Ideologia de Gênero, a imbecilidade da vez
Sexta-Feira, 3 Julho, 2009 at 21:17 | In Feminilidade / Anti-Feminismo, Filhos / Educação dos Filhos, Matrimônio e Família | 1 CommentTags: educação dos filhos, educação sexual, filhos, gênero, ideologia de gênero, papéis sexuais, papel sexual, sexo, Sexualidade
Leiam o que vai abaixo, extraído do blog Mulher 7 por 7, da revista Época. Comento depois:
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Pais não revelam sexo de sua criança de dois anos e meio (por Kátia Mello)
Alguns pais decidem não querer saber o sexo da criança durante a gestação. Esperam pela hora do parto para descobrirem se é um menino ou uma menina. Um casal de 24 anos na Suécia levou esta prática além dessa realidade. Eles se recusam a dizer o sexo de sua criança, que já tem dois anos e meio de idade. “Queremos que Pop cresça com maior liberdade e que não seja forçado a um gênero que o/a moldará”, disse a mãe. Pop (um nome fictício para proteção da criança) usa vestidos e também calças masculinas e seu cabelo muda do estilo feminino para o masculino a cada manhã. Apesar de Pop saber as diferenças entre um menino e uma menina, os pais se recusam a adotar pronomes para chamar a criança. A controversa atitude do casal gerou um intenso debate no país.
O jornal sueco que entrevistou os pais, The Local, conversou com a pediatra sueca Anna Nodenström do Instituto Karolinska sobre os efeitos a longo prazo no comportamento da criança. “Afetará a criança, mas é difícil de dizer se fará mal a ela”, diz a pediatra. “Não sei o que os pais querem com isso, mas certamente ela será diferente”, completou. Anna ainda afirmou que quando Pop entrar na escola, se seu gênero ainda for desconhecido, ela chamará muito a atenção dos coleguinhas.
A psicóloga canadense Susan Pinker autora do livro The Sexual Paradox, também entrevistada pelo jornal sueco, disse que será difícil manter incógnito o sexo da criança por muito mais tempo. “As crianças são curiosas sobre suas identidades e tendem a gravitar em torno das de mesmo sexo no começo da infância”.
Pop logo ganhará um irmãozinho ou irmãzinha, porque a mãe está grávida. Ela afirmou que irão revelar o gênero ”quando Pop quiser”.
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Eis o tipo de aberração à qual a tal “ideologia de gênero” dá origem.
A ideologia de gênero, loucura da vez entre os modernos, “descolados”, não é tão nova assim. Pra quem nunca ouviu falar, é fruto do pensamento marxista (saiba mais neste artigo do Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz). Fundamentalmente, ela diz que não existe um homem natural, nem uma mulher natural. O ser humano nasceria neutro, e a sociedade é que se encarregaria de determinar, ou “impor”, como preferem dizer seus defensores, os papéis de homem ou mulher ao indivíduo. Conforme fosse crescendo e se amadurecendo, o ser humano poderia “adotar” um gênero qualquer, independente de seu sexo biológico. A teoria da ideologia de gênero diz também que a atração heterossexual é muitas vezes “aprendida”, e não inata ao ser humano. Além disso, também diz que o instinto maternal não existe. É algo a que as mulhere são submetidas, uma imposição sócio-cultural.
É claro que um pensamento como este deve ser rechaçado com muito vigor, principalmente pelos cristãos, pois é uma profunda ameaça à família e até mesmo à própria humanidade, pois contraria o direito natural em seus fundamentos mais básicos!
Não é preciso ser nenhum profundo conhecedor da psicologia, ou antropologia, ou seja lá o que for, pra imaginar o dano que os pais da notícia acima estão causando à personalidade e ao caráter sexual de seu(ua) filho(a), na ânsia de protegê-lo(a). Ao invés de educar e conduzir seu(ua) filho(a) a uma descoberta saudável de sua verdadeira identidade sexual (aquela que Deus lhe concedeu, biológica e intelectualmente), os pais dessa criança a educam de forma que ela cresça acreditando que o papel sexual é optativo, que a sexualidade não tem nenhuma função vinculada à vida, que as relações de amor entre as pessoas não passa de uma busca egoísta por prazer, e que nada pode ser duradouro e verdadeiro.
