O Papa e o Matrimônio

Fazia algum tempo que eu já havia observado que o matrimônio era assunto recorrente nas audiências e mensagens do Papa Bento XVI. Na última semana, esta notícia publicada no Texarkana Gazette após a visita do Santo Padre aos E.U.A. veio confirmar minha constatação. Fiz questão de traduzi-la:

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Papa Bento XVI sobre o matrimônio: A chave para a ‘Paz Mundial’?
Por: Associated Press - Texarkana Gazette

Publicada em 27 de abril de 2008
MANASSAS, Va. - Uma nova análise entitulada “Papa Bento XVI Sobre o Matrimônio: Um Compêndio” e publicado pelo Instuto Pelo Matrimônio e Políticas Públicas às vésperas da histórica visita de Bento aos E.U.A., mostra que nos três primeiros anos de seu pontificado, o Papa Bento XVI falou publicamente sobre o matrimônio em 111 ocasiões, associando o matrimônio a temas abrangentes tais como direitos humanos, paz mundial e a relação entre fé e razão.

“Várias vezes ele deixou claro que a discussão envolvendo o matrimônio e a família é central - e não periférico - para a compreensão da pessoa humana, e a defesa de nossa dignidade humana”, diz Maggie Gallagher, presidente do Instituto Pelo Matrimônio e Políticas Públicas.

Por exemplo, ao receber as credenciais do novo Embaixador Norte-americano para o Vaticano, a Mestre em Direito em Harvard, Profa. Mary Ann Glendon, o Papa Bento XVI expressou sua apreciação pelo reconhecimento americano da importância de um diálogo da fé e das fés em praça pública e atribuiu a isto o respeito não somente pela liberdade religiosa, mas pelo matrimônio enquanto união entre marido e mulher:

“Eu não poderia deixar de registrar com gratidão a importância que os Estados Unidos atribuiu ao diálogo inter-religioso e inter-cultural como uma força positiva em prol da paz… A histórica apreciação do povo americano pela função da religião em promover o discurso público e em lançar luzes sobre a inerente dimensão moral das questões sociais - uma função há tempos contestada em nome de uma compreensão limitada da vida política e do discurso público - é refletida nos esforços de tantos de seus cidadãos e líderes do governo para assegurar proteção legal para o dom de Deus que é a vida desde a concepção até a morte natural, e a salvaguarda da instituição do matrimônio, conhecida como uma união estável entre um homem e uma mulher, a família.”

O Papa Bento dedicou quase metade de sua mensagem para o Dia Mundial da Paz (1° de Janeiro) à importância do matrimônio para o desenvolvimento de uma cultura de paz:

“Conseqüentemente, qualquer um que, mesmo inconscientemente, se desfaz da importância da instituição da família, compromete a paz na comunidade inteira, nacional e internacional, uma vez que assim enfraquece aquela que é, de fato, a agência primária da paz. Este ponto merece especial reflexão: qualquer coisa que se destine a enfraquecer a família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; qualquer coisa que, direta ou indiretamente, se coloca no caminho da abertura à aceitação responsável de uma nova vida; qualquer coisa que obstrua seu direito de ser a primeira responsável pela educação de seus filhos; constituem um verdadeiro obstáculo no caminho para a paz.”

O matrimônio é essencial à paz mundial? Isso pode soar estranho aos ouvidos americanos. Se é assim, Bento XVI deixou claro que a questão não é desproposital. Em 21 de setembro de 2007, em um discurso aos participantes de uma conferência do Comitê Executivo dos Democratas Centristas Internacional, o Papa prefigurou o mesmo tema:

“Há aqueles que defendem que a razão humana seja incapaz de compreender a verdade, e portanto, de perseguir o bem que corresponde à dignidade pessoal. Há alguns que acreditam que seja legítimo destruir a vida humana em seu estágio inicial ou final. Igualmente preocupante é a crescente crise da família, que é o núcleo fundamental da sociedade, baseada no laço indissolúvel do matrimônio entre um homem e uma mulher. A experiência tem mostrado que, quando a verdade sobre o homem é subvertida ou o fundamento da família é minado, a própria paz fica ameaçada e a função da lei comprometida, levando inevitavelmente a várias formas de injustiça e violência.”

“O curto pontificado de Bento XVI já é uma constante censura àquelas vozes do nosso tempo que procuram nos envergonhar e nos embaraçar por cuidar do matrimônio e das questões sexuais, àqueles que tentam nos fazer encarar o debate moderno sobre o matrimônio como uma mera distração das questões mais importantes”, observa Gallagher. “O Papa Bento claramente associa a vida e o matrimônio, a pessoa humana e a família humana, com as questões internacionais mais fundamentais sobre a paz e os direitos humanos dos nossos tempos”.

Tradução livre: Fabrício L. Ribeiro
Artigo original em: http://www.texarkanagazette.com/news/WireHeadlines/2008/04/27/pope-benedict-on-marriage-key-to-world-p-5.php

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Paz e Bem!

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