bem dizer a verdade, esta não se surpreende de ser, à semelhança do seu divino fundador, “objeto de contradição”; mas, nem por isso ela deixa de proclamar, com humilde firmeza, a lei moral toda, tanto a natural como a evangélica. A Igreja não foi a autora dessa lei e não pode portanto ser árbitra da mesma; mas, somente depositária e intérprete, sem nunca poder declarar lícito aquilo que o não é, pela sua íntima e imutável oposição ao verdadeiro bem comum do homem.” [Humanae Vitae, 18]
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Sábias palavras! Santas palavras! Santo propósito!

E em comemoração ao 40º aniversário desta Encíclica, que é um verdadeiro luzeiro para o rebanho católico e para todo o mundo contemporâneo, compartilho com vocês minha singela tradução livre deste artigo de Christopher West, uma das vozes que propagam de forma mais popular as catequeses do Santo Padre João Paulo II sobre a sua Teologia do Corpo, um dos grandes frutos da Humanae Vitae.
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HUMANAE VITAE: UMA INSPIRAÇÃO PARA JOÃO PAULO II
Por Christopher West (original em http://www.tobinstitute.org/newsitem.asp?NewsID=27)
Este 25 de julho marca o 40º aniversário de um dos mais controversos documentos na história papal : a encíclica Humanae Vitae, que reafirmou o ensino tradicional cristão sobre a imoralidade de contracepção. Como os entusiastas da TOB (Theology Of the Body – Teologia do Corpo) sabem, este é o documento que inspirou o Cardeal Wojtyla a começar a escrever a sua “obra-prima”. Tal como ele próprio diz, sua TOB constitui “um extenso comentário sobre a doutrina contida precisamente na Humanae Vitae” (TOB 133:2). Para questões que partem da Humanae Vitae “que passam, de alguma forma, pelo conjunto das nossas reflexões… Isso é importante do ponto de vista da estrutura e método” (TOB 133:4).
Você deve ter notado que eu disse acima “ensino tradicional Cristão” sobre contracepção. Só nos últimos 50-70 anos isso tem sido encarado principalmente como uma questão “católica”. Até 1930, todos os órgãos cristãos eram uníssonos em sua condenação de qualquer tentativa de esterilizar o ato conjugal. Naquele ano, a Igreja Anglicana rompeu com mais de mil e novecentos anos de ininterrupto ensinamento cristão. Quando a pílula estreou no início dos anos 1960’s, a Igreja Católica conservou sozinha aquilo que em breves 30 anos chegou a ser visto como uma arcaica, até mesmo absurda posição.
Quando Margaret Sanger e seus seguidores começaram a incentivar a contracepção, no início do século XX, sábios homens e mulheres – e certamente não apenas católicos – previram que separar sexo de procriação acabaria por levar ao caos social e sexual. A atual cultura de adultério, divórcio, sexo pré-matrimonial, DST’s, filhos fora do casamento, aborto, crianças sem pais, homossexualismo, pobreza, criminalidade, drogas, e violência foi tudo previsto.
Qual é a ligação de tudo isso com a contracepção? Se você já ouviu minhas palestras, provavelmente você já me ouviu falar sobre isso antes. Mas é importante que todos nós compreendamos como a contracepção tem contribuído para a confusão em que estamos vivendo hoje. Devemos ser capazes de explicar isto a qualquer um que pede a razão pela qual a Igreja é tão “rígida” sobre contracepção.
Embora hoje em dia o caos social seja certamente complexo, a Igreja demonstra a “lógica interna” da influência da contracepção. Muitas vezes as pessoas são tentadas a fazer coisas que não devem fazer. A dissuasão da natureza dentro de si próprio e no seio da sociedade, contribui para refrear essas tentações e manter a ordem. Por exemplo, o que aconteceria com a taxa de criminalidade em uma determinada sociedade se de repente abrissem as portas de todas as suas prisões?
Aplique a mesma lógica ao sexo. As pessoas ao longo da história têm sido tentadas a cometer adultério. Isto não é novidade. No entanto, uma das principais dissuasões de sucumbir à tentação foi o medo da gravidez. O que aconteceria se esta dissuasão natural fosse suprimida? Como a história demonstra, as taxas de adultério subiriam como foguetes. Qual é uma das principais causas de divórcio? Adultério. Aplique a mesma lógica às relações sexuais pré-conjugais. Tal comportamento tem, na verdade, subido como foguete. Relações sexuais pré-conjugais, como uma espécie de “adultério por antecipação”, é também um primeiro indicador de futura ruptura matrimonial.
Há um agravante. Uma vez que nenhum método contraceptivo é 100% eficaz, um aumento no número de adultérios e de relações pré-maritais conduzirá inevitavelmente a um aumento da “gravidez indesejada”. O que vem depois? Tantas pessoas pensam que a contracepção é a solução para o problema do aborto. Dê uma olhada mais profunda e você verá que isso é como atirar gasolina em um incêndio para tentar extinguí-lo. Em última análise, existe apenas um motivo pelo qual temos o aborto – porque os homens e mulheres estão tendo relações sexuais sem estarem “abertos à vida”. Se esta mentalidade está na raiz do aborto, a contracepção nada faz além de fomentar e incitar esta mentalidade.