A cada dia que passa o testemunho dos casais cristãos é mais e mais necessário. Devemos dar a nossa vida, se preciso for, para defender a ordem que Deus estabeleceu na criação do mundo. Que o homem assuma seu papel de homem e encontre, assim, sua liberdade. Que a mulher assuma seu papel de mulher e encontre, assim, sua liberdade, porque a verdade é que liberta (Jo 8,32). Já dizia Dom Bosco, se não me engano: “Ser livre não é fazer aquilo que se deseja. Ser livre é desejar aquilo que se deve fazer.”
Pax et Bonum!
Saiba mais:
- http://www.conelpapa.com/ideologia/ (em espanhol)
Mais uma família começa…
Segunda-feira, 18 Maio, 2009 at 17:07 | In Matrimônio e Família | 3 CommentsTags: casamento, Família, matrimônio

Mas ao mesmo tempo não é “mais uma” família. É uma família iniciada por duas pessoas maduras na fé, tementes a Deus, e que amam a Igreja.
Enfim, começa uma família daquelas onde o Amor reina sobre o egoísmo; onde a Vida reina sobre a morte; onde Cristo reina sobre os corações, dele e dela.
Minha esposa e eu estivemos na cerimônia, assim como o Wagner Moura, e mesmo não sendo padrinhos, Cristiane e Luiz Fernando sabem que poderão contar sempre com nossas preces.
A cerimônia foi no Rito Maronita, muito bonito, cheio de simbolismos e com belíssimas orações e preces, pedindo a Deus que conceda aos noivos as virtudes necessárias para bem viver o Sacramento do Matrimônio.
Tornou-se, infelizmente, cada vez mais raro participar de cerimônias em que o Sacramento do Matrimônio é recebido por casais que realmente sabem o que isso significa. Quando isso acontece, ou seja, quando o casal de noivos sabe das responsabilidades, da missão, do sentido cristão deste Sacramento, percebe-se na atmosfera algo de diferente, algo que nos faz ter a certeza de que, enquanto houver na face da Terra uma família temente a Deus, haverá ainda alguma semente de esperança.
Naquela humilde e antiga Igreja de São Charbel, nasceu uma flor de esperança no seio da Igreja Católica: uma família linda, que hoje é apenas uma muda, mas que certamente se tornará uma belíssima e frondosa árvore que produzirá muitos frutos.
Cristiane e Luiz Fernando, que vocês sejam felizes cumprindo a vossa missão de casal cristão: testemunhar o Amor de Cristo onde quer que estejam; e dando ao mundo filhos educados no Amor de Cristo e na lei da Igreja.
Que Nossa Senhora Desatadora dos Nós, Auxilium Christianorum, lhes seja sempre a ajuda de todas as horas.
Paz e Bem!
Abaixo uma pequena homenagem do casal de amigos (e irmãos) francanos:
1963: Discurso de Paulo VI às Famílias Numerosas
Quarta-feira, 29 Abril, 2009 at 10:46 | In A Voz do Santo Padre, Filhos / Educação dos Filhos, Matrimônio e Família | 1 CommentTags: Família, famílias numerosas, fecundidade, filhos, matrimônio, prole
DISCURSO DE PAULO VI À FEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DAS FAMÍLIAS NUMEROSAS
Sábado, 14 de dezembro de 1963
Com comovida alegria vos dirigimos as nossas paternas boas-vindas, diletos filhos e filhas, que nos trazem nesta manhã o afeto de todas as famílias numerosas da Itália. Ao receber, de fato, os distintos representantes da Federação Nacional das Associações de famílias numerosas, e as duas Associações romana e lombarda, o nosso coração se abre para saudar todas aquelas famílias, cuja fecundidade, coroada por um magnífico florescimento de filhos, é clara demonstração de uma alta e corajosa concepção da família, e de fé viva e consciente.
Retornam ao nosso pensamento as amáveis ocasiões, nas quais em Milão fomos consolados pelo encontro com os Dirigentes da Associação lombarda, que vemos aqui hoje representada por seu Presidente e por um grosso número de membros; e nos é caro recordar como ela desejou sempre manter-nos informados de suas solicitudes e ânsias, de seus projetos e propósitos, com o intuito de levantar e valorizar energias tão preciosas e caras. Hoje aquele conforto se renova, porque ao lado dos amigos de um tempo, vemos os amigos da nossa diocese romana, reunidos na sua Associação, unidos à Federação Nacional e ao seu notável e caro Presidente.
Diletos filhos,
Vós esperais uma palavra de elogio e de encorajamento do humilde Vigário de Jesus Cristo; e como não poderia dizer-lhe de todo o coração, Ele que bem conhece a vossa posição na sociedade, as dificuldades e as provas que encontram, as aspirações e ideais que vos movem? A vossa presença no mundo é um testemunho de fé, de coragem, de otimismo; é um ato de confiança viva e total na Providência Divina, e uma celebração eloqüente dos valores mais altos e santos da família; é um atestado de reta consciência moral, em uma sociedade e em um particular momento que apresentam, às vezes, sintomas preocupantes de egoísmo, de indiferença, de hedonismo estreito e freqüentemente conformista aos costumes decadentes.
Vós tens uma grande e complexa função a cumprir: aquela de defender, junto com outras nossas beneméritas iniciativas, o instituto familiar, na sagrada e inviolável firmeza dos sentimentos e dos vínculos que a constituem, aquela de honrar a família na sua primária finalidade, que é aquela de ser nascente bendita e fecunda da vida humana, aquela de assistir os lares onde a prole é numerosa e há a necessidade de particular cuidado e de solidariedade social, aquela de sugerir aos legisladores a emanação de peculiares provimentos jurídicos idôneos para confortar os núcleos domésticos em sua orgânica e natural coesão e no cumprimento de sua missão educativa, aquela de oferecer à sociedade o exemplo e a apologia de famílias exemplares, as quais pela abundância mesma dos filhos experimentam exercícios de virtude humana e cristã de altíssimo valor, e derivam muitas vezes mais profundas e admiráveis expressões de amor mútuo, de piíssima religiosidade, de incomparáveis afetos e de pura felicidade.
Nós não hesitamos, portanto, em comparar esta vossa atividade a respeito da sociedade moderna, ao fermento evangélico que, embora exíguo e pouco aparente, faz fermentar a massa (cf. Mt 13,33), permeando-a e levantando-a toda; e por isso amamos atestar-vos a nossa paterna simpatia, com o encorajamento de continuar com perseverante confiança no caminho, que realizas junto com os vossos filhinhos: caminho muitas vezes duro e desconfortável, mas também bendito de tanta satisfação humana e, sobretudo, de copiosas graças celestes, que vos preparam uma luminosa coroa no Céu.
Coragem, diletos filhos e filhas: nós estamos com vocês na oração cotidiana, a fim de que o Senhor vos acompanhe sempre com seu terníssimo e providente amor, sustentando-vos no cumprimento dos vossos deveres de educadores e de plasmadores de consciências, ajudando-vos a superar as provas, confortando-vos sempre, em cada hora da vossa vida.
E invocando-vos os dons contínuos da sua paz, transmitimos a todos vós, aqui presentes, aos que vos são caros, às vossas Associações e a todas as famílias numerosas da Itália, nossa propícia Bênção Apostólica.
Tradução livre. Original em http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1963/documents/hf_p-vi_spe_19631214_famiglie_it.html.