Nem todo mundo vai recorrer ao aborto, evidentemente. Alguns irão escolher adoção. Outras mães (maioria) irão criar essas crianças por si próprias. Daí o número de crianças que crescem sem um pai (o que já foi aumentado pelo aumento do número de divórcios) será agravada. E de uma cultura de crianças “sem-pais” inevitavelmente surge uma cultura da pobreza, da criminalidade, das drogas, e da violência. Todos esses males sociais se compõem exponencialmente de geração em geração, uma vez que crianças “sem-pais” são também muito mais suscetíveis de terem filhos fora de um casamento, e mesmo se se casarem, muitos se divorciam.
E o que dizer sobre a homossexualidade? A nossa cultura é impotente para resistir à “agenda gay” porque nós já aceitamos a sua premissa básica com a contracepção: a redução do sexo à simples troca de prazer. Quando a abertura à vida já não é uma parte intrínseca da equação sexual, porque é que o intercurso sexual tem que ser com o sexo oposto?
A nossa situação cultural pode parecer sombria. Mas somos pessoas de grande esperança. Podemos mesmo dizer: oh! feliz culpa da revolução (contraceptiva) sexual, que ganhou para nós tão grande teologia do corpo. A grandeza da TOB, é claro, está pura e simplesmente no fato de que ela nos põe em contato com o Verbo feito carne. É aí que reside a nossa esperança: em Cristo o noivo e sua promessa de que ele está em nós.
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Paz e Bem!
Discursos do Santo Padre na J.M.J.
Sexta-Feira, 18 Julho, 2008 at 9:07 | In A Voz do Santo Padre | Leave a CommentTags: JMJ, Papa Bento XVI
Pra quem gosta de acompanhar os discursos do Santo Padre Bento XVI, o site do Vaticano está disponibilizando aqueles que Sua Santidade está pronunciando em sua Viagem Apostólica à Austrália, por ocasião da XXIII Jornada Mundial da Juventude. A maioria dos discursos já estão traduzidos para língua portuguesa.
Além disso, o site oficial do evento também disponibiliza feeds de vídeo e de áudio, atualizados ao vivo.
Bom proveito!
Paz e Bem!
Papa: A Família Pede Socorro
Segunda-feira, 19 Maio, 2008 at 10:12 | In A Voz do Santo Padre, Matrimônio e Família | Leave a CommentTags: Família, Matrimônio e Família, Política, Sociedade
Política não pode ignorar o grito de socorro da família, alerta o Papa
No Fórum das Associações Familiares e da FAFCE
Por Marta Lago
ROMA, sexta-feira, 16 de maio de 2008 (ZENIT.org). – A ação política, se está voltada para o futuro, não pode deixar de lado a família, e esta clama pedindo ajuda, adverte Bento XVI. Sensibilizar os governantes e a opinião pública sobre o papel central e insubstituível da família na sociedade: é o objetivo do Fórum das Associações Familiares e da Federação Européia das Associações Familiares Católicas (FAFCE)
O Papa recebeu nesta sexta-feira a aproximadamente 200 representantes do Fórum, alentando-os no tema do Congresso que realizam: «A aliança pela família na Europa: o associacionismo protagonista».
«Como justamente podem observar – disse-lhes em seu discurso -, uma ação política que deseje olhar para o futuro, não pode deixar de situar a família no centro da sua atenção e de sua programação».
As condições sociais atuais não facilitam a fidelidade conjugal, ter filhos e muitas famílias elevam «um pedido de ajuda que interpela os responsáveis das administrações públicas, das comunidades eclesiais e das distintas agências educativas», adverte o Papa.
Surge então a urgência cada vez mais «de unir forças para sustentar, com toda medida possível, as famílias, a partir de um ponto de vista social e econômico, jurídico e espiritual», sublinha.
A família é «célula de comunhão como fundamento da sociedade»; é constituída pela «união de vida e de amor, baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher» – recorda Bento XVI -, «um bem insubstituível para toda a sociedade, que não pode ser confundido nem equiparado a outros tipos de união».
Longe de proceder de uma confissão de fé, «a vida, a família e a educação» são «valores inscritos na própria natureza humana» «e, portanto, comuns a toda a humanidade»; o Papa exorta a defendê-los pelo justo respeito «aos direitos do homem».
O «Fórum» – como seu presidente, Giovanni Giacobbe, teve oportunidade de expor ao Santo Padre – realizou objetivos como a mobilização das famílias italianas que conduziu ao «Family Day», um evento que foi acompanhado pela campanha de recolhida de assinaturas por impostos proporcionais à família que se pede ao Parlamento e ao Governo do país. O magistério da Igreja católica orienta a atividade do Fórum e da FAFCE.
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