Mensagem “Urbi et Orbe” – Papa Bento XVI – Páscoa 2009
Domingo, 12 Abril, 2009 at 18:23 | In A Voz do Santo Padre | Leave a CommentTags: Papa, Papa Bento XVI, Páscoa, Santo Padre, Urbi et Orbe, Vaticano
Com legendas em português:
Sexta-feira da Paixão do Senhor
Quinta-feira, 9 Abril, 2009 at 19:35 | In Fé e Igreja | Leave a CommentTags: Paixão do Senhor

AVE CRUX, SPES UNICA!
Salve ó Cruz, Nossa Única Esperança!
Luto
Quarta-feira, 8 Abril, 2009 at 14:27 | In Assuntos "off-topic" | Leave a CommentTags: Abruzzo, Itália, L'Aquila, terremoto

Nos últimos dias dias 6 e 7 de abril ocorreram em L’Aquila, região de Abruzzo, na Itália, subsequentes terremotos que causaram a morte de, até o momento, 260 pessoas. Há ainda milhares de pessoas feridas e famílias desabrigadas.
Fica aqui minha singela, porém sincera homenagem a este povo e a esta terra, que é também um pouco minha terra, já que dois dos meus bisavós ali nasceram.
Que Deus possa abençoar este povo forte, para que com sua força, seja capaz de se reerguer e reconstruir a vida que ficou. E que a Mãe de Deus, Madonna, como eles mesmos gostam de chamar, possa receber as almas que Deus colheu no Reino da Eterna Paz.
São Francisco de Assis, padroeiro da Itália, rogai por seus filhos concidadãos. Amém.
Paz e Bem!
A mentalidade contraceptiva faz mal à família
Terça-feira, 7 Abril, 2009 at 23:30 | In Matrimônio e Família, Moral e Sexualidade | Leave a CommentTags: aborto, anticoncepcionais, anticoncepcional, casamento, contracepção, Família, moral, pílula, sexo, Sexualidade
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MercatorNet: Recentemente, você escreveu sobre a fertilização in vitro (FIV) e outras técnicas similares que separam o sexo da reprodução, sobre os problemas éticos e as profundas implicações para o homem que elas têm. Mas gostaria que voltássemos um pouco no tempo para tratar da primeira tecnologia a separar o sexo da reprodução – os contraceptivos, especialmente a pílula, um produto eficaz e produzido em massa. Esses dois desenvolvimentos tecnológicos do século XX estão relacionados? Podemos dizer que um levou ao outro?
Christopher Tollefsen: São como os dois lados da mesma moeda. A sexualidade e a procriação, quando unidas no casamento, são as duas facetas de um bem grande e realizador, e ambas aperfeiçoam a vida dos cônjuges. Ao mesmo tempo, trazem consigo responsabilidades significativas, como todos os bens: não nos é fácil para praticar a virtude da castidade, dentro e fora do matrimônio, nem estar abertos ao dom de uma nova vida como fruto natural do amor entre os esposos.
A pílula permite que nos livremos da carga que supõe a conexão da sexualidade tanto com o matrimônio como com os filhos. Teremos as crianças de acordo com as nossas regras agora – talvez num casamento, talvez não. E a conseqüência lógica disso é que a FIV nos permite controlar mais e melhor a procriação. Em alguns casos, a FIV constitui uma reposta compreensível, embora eu a julgue errada, à incapacidade de conceber de alguns casais. Acontece que cada vez mais tem sido usada para garantir que teremos os tipos de filhos que quisermos, filhos livres de alguma doença, por exemplo, ou dotados de certos atributos que outros não têm.
Infelizmente, tanto a contracepção como a reprodução assistida são hoje vistas não apenas como coisas aceitáveis, mas como obrigações morais. Em última análise, penso que o assunto tem a ver com a nossa recusa em aceitar qualquer coisa que escape totalmente ao nosso controle – não é atrativo encarar a vida humana e a sexualidade como dons, porque isso revelaria que não somos os autores integrais da nossa própria existência. E, tristemente, a nossa resposta ao sofrimento, mesmo o sofrimento da esterilidade, segue essa mesma linha. O sofrimento é inteiramente um mal e deve ser rejeitado precisamente por estar fora do nosso controle, por ser uma ameaça à nossa “divindade” (a nossa descrição do sofrimento como algo “gratuito” também traz o caráter de algo que não escolhemos). Mas o cristianismo sempre ofereceu uma resposta redentora para os nossos sofrimentos ao ligá-los com os sofrimentos de Alguém que, sendo Deus, assumiu a forma de escravo.
MercatorNet: Houve uma reação negativa generalizada, entre os católicos inclusive, quando o Papa Paulo VI publicou a sua encíclica sobre a vida humana – Humanae Vitae - em que explicava por que a contracepção (diferentemente da abstinência periódica) era inaceitável do ponto de vista teológico e mesmo do ponto de vista meramente humano. A reação foi surpreendente, pois havia então apenas uns dez anos que a pílula estava disponível. Evidentemente, já devia estar em curso há algum tempo uma mudança de atitudes. Quais foram os antecedentes filosóficos dessa típica “revolta de 1968″?
Tollefsen: Com certeza, a aceitação geral de uma mentalidade utilitarista ou conseqüencialista, tanto na filosofia como na cultura política, contribuiu muito para essa revolta. A visão de que conseqüências boas podem tornar corretas ou mesmo obrigatórias algumas ações serviu de desculpa para muitos teólogos que afirmavam não existirem absolutos morais e que a moral sexual e reprodutiva precisava levar em conta o bem integral dos casais, unidos ou não pelo matrimônio. Só que essa é uma visão das coisas pelo avesso. Como disse o Papa João Paulo II na Encíclica Veritatis Splendor, os mandamentos estão para proteger os bens e o desenvolvimento do homem, e isso vale também para o ensinamento da Igreja acerca da contracepção.
MercatorNet: Sexo antes do casamento, uniões livres em vez de matrimônio, infidelidade conjugal, aumento nas taxas de divórcio: esses e outros males foram todos atribuídos à contracepção. Não seria simplificar demais as coisas? Seria a chamada mentalidade contraceptiva assim tão fundamental na determinação das tendências da sociedade contemporânea?
Tollefsen: É difícil menosprezar o profundo impacto que a contracepção teve na sociedade, embora não se possa dizer que há sempre uma relação direta de causa e efeito; não queremos dizer, por exemplo, que os casamentos vão fracassar porque as pessoas tomam anticoncepcionais. Mas a contracepção possibilita um mundo em que a castidade pré-conjugal deixa de ser necessária, o que por sua vez cria um mundo em que a castidade conjugal também é mais difícil. Cria-se um mundo em que há uma tremenda pressão em ambos os esposos para que se dediquem ao trabalho e adiem os filhos, o que faz surgir mais tensões na família. Além disso, parece bem plausível que a idéia de que temos o direito de satisfazer irrestritamente os nossos desejos sexuais teve um papel considerável no crescimento da indústria pornográfica, que causou sérios danos à família. Assim, o resultado final de um mundo amplamente moldado pela contracepção é um mundo bem pouco amistoso para com o casamento e a família.
MercatorNet: O conceito de “planejamento familiar” já se tornou popular na sociedade. Você acha esse termo problemático? O termo “paternidade responsável”, que é o empregado pela Igreja Católica, é melhor? Por quê?
Tollefsen: Bem, um dos problemas é que “planejamento familiar” quase sempre é um eufemismo para aborto sob demanda. E sem dúvida a idéia de “planejamento” pode parecer demasiado técnica, como é patente em diversas formas de reprodução assistida. Mas acho que também seria um erro deixar de lado a idéia acima mencionada, que a sexualidade e a procriação implicam responsabilidades; os casais podem ter motivos de peso para espaçar os filhos ou evitar a concepção por um certo tempo. Assim, o termo “paternidade responsável” parece dar uma boa noção daquilo a que um casal está chamado a viver.
MercatorNet: Uma das afirmações mais controversas acerca da contracepção é que ela conduz à difusão do aborto. Muitas pessoas conscienciosas ficam zangadas e estarrecidas diante de tal afirmação, mas será que não se estão enganando a si próprias?
Tollefsen: Receio que sim. A contracepção possibilitou algo que muitos seres humanos sempre desejaram: sexo sem conseqüências. Antes do século XX, as conseqüências do sexo fora do casamento eram geralmente a gravidez, de vez em quando alguma doença e quase sempre uma reputação bastante rebaixada. Mas a tecnologia contraceptiva diminui a ocorrência da primeira e da terceira conseqüências… até certo ponto, claro. Não elimina completamente a possibilidade de gravidez; assim, o sexo sem conseqüências, mesmo com o uso generalizado de contraceptivos, permanece inatingível se não se tem acesso ao aborto. Por isso, parece-me natural que uma pessoa pró-vida que se opõe ao aborto passe a ser uma pessoa pró-vida que propõe a castidade dentro e fora do casamento.
MercatorNet: Algumas pessoas não vêem diferença entre a contracepção e as técnicas naturais para o controle da fertilidade – o chamado planejamento familiar natural -, uma vez que a finalidade desejada é a mesma: “nada de bebês desta vez”. Há diferença moral ou filosófica entre essas duas coisas?
Tollefsen: Contracepção significa: não querer bebês e garantir que a concepção não vai acontecer. Essa decisão de prevenir um eventual bebê parece-me contrária à vida humana. Por outro lado, os esposos claramente não têm a obrigação de ter relações em todas as ocasiões possíveis, e têm vários bons motivos para se absterem algumas vezes. Durante o período fértil, o efeito da abstinência é às vezes desejável, de maneira que a abstinência é permissível. Isso é bem diferente de optar por evitar absolutamente a concepção de um bebê.
MercatorNet: Afirmar que o uso da pílula é antiético é ir contracorrente. Você teria umas palavras bem redondas para fazer as pessoas pensarem no assunto?
Tollefsen: Acho que as pessoas deveriam perguntar-se se o mundo tornado possível pela pílula – um mundo em que as relações sexuais não implicam compromisso numa união permanente e exclusiva com a esperança de filhos, e em que o casamento é quase sempre visto como uma parceria para o aumento do patrimônio e do status, sendo as crianças um item opcional -, se esse mundo as fez mais felizes, ou fez mais felizes os seus amigos e parentes. Uma resposta honesta a essa pergunta provavelmente as deixaria surpresas.
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| Christopher Tollefsen
Professor adjunto de filosofia na University of South Carolina e co-autor, com Robert P. George, do livro “Embryo: A Defense of Human Life” (Doubleday, 2008). É também membro do Witherspoon Institute of Princeton, New Jersey. |
| Fonte: MercatorNet Link: http://www.mercatornet.com/ Tradução: Quadrante |
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Leia mais:
Castidade no casamento
Segunda-feira, 6 Abril, 2009 at 23:04 | In Moral e Sexualidade | 2 CommentsTags: casal, casamento, castidade, matrimônio, sexo, Sexualidade
Você acha que castidade e casamento combinam? Ou acha que a castidade se vive até o casamento?
Veja este vídeo de Jason Evert e reflita:
Tradução e legendas: Daniel Pinheiro
Paz e Bem!
Alguém se lembra de Alagoinha?
Sexta-Feira, 3 Abril, 2009 at 15:01 | In A Voz do Santo Padre | 2 CommentsTags: aborto, Alagoinha, Casti Connubii, Igreja, Mandamentos, Não matar, Papa Pio IX, Pernambuco

P.P. Pius XI
Um excerto interessante e muito atual da carta encíclica Casti Connubii, do Papa Pio XI sobre o matrimônio cristão. Leia:
«No que respeita, porém, à “indicação médica e terapêutica” — para Nos servirmos de suas próprias palavras — já dissemos, Veneráveis Irmãos, quanta compaixão sentimos pela mãe a quem o cumprimento do seu dever natural expõe a graves perigos da saúde e até da própria vida; mas que causa poderá jamais bastar para desculpar de algum modo a morte direta do inocente? Porque é desta que aqui se trata. Quer a morte seja infligida à mãe, quer ao filho, é contra o preceito de Deus e a voz da natureza: “Não matar” (Ex 20, 13; Cf. Decr. Santo Ofício, 4 maio 1898, 24 julho 1895, 31 maio 1884). A vida de um e de outro é de fato coisa igualmente sagrada, que ninguém, nem sequer o poder público, terá jamais o direito de destruir. Insensatissimamente se faz derivar contra os inocentes o jus gladii, que não tem valor senão contra os culpados; também de maneira nenhuma existe aqui o direito de defesa até ao sangue contra o injusto agressor (pois quem chamará injusto agressor a uma criancinha inocente?); tampouco o chamado direito de extrema necessidade, que pode ir até à morte direta do inocente. Os médicos que têm probidade e ciência profissional louvavelmente se esforçam por defender e conservar ambas as vidas, a da mãe e a do filho; pelo contrário, mostrar-se-iam indigníssimos do nobre título e da glória de médicos aqueles que, sob a aparência de arte médica ou movidos de mal-entendida compaixão, se entregassem a práticas assassinas.
(…)
Aquilo, porém, que se propõe acerca da indicação social e eugênica pode e deve ser tomado em consideração, contanto que se proceda de modo lícito e honesto e dentro dos devidos limites; mas, quanto a querer prover à necessidade em que se apóia com a morte dos inocentes, repugna à razão e é contrário ao preceito divino, promulgado aliás por aquelas palavras apostólicas: “não se deve fazer mal para que daí venha bem” (Cf. Rom. III, 8).
Aqueles, enfim, que têm o supremo governo das nações e o poder legislativo não podem licitamente esquecer-se de que é dever da autoridade pública defender a vida dos inocentes com leis oportunas e sanções penais, tanto mais quanto menos se podem defender aqueles cuja vida está em perigo e é atacada, entre os quais ocupam, sem dúvida, o primeiro lugar as crianças ainda escondidas no seio materno. Se os magistrados públicos não só não defenderem essas crianças mas, por leis e decretos, as deixarem ou até entregarem a mãos de médicos ou de outros para serem mortas, lembrem-se de que Deus é juiz e vingador do sangue inocente, que da terra clama ao céu (Cf. Gn 4, 10).» — Casti Connubii, S.S. Pio XI, 31.12.1930
Os grifos e destaques são meus, mas as palavras são do Sucessor de Pedro. Alguém aí se lembrou de algo que ocorreu recentemente em Alagoinha-PE?
Paz e Bem!
Homenagem ao Papa João Paulo II
Sexta-Feira, 3 Abril, 2009 at 9:31 | In Uncategorized | 3 CommentsTags: Amadeo Minghi, homenagem, Papa João Paulo II, Un Uomo Venuto da Lontano

P.P. Ioannes Paulus II
* 18.05.1920 – † 02.04.2005
O cantor italiano Amadeo Minghi se apresenta para o Papa João Paulo II em seu aniversário, em um show impressionante. Um excelente video clip. Top hit na TV italiana. E uma música que expressa bem o que representou este Papa polonês para a Igreja de Cristo.
Uma homenagem ao Papa que nos deixou a Teologia do Corpo como herança. Veja o videoclip, com singela tradução e legenda deste que vos escreve:
http://www.youtube.com/watch?v=Itqtm0k609w
Paz e Bem!
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Leia também:
Querido Papa João Paulo II (TOBlog – o blog da Teologia do Corpo).
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